As sete livrarias mais antigas de Portugal:
Bertrand, em Lisboa (1732)


Ferin, em Lisboa (1840)


Branco, em Vila Real (1849)


Esperança, no Funchal (1886)


Lello, no Porto (1906)


Nazareth, em Évora (1906)


Sá da Costa, em Lisboa (1913)


As sete livrarias mais antigas de Portugal:
Bertrand, em Lisboa (1732)


Ferin, em Lisboa (1840)


Branco, em Vila Real (1849)


Esperança, no Funchal (1886)


Lello, no Porto (1906)


Nazareth, em Évora (1906)


Sá da Costa, em Lisboa (1913)


Por gosto e facilidade em manusear livros ou edições antigas de revistas várias,anos a fio,a minha preferência,embora não seja o tema do post,foi para a Sá da Costa.Por isso,ao saber do “trespasse”(?) para um alfarrabista,senti-o como perda pessoal.Houve outras assim prestáveis,ainda não mencionadas.
Saúdo a iniciativa.
Confesso gostar mais da Sá da Costa agora, na versão alfarrabista, com aquele caos desordenado no meio do Chiado chique e cosmopolita. Há ali um regresso ao passado, com a sua sábia poeira, que muito me seduz. Sem deixar de ser algo profundamente português.
Belo.
Até agora escaparam à sorte de se transformar numa loja de bugigangas ou num outpost do profeta, com latas e shampoos na montra para disfarçar.
Abram a pestana.
Gosto de velhas livrarias como gosto dos discos de vinil e da escrita caligráfica e das viagens de comboio e dos filmes a preto e branco. E dos blogues.
No fundo, nunca passam de moda.
É tão triste este desvalimento do património cultural. Há tanta história guardada por dentre os livros.
Eu prefiro ver o copo meio cheio, Dulce. Todos os anos livrarias como a Bertrand e a Lello recebem milhares de visitantes estrangeiros que vêm de propósito vê-las e desfrutá-las.
O turismo cultural está pujante como nunca. Os decisores políticos que não perceberem isto devem dar lugar a outros.
Entretanto, uma boa notícia: desde o início do ano, venderam-se em Portugal 2,8 milhões de livros – um aumento de 13% relativamente ao mesmo período de 2022, gerando uma receita global de 39,3 milhões de euros. ses-nao-pousam-os-livros-ate-marco-venda s-sobem-13-para-393-milhoes/
https://eco.sapo.pt/2023/04/23/portugue
Quando tanto se fala em crise, eis um sector que foge à regra.
Estes números desmentem a ideia bastante generalizada de que «cada vez se lê menos». Não é verdade. Crianças e jovens, nomeadamente, lêem hoje muito mais do que em gerações anteriores. E a pandemia, com o confinamento prolongado, teve um efeito secundário salutar: levou largos milhares de adultos a retomar o gosto pela leitura, recuperando livros há muito adormecidos nas estantes lá de casa.
Chega-me cristalina a lembrança de fazer quase todas as minhas compras de Natal na Bertrand, da gente, da azáfama, das filas. Não sei quando mudou , mas deve ter sido quando se inaugurou um grande espaço comercial a dois passos de casa, e de algum modo ” ir à Baixa” deixou de fazer sentido, Pedro.
Quanto a incentivar à leitura, é de pequenino, e há que tomar-lhe o gosto, porque é uma paixão para a vida.
É verdade, Dulce.
Estes números desmentem a ideia bastante generalizada de que «cada vez se lê menos».
Entre comprar um livro e lê-lo vai uma grande distância.
Muitos livros servem só para enfeitar as prateleiras que aparecem no fundo em que se é filmado em sessões de zoom, como se viu durante a pandemia.
Que disparate. Perante a evidência dos números, e das receitas do sector, vem o achismo tipicamente tuga.
Segundo este achismo, as pessoas gastam dinheiro em livros para não os lerem.
É assim que vocês fazem “investigação” no IST?
Quase todas com escassez de luz natural e a assemelharem-se a catacumbas.
Pena você não frequentar livrarias. Mal entrasse numa, iluminava-as com a luz da sua estup… sabedoria.
Eu frequento livrarias e compro livros. Mas livrarias bem iluminadas e arejadas, não estas encafuadas e só com luz artificial.
Você frequenta blogues. Sobretudo nas caixas de comentários.
comecei a comprar livros pelos 12 . deixei 10 depois ao iniciar a vida profissional e há 10 por falta de pilim. leio emprestado ou na net. principalmente nas férias em aldeia quase abandonada em casa emprestada.
tal como fará ‘putine da favela’ vamos ser todos favelados
