O dinheiro chinês compra quem estiver disponível para ser comprado. Jacob Zuma vendeu-se. No país de Mandela, o actual Presidente deu cobertura a um oportuno calvário burocrático que impediu o Dalai Lama de entrar na África do Sul para participar na comemoração do 80º aniversário do Prémio Nobel da Paz, Desmond Tutu. O Arcebispo Emérito não calou a sua voz durante o apartheid. Desta vez, também falou claro: a atitude da África do Sul coloca-a em situação ainda mais condenável do que no tempo do apartheid.


Pois é, todos querem ser independentes, mas ninguém quer pagar as contas.
O coitadinho do senhor bispo só agora descobriu que trocaram os brancos pelos amarelos. E na Europa dá-se eco à sua indignação, cuspindo na malga de arroz que cada vez mais nos sustenta, no nosso socialismo louco.
Não sei se já foi elaborado, mas valeria a pena fazer um historial dos périplos do Dalai Lama, assinalando as pressões de Pequim e as respectivas reacções dos governos (candidatos a) anfitriões. Uma forma diferente de mostrar como vai crescendo a influência chinesa no mundo…
Uma verdadeira geografia dos interesses, Sampy.
Não há Lama, mas há muita lama neste e noutros cais. Com o crescente poderio da China, o Dalai Lama transformou-se um embaraço mundial que muito poucos têm a coragem de enfrentar. Obama fê-lo, e ficou-lhe muito bem.
Mas na África do Sul não sei o que foi pior: se o calvário burocrático, se o longo e humilhante período sem sequer dar uma resposta ao pedido de visita.
Tudo muito mau, Ana.
“Obama fê-lo, e ficou-lhe muito bem.”
Quem o fez foi Bush não Obama.
Veja aqui, Luck: 7/ns/world_news-asia_pacific/t/obama-mee ts-dalai-lama-china-not-happy/
http://www.msnbc.msn.com/id/4377682