
O excesso de zelo na correcção política, com receio daquilo que as falanges mais extremistas possam verter nas redes insociais, gera situações destas, ao nível da linguagem: após “prisioneiras” (palavra cujo género gramatical é inequívoco) surge hoje a ingente necessidade de acrescentar “do sexo feminino”.
Como se o termo anterior permitisse outra opção.
Caímos no reino da redundância. Não porque quem escreve ou quem traduz ou quem edita (neste caso a tradutora e a chancela editorial têm inequívoco mérito), mas porque as patrulhas ideológicas andam cada vez mais vigilantes e não permitem qualquer fuga à norma.
Aliás, não permitem sequer o recurso à norma.
Como este caso, por absurdo, apenas confirma.

Pedro Correia e os problemas que realmente assolam o mundo.
Guerra na Ucrânia? Violação de direitos humanos no Catar? Alterações climáticas? O que é que tudo isso importa? O que importa é uma frase num texto.
Cuidado com a incontinência urinária. Experimenta uma fralda de tamanho maior.
Olha-me este a falar ou melhor a criticar Pedro Correia com estas redundâncias em vez de falar do frio na Ucrânia.
È mesmo totó, e levou uma corrida à cacetada que até lhe causou problemas na bexiga.
Quem se mete com o Pedro Correia leva.
Trata-se provavelmente de um erro de tradução.
É um erro. Ponto.
Portuguesos, portuguesas e portugueses, a língua deve adaptar-se a todo o sexo, género, desvio, tara e ao mais que passe pela cabeça dos, das e des progressistas!
A nova revoluçã em marcha.
Sem o final em revoluçã.
Você disse “revulouçã”? Pois disse bem…
Hoje é o dia dos neologismos aqui no blogue.
Muito me satisfaz. Sou coleccionador deles.
Como no Irâo, polícias da moral.
Polícia do pensamento. Saída das páginas de Orwell.
Quem manipula a linguagem manipula a mente.
Cobardia, ignorância e honesta estupidez em doses (des)iguais…
JSP
As proporções variam conforme os casos.
A coisa de um par de semanas vi um panfleto produzido pelas gentes da faculdade de letras da Univ de Lisboa com palavras como “somes”, “todes”, “nosses”, etc, etc. Fiquei atónito, como é que uma patetice destas pode ser a linguagem da academia? Ainda por cima de letras? Como é que um académico da área pode promover o atropelo da língua que estuda? Enfim a diarreia mental em torno disto da igualdade de género está mesmo a atingir proporções assustadoras. Mas quando é que este bando de doentes mentais percebe que a igualdade nada tem que ver com o assassínio de línguas nem com a criação de 50000 novos géneros ou com o desfile nas ruas e nas televisões? A igualdade é verdadeiramente o acesso aos mesmos direitos e deveres. Tudo o resto é “palha para burros”.
Nada há de incorreto em escrever uma redundância, se fôr como forma de enfatizar ou de chamar a atenção para um pormenor que pode ter passado desapercebido pelo leitor.
Neste caso, pretende-se enfatizar o facto de as vigilantes serem do sexo feminino.
sexo muito feminino o dos anjinhos
Estão a complicar muito. Decerto que no original dizia “female prisoners”, e a tradução saiu assim.
Se fosse para ser à la mode, não dizia sexo, dizia “género”. Agora temos géneros: batata, arroz, legumes …
As neopuritanas, militantes do progressismo retroactivo, suprimiram o sexo.
Resta o género humano. Que alguns (cultores do animalismo) confundem com o Manuel Germano.