Então e o exemplo de Macau?


Teresa Ribeiro,

Porque será que Macau, cuja medida emblemática foi decretar o uso obrigatório de máscaras em espaços públicos, é apresentada como exemplo espectacular de controlo bem sucedido do Covid-19 e ao mesmo tempo por cá, médicos e autoridades sanitárias desvalorizam a importância dessa protecção?

Terá a ver com a ruptura de stocks? De repente é a única explicação que me ocorre, mas que não justifica que profissionais de saúde andem por aí a espalhar que o uso de máscara só é relevante para quem já está contaminado.

17 comentários em “Então e o exemplo de Macau?”

  1. Talvez porque uma das importâncias primordiais, mentais da elite neo-marxista tem sido as quotas sexuais, uma evolução dos jobs for the boys…

    A Coreia do Sul tem um programa de testes em larga escala. Por cá fruto da engenharia da mediocridade que é a cultura do regime político socialista não se pode esperar nada do género.

    lucklucky

    1. Neo-marxistas… regime político socialista..
      Estas pérolas de falta da noção do ridículo, devem ser do virus.
      Mas calma que vão aparecer mais engenharias da mediocridade. Foram as agências bancárias, as sapatarias, as pastelarias-cafés em vão de escada, os tuk-tuk, as rendas da cristas, o turisminho e agora máscaras e cia.. Pois na Coreia do Sul não há disto.

  2. As máscaras só têm sentido em evitar que pessoas com sinais gripais propaguem o vírus através das secreções / aerossóis, formados aquando dos espirros, por exemplo. Pessoas saudáveis não necessitam de máscara porque, as normalmente usadas, são ineficazes, não têm filtros, anti – virais. Se reparar existem, nestas usadas, pela população, um espaço livre entre o bordo superior, “aramado”, e a cânula/osso nasal.

  3. Vale o que vale. Não tarda, tudo isto irá parecer um debate de surdos e mudos, como já acontece nas discussões sobre aquecimento /mudanças climáticas. Mas fica aqui, Teresa (porventura o maior especialista da actualidade em virologia /epidemias).

    Veja a partir do minuto 7:50

    https://youtu.be/cZFhjMQrVts

    Dr. Michael Osterholm is Regents Professor, McKnight Presidential Endowed Chair in Public Health, and the founding director of the Center for Infectious Disease Research and Policy (CIDRAP) at the University of Minnesota. An internationally renowned epidemiologist, he has been at the forefront of public health preparedness, has led many outbreak investigations of international importance, and advises world leaders on the ever-growing list of microbial threats.

    https://www.amazon.com/Deadliest-Enemy-Against-Killer-Germs/dp/0316343692

        1. Qual arrogância, Vorph? Deu-me a sua opinião, bem fundamentada, que agradeço. Fiz este post para provocar esta discussão, visto que as opiniões dividem-se, mesmo entre médicos. Ainda agora ouvi, no Opinião Pública da SIC, um especialista em doenças infecciosas recomendar ás pessoas com mais de 60 anos que saiam de casa com máscara.
          Por aquilo que fui lendo e ouvindo, o que me parece é que o uso de máscara pode ser útil, uma vez que contém o bafo dos que já estão infectados, mas assintomáticos. O problema é que, como o Vorph tão bem me explicou, as máscaras também podem potenciar infecções entre os que ainda não foram contaminados…

  4. Além do mais, as máscaras de pouco valem, sem óculos de protecção, usados pelos profissionais de saúde, porque o vírus consegue infectar via mucosa ocular. Usar máscaras, sem luvas também me parece disparatado pelo simples facto de ao as ajeitarmos, desprotegidos, podermos ficar infectados (o vírus “atravessa” as barreiras muco-cutâneas)….e depois as mãos vão à cara, aos olhos, etc

    1. “Além do mais, as máscaras de pouco valem,” Bem, mas não é essa a opinião da Teresa. Confio mais nela.

  5. Para mim :

    1)comprar alimentos para vários dias de modo a diminuirmos as idas aos hipermercados.
    2)caso fiquemos com sinais gripais ficarmos em casa durante 10-15 dias
    3)caso saibamos ter havido um caso positivo no nosso local de trabalho, escola dos nossos filhos, ficarmos todos em casa em isolamento, em virtude do tempo de incubação do covid 19 e da heterogeneidade da sintomatologia.

  6. Em tempos de guerra não se limpam armas, não mesmo. A comunidade científica está a lutar contra o desconhecido, tendo, contudo, conhecimento certo de que o Covid-19 se propaga e contamina através das vias aéreas superiores.

    Os exemplos que chegam dos países mais afectados sucedem-se e adensam-se, sobretudo da China onde a população só saí de casa com protecção facial. É evidente que Portugal não está preparado nem tem os recursos mínimos necessários para o combate que aí vem. Aliás, como nenhum outro país está.

    Só a prevenção nos pode salvar. É uma inconsciência por parte das autoridades de Saúde, com receio da corrida às máscaras, já escassas para o Pessoal de Saúde, não aconselhar a população a prevenir-se e a colocar uma protecção facial antes de sair de casa.

    Não é necessário sair com uma Burka, basta tão somente a utilização de um lenço dobrado em triangulo e colocado à cowboy tapando nariz e boca. Lavado diariamente com água a ferver e sabão.

    Este aconselhamento seria difundido sob a égide da DGS pelas várias televisões, ou noutros suportes, como já está a acontecer com o aconselhamento da lavagem das mãos.

    O tão simples que poderá salvar tantas vidas. As autoridades de Saúde não têm que ter medo do ridículo, a população tem consciência da escassez dos recursos e das dificuldades que se avizinham (mesmo os doentes recuperados desconhecem-se as sequelas futuras), pois de outra forma estamos a desafiar a morte.

  7. Claro que também é por rotura de stock. As máscaras são descartáveis. São para pôr, usar sem lhe tocar, e tratar como material contaminado depois. Quantas precisa para ir trabalhar? Não pode tirar para almoçar, precisa de outra. Os macaenses estavam limitados a uma por dia.

    Arranja fornecedor para 250 milhões de máscaras para o próximo mês (uma por adulto, por dia)?

    Caso contrário, deixe as máscaras que podemos comprar para quem as sabe usar, precisa de uma mão cheia delas por dia para estar seguro e poder continuar a salvar-nos às centenas: pessoal médico.

    Se quiser evitar contagiar outros ponha um lenço, um passa montanhas, e lave-o ao fim do dia. Não a protege si, mas ajuda a proteger os outros. Lave as mãos quando o tirar. E não toque na cara.

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