já desapareceu há muito a Portugália junto ao elevador.
à pata até ao Passos conheci as da Misericórdia, elevador da bica e Combro
Livraria Portugal.
Os livros são mais baratos que nunca. É o bem de consumo, em matéria de lazer, mais barato que existe. Mais barato do que ver TV, do que navegar na Net, do que ir ao cinema ou ao teatro, do que ir jantar fora.
Foram redescobertos por milhares (milhões) de pessoas durante a pandemia.
Hoje há muito mais gente a ler do que havia em 2013 ou em 2018.
conversa de xarneca é para o mato.
Xarneca é comentador regular cá de casa – com este ou outro “nom de plume”. Merece um aceno de simpatia.
Boa tarde Pedro Correia.
Daqui do meu blogue uma grande chapelada pelo mérito da sua persistente chamada de atenção para as livrarias que resistem ainda, e para os livros. Cultura, essencial.
Ontem, como muitas vezes faço aos Sábados, a fase final da minha caminhada pela capital acabou na zona do Chiado, e lá entrei na Bertrand, na Sá da Costa e na Ferin, e deambulei bastante tempo a percorrer a rua Anchieta à procura de preciosidades, pois todos os Sábados lá estão. Dei por bem empregues os euros gastos.
No meu blogue e porque hoje é dia de ainda mais celebrar o livro e os seus autores, publiquei fotografias de um magnífico livro que tenho em casa, magnífico pelo conteúdo, e excelente pela qualidade e tipo de encadernação. Ah, e dois pequenos trechos do seu conteúdo.
Tenha um bom Domingo. Saúde.
António Cabral
Boa lembrança, caro António Cabral.
Saúde!
E felicito-o pela persistência do seu blogue. Bem o merece.
Numa livraria da “Apolo 70” comprei um livro, e quando estava a pagar verifiquei que havia uma página, a meio, com uma dobra na ponta.
Ah, isso é marca de quem vem cá passar o tempo lendo os livros sem comprar, disso a senhora da caixa. Por lá também andava o Prado Coelho a ler as últimas páginas de alguns livros.
Frequentei muito essa livraria, próxima da faculdade, sobretudo nos meus anos universitários. E o cinema também.
O seu comentário dá-me vontade de escrever sobre antigas livrarias de Lisboa. Todas tinham particularidades como essa que aponta.
Hoje, infelizmente, está quase tudo tomado pelo duopólio Leya-Bertrand. Dá um ar industrial a este tão relevante comércio.
Gostei muito deste seu postal, Pedro. Encerrou há cerca de três anos, na minha cidade, a livraria onde comprei uma grande parte dos livros cá de casa. Foi com muita tristeza que subtraí ao meu final da tarde os momentos de prazer que me levavam até lá, e onde num ambiente bem simpático eu podia folhear novidades ou revisitar autores admiráveis. SAPO]
Maria
Andei a pesquisar bastante antes de deixar aqui este postal, Maria. Confirmei, com alguma tristeza embora sem muita surpresa, que várias capitais de distrito portuguesas não têm hoje uma livraria de referência. Ou seja, não cumprem os mínimos de exigência em oferta cultural elementar.
O mercado vai sendo animado pelos dois “gigantes” da distribuição do ramo – a Bertrand e a Leya. Valha-nos isso. Mas são lojas formatadas: iguais, ou quase, onde quer que existam. Várias, aliás, nem têm porta aberta para a rua: estão inseridas em centros comerciais.
Vou tentando dar nota, nos tempos mais próximos, sobre outras livrarias, estejam onde estiverem, que teimam em remar contra a maré. Conto para isso com a colaboração dos leitores do DELITO.
Obrigado pela visita e pelo comentário. É sempre com gosto que a leio.
A vossa informação, não está correcta.
Existe em Vila Real, a Livraria Branco, fundada em 1849, pelo Bisavô do actual proprietário.
Além de ser, pela vossa ordem de antiguidade, a terceira Livraria mais antiga de Portugal, será possívelmente, a Livraria mais antiga, na mesma familia.
Com os cumprimentos
Alfredo Branco
Agradeço-lhe muito o esclarecimento que aqui nos traz. Já rectifiquei, com gosto. E felicito-vos vivamente pela manutenção da livraria, património cultural nacional, e pelo facto de se manter há várias gerações na mesma família, algo raro e que por isto justifica aplauso adicional.
Visitarei seguramente o vosso estabelecimento na minha próxima visita a Vila Real.
Votos de prosperidade e de vida ainda mais longa à Livraria Branco.