A primeira questão é. Com um país recolhido o que andava a fazer na rua? E a segunda não menos importante: a que horas se passeava? Se foi a uma hora assim para o matinal, que certamente foi, eu que não sou mulher também não o olhava com confiança maior. Só podia dirigir-se para o Continente apanhar vez à frente antes da abertura.
Mas tudo calmo, tudo calmo. Aqui pelo de Telheiras, pelo menos a esta hora. Caixas de pagamento sem filas (!) e massiva reposição de papel higiénico. Não sei a que ocupação se dedica à turba a esta hora, mas tive sorte.
Pois pelos meus lados continua a loucura desbagada. E promete continuar. A quem não apanham lá é a mim que desde que esta loucura começou, enquanto houver uma latinha de atum ou de sardinhas na despensa não ponho lá os pés.
Hoje uma senhora já idosa ia chocando comigo. Tossi ligeiramente. Ela assustou-se e olhou-me com ar de pânico, visivelmente assustada. Não chegámos a colidir.
Ontem assisti a discussão brava entre motorista de autocarro (histérico) e passageira que se aproximou (agora eles têm perímetro de resguardo assinalado).
Anda tudo muito sensível. Mesmo. E ainda não há notícia de morte de ninguém. A ver vamos quando chegar esse momento.
Claro que me cuido; ainda hoje, como sempre, estive a falar com o J., lá no seu bar esvaziado (sim, algumas mentalidades começam a mudar), que acabava de receber uma missiva via net sobre ter que encerrar às 21h00: tu achas que o C-19 – como lhe chamo – acorda a essa hora e dorme durante o resto do tempo? Ninguém acha, isto é uma medida do mais ridículo que se possa conceber!
Deixei ao pessoal do bar umas luvas, máscaras e álcool etílico 96…………………….. e dei-lhe uma descasca de todo o tamanho, que nada disto existia ali, a informação está a zeros.
Agora vou oferecer-te também algo de flora, lá na hospedaria 😀
Não é proibido sair à rua, quem não estiver de quarentena, pode fazê-lo. Deve é evitar-se espaços fechados e/ou multidões. A distância de um metro em relação a outros é considerada segura (ao ar livre).
Acho que, nestes tempos de incerteza, uma coisa podemos garantir: nenhum infectado entrou pelo aeroporto de Beja.
Talvez isso explique o facto de o coronavírus ainda não ter chegado ao Alentejo.
Agora a sério. Se um tipo tem que manter 1 metro de distância, o sexo fica também interdito até Maio? Isto já se parece com aquela comédia do Aristófanes. V, como é que se chama, aquilo ?
Vorph, se não for casado ou não viver em comum com alguém, o sexo fica realmente difícil. Já com o/a parceiro/a habitual, que vive na mesma casa, não deve piorar a coisa. Com ou sem sexo, o risco de contágio é enorme. Por isso, perdido por cem, perdido por mil…
O Pedro, hoje, vestiu o quê? Andou de chanatas?
Andei com um cachecol do Sporting. Mas não pode ter sido isso.
Só uma questão : as mulheres costumam olhá-lo de modo amistoso?
O Pedro saiu – me cá um galã. Não tarda está na nova secção da Cristina Torrão.
A nova secção da Cristina reformulou a linha editorial do blogue. Em nome da paridade.
Eu votei vencido.
A primeira questão é. Com um país recolhido o que andava a fazer na rua?
E a segunda não menos importante: a que horas se passeava?
Se foi a uma hora assim para o matinal, que certamente foi, eu que não sou mulher também não o olhava com confiança maior. Só podia dirigir-se para o Continente apanhar vez à frente antes da abertura.
Mas tudo calmo, tudo calmo. Aqui pelo de Telheiras, pelo menos a esta hora. Caixas de pagamento sem filas (!) e massiva reposição de papel higiénico. Não sei a que ocupação se dedica à turba a esta hora, mas tive sorte.
Costa
Tive menos sorte. Havia filas. E bichas.
Bichas, então… Isso requer mesmo paciência (sob pena de se ser acusado do inominável). Não é fácil, nada fácil.
Costa
Pois pelos meus lados continua a loucura desbagada. E promete continuar.
A quem não apanham lá é a mim que desde que esta loucura começou, enquanto houver uma latinha de atum ou de sardinhas na despensa não ponho lá os pés.
Eu tentei ir ao pão, mas não havia. Fiz como a outra: comi brioches.
Brioches, Pedro? Isso é de perder a cabeça.
Tome cuidado e coma.
Brioche com marmelada.
Recomendo. Para matar o bicho.
Caramba, já não se pode andar de cachecol verde no bairro de Alvalade…
Não são só as mulheres. É geral, acho. Anda (quase) tudo com cara de poucos amigos.
Hoje uma senhora já idosa ia chocando comigo. Tossi ligeiramente. Ela assustou-se e olhou-me com ar de pânico, visivelmente assustada.
