Não há volta a dar-lhe…


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Todos os anos , em plena época natalícia, a comunicação social faz questão em brindar-nos com notícias destas. Já era tempo de perceberem que nos estão a vender "gato por lebre", porque as contas que fazem não são verdadeiras e só enganam alguns incautos.

Este ano, porém, introduziram um dado novo. Falam-nos de pontes, como se de verdadeiros feriados se tratassem, e fazem coro com estes propagandistas.

4 comentários em “Não há volta a dar-lhe…”

  1. Obrigada Carlos pelo seu trabalho de minúcia e investigação que aplaudo, pena é que, quem ” atira ” com os dados para o ar, não seja rigoroso e utilize as manhas habituais, para fazer os alaridos do costume.
    Hoje por exemplo um jornal de economia, lá fazia capa, com o aumento dos Juros, que devem estar quase quase a acontecer.
    Todos sabem que isso irá acontecer em breve, o Sr.Trichet já avisou que seria no primeiro semestre de 2010, mas desde 1 de Dezembro que os Jornais vivem com essa ansiedade, será hoje? será amanhã, será depois? o que eu sei é que o ” assunto ” vende, mesmo que não exista nada de novo a dizer, parece as revistas das tricas, com as capas do António Feio…o invólucro vende o conteúdo não existe dúvida, mas é irritante fazerem-nos de tótós!

  2. Dentro do género lembro-me sempre de uma sexta feira entalada entre um feriado e o fim de semana.

    Estando eu a trabalhar, pude ler uma crónica escrita por um quadro superior da empresa que me emprega falando, como convém, contra os prejuizos para o país que as pontes acarretam.

    Estando eu a trabalhar, e sabendo eu que o dito quadro tinha aproveitado a ponte para um pouco de turismo no estrangeiro.

    O tal quadro, hoje já não trabalha lá. Está “na política”…

  3. Demagogia. É o que há à volta dessa história dos feriados e pontes!
    Serão raros os empregados deste país que não paguem as favas por uma ponte ou feriado. Porquê? Porque, na maior parte dos empregos, quando não se trabalho em determinados dia por esses motivos, não significa que o trabalho nºao tenha que se fazer! Significa que ele tem de ser feito na MESMA! Ou seja, se o trabalhador tiver direito às pontes e feriados, terá que vergar a moleta nos restantes dias para que, nos dias em que não vai, tudo esteja assegurado.
    É, portanto, perfeitamente falacioso que se venha falar em baixa de produtividade em alturas de pontes e feriados.
    Os patrões deveriam ser os primeiros a reconhecer esta situação. Porquê? Por causa da globalização. Grande parte das empresas tem que estender os seus serviços a outros países, que não têm os mesmos feriados ou pontes. Logo, há funções que têm que ser asseguradas em nome da responsabilidade e dos compromissos assumidos. Por isso, um trabalhador que goze ponte ou feriado, principalmente no sector privado, teve antes que deixar o serviço em dia.

    Pessoa próxima que trabalhava numa multinacional de fama, dizia, sempre que aparecia uma dessas semanas com pontes e feriados: ‘Semana de 4 dias úteis – estou lixado!’ Porquê? Porque ele e colegas, à semelhança de milhares, tinham que fazer o trabalho de 5 dias úteis, em 4! TODO! Obviamente, que não havia horas de entrar em casa, nessa semana!
    Então como é?!
    Claro que falo do sector privado. Onde mais se labuta, onde os patrões mais se queixam e onde os feriados e pontes têm um impacto muito menor do que em outros sectores.
    Como o público!

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