
Premissa 1: Como toda a gente sabe, trocar é um prazer igual ao de fazer compras, com a enorme vantagem de não se gastar dinheiro. E em tempos de crise…
Premissa 2: A avaliar pelo inferno em que se transformaram os centros comerciais nestes dias pós-Natal, nunca a época de trocas foi tão delirante.
Sendo assim, porque haveriam as crianças dos Açores de ser diferentes de toda a gente?

Por aqui se vê como a política de educação do governo está conforme à ideia que, infelizmente, muitos pais têm do que é educar um filho: compra-se um computador e, quanto ao resto, eles que aprendam sozinhos…
Há qualquer coisa profundamente errada nesta distribuição de computadores nas escolas, com grande espalhafato mediático mas sem suporte e acompanhamento às situações reais. Ignora-se olimpicamente que muitas crianças têm carências básicas que as novas tecnologias não suprem, e que há muito para fazer antes de equipá-las com computadores. O costume: tapa-se o sol com a peneira e siga o baile…
Ana, o post chama a atenção para um assunto importante. De modo elegante e bem disposto, como sempre.
Entre outras coisas, educação de adultos precisa-se! Claro que, acontece mais entre os miúdos necessitados. Claro que, também, não acontece só entre os miúdos necessitados! A pior pobreza é a de espírito. E, contra isso, não me apetece invectivar o Magalhães, mas censurar o que é mal feito e invocar tudo o que está por fazer.
:))
É isso, Maria do Sol. Está ainda muito por fazer, mas começa-se pelo fim porque essa parte é mais visível…
Giríssimo, o título, Ana! E por cá deve acontecer o mesmo. Muita dessa criançada já tinha melhores computadores em casa. E para os mais pequenos, terá sido um brinquedo, com o qual se divertiram por uns tempos até, inevitavelmente, se cansar. Aprender nele a matéria do ensino básico é que certamente não aprenderam, pois nem os professores estavam preparados para utilizar o Magalhães, nem este para ser utilizado (pelo que se sabe cheiinho de erros de palmatória). 😉
Pois, Luísa… 😉