Não sei o que se passa comigo


Pedro Correia,

 

As mulheres, na rua, costumam olhar para mim com ar amistoso. Hoje miraram-me com ar desconfiado.

 

60 comentários em “Não sei o que se passa comigo”

  1. A primeira questão é. Com um país recolhido o que andava a fazer na rua?
    E a segunda não menos importante: a que horas se passeava?
    Se foi a uma hora assim para o matinal, que certamente foi, eu que não sou mulher também não o olhava com confiança maior. Só podia dirigir-se para o Continente apanhar vez à frente antes da abertura.

    1. Mas tudo calmo, tudo calmo. Aqui pelo de Telheiras, pelo menos a esta hora. Caixas de pagamento sem filas (!) e massiva reposição de papel higiénico. Não sei a que ocupação se dedica à turba a esta hora, mas tive sorte.

      Costa

      1. Pois pelos meus lados continua a loucura desbagada. E promete continuar.
        A quem não apanham lá é a mim que desde que esta loucura começou, enquanto houver uma latinha de atum ou de sardinhas na despensa não ponho lá os pés.

          1. Brioches, Pedro? Isso é de perder a cabeça.
            Tome cuidado e coma.

      1. Ontem assisti a discussão brava entre motorista de autocarro (histérico) e passageira que se aproximou (agora eles têm perímetro de resguardo assinalado).

        Anda tudo muito sensível. Mesmo. E ainda não há notícia de morte de ninguém. A ver vamos quando chegar esse momento.

      1. Eu chamo-lhe o fdp, que o é, de facto.

        Claro que me cuido; ainda hoje, como sempre, estive a falar com o J., lá no seu bar esvaziado (sim, algumas mentalidades começam a mudar), que acabava de receber uma missiva via net sobre ter que encerrar às 21h00: tu achas que o C-19 – como lhe chamo – acorda a essa hora e dorme durante o resto do tempo? Ninguém acha, isto é uma medida do mais ridículo que se possa conceber!

        Deixei ao pessoal do bar umas luvas, máscaras e álcool etílico 96…………………….. e dei-lhe uma descasca de todo o tamanho, que nada disto existia ali, a informação está a zeros.

        Agora vou oferecer-te também algo de flora, lá na hospedaria 😀

        E:

        saúde

  2. Mas elas também andavam na rua, ou não?

    Não é proibido sair à rua, quem não estiver de quarentena, pode fazê-lo. Deve é evitar-se espaços fechados e/ou multidões. A distância de um metro em relação a outros é considerada segura (ao ar livre).

      1. Eu tenho lido um metro, mas é certo que há informações contraditórias.

        Bem, o importante é não se chegar muito, tentar não tocar em nada e lavar bem as mãos ao chegar a casa.

    1. Vorph, se não for casado ou não viver em comum com alguém, o sexo fica realmente difícil. Já com o/a parceiro/a habitual, que vive na mesma casa, não deve piorar a coisa. Com ou sem sexo, o risco de contágio é enorme. Por isso, perdido por cem, perdido por mil…

  3. Bem: a ver se a Cristina e o Vorph chegam a um consenso sobre a distância, ou temos de ir buscar o VAR?

  4. É do penteado à Kim Jong-un? Eu avisei que ser promovido a Correia do Norte podia ter consequências imprevisíveis

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