
Na minha estrela há uma luz que brilha diferente. Gigantes azuis encandeiam sombras anãs vermelhas e fulgem intensa e pesadamente… são tão crédulos da fugacidade da sua existência…
Pequenos corpos anões explodem em colossais supernovas de genialidade e maravilham a claridade com o seu prisma de cores caleidoscópicas e loucas. Pontuam no breu como velas, candeias brilhantes, ardentes clepsidras geladas de luz que marcam o compasso dos milénios.
Na minha estrela há uma luz que sara, que aconchega, que afaga numa carícia áurea de caramelo como uma cefeida na nuvem de Magalhães, referência de caminhos e distâncias a percorrer.
Na minha estrela estou eu, inebriada de brilhos e cores, embalada pelo cintilar e pelo ardor intenso que me acaricia a fantasia e a transporta em caudas de cometas empurrados por ventos de muitos sóis para reinos de névoas distantes em luz e em cor, vagando de constelação em constelação sempre em busca dos infinitos porquês da existência do infinito.
Na minha estrela estão os meus amores, que me sorriem todos os dias e me mostram o caminho para que eu possa escolher atravessar os dias da vida com a mesma serenidade que um dia me elevará do buraco negro até à minha estrela.
(Imagem do Google)