Não chegámos a colidir.
Ontem assisti a discussão brava entre motorista de autocarro (histérico) e passageira que se aproximou (agora eles têm perímetro de resguardo assinalado).
Anda tudo muito sensível. Mesmo. E ainda não há notícia de morte de ninguém. A ver vamos quando chegar esse momento.
O que dirão os italianos, já com mais de 1400 mortos, e os espanhóis, que já ultrapassam os 200 óbitos?
Desta vez não vão poder dizer que lá fora é que é bom. Fraca consolação.
Melhor é rumar ao Alentejo, ainda imune ao vírus. Lá tudo acontece sempre mais devagarinho.
Eu diria que anda tudo nervoso
Dno
Já estou fechado em casa, imitando o comandante supremo. Vou passar o serão a ver filmes de terror.
Por mim, As Minas de Salomão. Madrugada dentro. Uma minha lacuna antiga (e já se sabe na versão de quem).
Costa
Boa escolha. Eu tenho aqui à mão três livros para reler na semana que vem: ‘A Cidade e as Serras’, ‘A Selva’ e ‘O Malhadinhas’.
Reparou se estava tudo ok com a indumentária?
Elas estavam vestidas, sim.
Saíste de coroa na cabeça?
Só caras, não coroas.
Saiu anónimo, mas estimo saber
___________
(o comentário da coroa era meu, mas esqueci-me de preencher os dados, Sr. Vaidoso, eheheh)
Maldito vírus. Raios o partam.
(Cuida-te, Alexandra.
)
Eu chamo-lhe o fdp, que o é, de facto.
Claro que me cuido; ainda hoje, como sempre, estive a falar com o J., lá no seu bar esvaziado (sim, algumas mentalidades começam a mudar), que acabava de receber uma missiva via net sobre ter que encerrar às 21h00: tu achas que o C-19 – como lhe chamo – acorda a essa hora e dorme durante o resto do tempo? Ninguém acha, isto é uma medida do mais ridículo que se possa conceber!
Deixei ao pessoal do bar umas luvas, máscaras e álcool etílico 96…………………….. e dei-lhe uma descasca de todo o tamanho, que nada disto existia ali, a informação está a zeros.
Agora vou oferecer-te também algo de flora, lá na hospedaria 😀
E:
saúde
Boa ideia, o álcool. Haja saúde. E que a alegria não falte.
Comigo passa-se o contrário. De olhar desconfiado passaram a olhar amistoso.
Caramba, como eu te invejo.
É a vantagem de viver numa pequena cidade onde quase toda a gente te lê.
Mas elas também andavam na rua, ou não?
Não é proibido sair à rua, quem não estiver de quarentena, pode fazê-lo. Deve é evitar-se espaços fechados e/ou multidões. A distância de um metro em relação a outros é considerada segura (ao ar livre).
Não eram 4 metros?
Eu tenho lido um metro, mas é certo que há informações contraditórias.
Bem, o importante é não se chegar muito, tentar não tocar em nada e lavar bem as mãos ao chegar a casa.
Cristina Torrão, toda a minha vida tenho mantido certas distâncias. É de berço
Os amigos, perto. Os inimigos, mais perto ainda.
Sabedoria de Vito Corleone.
Só as quarentonas ficam de quarentena.
Quarentonas só na Madeira
Nem um só caso registado lá (até agora). Nem no Alentejo, embora por motivos diferentes.
Acho que, nestes tempos de incerteza, uma coisa podemos garantir: nenhum infectado entrou pelo aeroporto de Beja.
Talvez isso explique o facto de o coronavírus ainda não ter chegado ao Alentejo.
Agora a sério. Se um tipo tem que manter 1 metro de distância, o sexo fica também interdito até Maio? Isto já se parece com aquela comédia do Aristófanes. V, como é que se chama, aquilo ?
Segundo as novas regras do vídeo-árbitro no futebol, com três centímetros a mais já fica fora-de-jogo.
Vorph, se não for casado ou não viver em comum com alguém, o sexo fica realmente difícil. Já com o/a parceiro/a habitual, que vive na mesma casa, não deve piorar a coisa. Com ou sem sexo, o risco de contágio é enorme. Por isso, perdido por cem, perdido por mil…

Bem: a ver se a Cristina e o Vorph chegam a um consenso sobre a distância, ou temos de ir buscar o VAR?
Melhor não. O VAR padece de graves problemas do foro oftalmológico.
Andas de máscara?
Se andasse de máscara talvez elas voltassem a olhar para mim com ar amistoso.
É do penteado à Kim Jong-un? Eu avisei que ser promovido a Correia do Norte podia ter consequências imprevisíveis
Numa conferência de imprensa Kim afirmou à instantes :
“Tivemos alguns casos de covid 19, mas eu Coreia”
Enquanto houver trocadilhos há esperança!
Mas quando começarem as trocas d’ilhas fica tudo lixado