Frases de 2022 (19)


Pedro Correia,

«Ponho-os ao mesmo nível.»

Vitorino (cantor), equiparando a Rússia agressora à Ucrânia agredida, ontem, em entrevista à SIC Notícias

34 comentários em “Frases de 2022 (19)”

  1. De facto, não estão a níveis muito diferentes.
    São ambos dignos herdeiros da URSS.
    Têm habitantes basicamente indistinguíveis, na língua, no aspeto e na rudeza.
    Embora a Rússia tenha iniciado o presente estádio da guerra, a Ucrânia há anos que estava constantemente a fazer guerra ao Donbass. E a Ucrânia mostra tanta ou mais vontade que a Rússia de prosseguir a atual guerra. Vontade de paz, nenhuma. Somente vontade de glória e vitória.

    1. Você e o Vitorino podiam fazer um lindo coro-serenata ao ditador russo, tanta é a devoção que mostram por ele: «Putin estás à janela / Com o teu cabelo à lua…»

    2. Portugal e Espanha têm as mesmas raízes históricas e um mesmo espaço geográfico. Desde os Celtas e Iberos, passando pelos Romanos e mais tarde pelos Galegos, existe um traço antropológico que nos identifica como povos. Como tal, podemos afirmar que estamos a níveis não muito diferentes. Se por mais que surreal possa parecer, se Espanha decidir invadir o Algarve, não serão com certeza as proximidades históricas impedimento para que Portugal e os portugueses se defendam dessa agressão. Eu como português, perante tal realidade também não descansaria enquanto os invasores não fossem expulsos, e não teria vontade alguma que as hostilidades terminassem enquanto isso não se verificasse. A questão é muito simples, embora para algumas mentes pareça complicada. O território do Donbass é território soberano da Ucrânia e sejam quais forem as motivações da Federação Russa, a invasão, a agressão e o crime praticado pela mesma é INJUSTIFICÁVEL.

      1. O território do Donbass é território soberano da Ucrânia

        O território do Donbass é dos seus habitantes. Não é nem dos russos que vivem em Moscovo ou Novosibirsk nem dos ucranianos que vivem em Kiev ou Lviv.

        Ser território da Ucrânia é uma convenção. Para os nacionalistas ucranianos e para os nacionalistas russos é muito importante que o Donbass pertença aos respetivos países. Para mim, não é. Eu não sou nacionalista nem ucraniano nem russo.

        se Espanha decidir invadir o Algarve

        O Algarve ser português também é uma convenção. Inicialmente o entendimento entre os reis ibéricos era que deveria vir a ser castelhano, mas Dom Afonso III (salvo erro) conseguiu dar a volta ao texto e convencer o rei de Castela a deixá-lo ficar com ele. Não foi uma questão trivial nem óbvia, ao contrário daquilo que parece julgar.

        Eu não sou algarvio e não estou disposto a perder a minha vida, nem a dos meus filhos, para que o Algarve esteja sob a tutela de Lisboa em vez da de Madrid.

      2. Dir-se-ia então que o iberismo recebeu especial impulso, por cá, de há uns meses a esta parte, graças ao Sr. Putin. Mas um iberismo passivo, com os espanhóis a entrar por aí, porque sim e independentemente de um nosso consentimento esclarecido. A capital em Madrid, evidentemente.
        Bem se pode debater, especular, como exercício de história virtual, como seriam hoje as coisas por cá se em 1640 certo tipo não tivesse sido defenestrado. Desgraçadamente não custa admitir que, materialmente, pelo menos, não se estaria pior. Mas ao menos consultem-me previamente.

  2. De certos artistas, só interessa mesmo a arte. De resto, é ignorar a porcaria que dizem e fazem. Gosto muito do Vitorino, mas isto é lamentável. A postura dele na entrevista já dizia tudo.

      1. A D. Patrícia Carvalho tem muito nível, Mesmo com uma insistência delicada, o cantor parecia um oleado impermeável, bem grosso… -vinha tudo para trás. Só evasivas. Chover no molhado, respostas para “boi dormir”.

    1. O Vitorino esteve sempre alinhado com a extrema esquerda. O estranho é o terem tratado este tempo todo como Democrata.

    1. A propósito, achei imoral a invocação que ele fez do Zeca Afonso, socorrendo-se do autor de ‘Vampiros’ em abono da sua tese.
      Como se um homem falecido há 35 anos pudesse caucionar hoje os crimes de guerra cometidos pelos vampiros Putin e Lavrov, que transformam tantas zonas residenciais de cidades ucranianas em bairros negros. Os dois vampiros que atacaram pela noite calada, a 24 de Fevereiro, com uma vontade intensa de comer tudo e não deixar nada.
      Invocar Zeca Afonso, neste contexto, é obsceno.

  3. As opiniões são soberanas.
    Criticar quem quer que seja por participar na festa do Avante, é tão despropositado e injustificável como é criticar Pedro Abrunhosa pela sua postura e tomada de posição contra o regime russo.
    Em sociedades livres e democráticas, a liberdade de criticar, termina quando tentamos limitar a liberdade de quem por sua vez exerce o seu direito à crítica.
    Os artistas que se juntam à festa do Avante têm todo o direito de o fazer, assim como Pedro Abrunhosa, eu próprio ou outro qualquer cidadão tem o direito de mandar Vladimir Putin se foder.
    A liberdade de expressão é um dos pilares da democracia, e NINGUÉM, tem o direito de atentar contra este princípio.
    Se alguém se sentiu incomodado com o conteúdo político do concerto de Pedro Abrunhosa, tem um excelente remédio —não assistir mais aos concertos do artista. Se alguém se sente incomodado com a presença de artistas na festa do Avante, pode tomar o mesmo remédio — não vá à festa, e se considerar relevante, não ouça mais as obras dos referidos artistas.
    A liberdade de escolha de cada um deverá ser forçosamente inviolável, garantido que a mesma não interfira negativamente nos outros.
    No meu caso pessoal, certamente que não irei à festa do Avante pela simples razão que não financio organizações que apoiam regimes criminosos.
    Certamente que continuarei a ouvir as obras de todos os artistas cujo conteúdo me agrade, independentemente de participarem neste ou naquele evento.
    Certamente que continuarei a mandar Vladimir Putin se foder e desejar ardentemente a sua morte e de preferência o mais rápido possível. É um direito que me assiste porque sou cidadão de um estado de Direito, livre e democrático.
    Certamente que continuarei a ser alvo de críticas daqueles que discordam das minhas opiniões. Da mesma maneira que exerço o meu direito de liberdade de escolha, devo cumprir a minha obrigação democrática de receber críticas.
    Reservo-me o direito, de em certos casos, nem sequer as considerar, mas nunca o direito de as impedir.
    Porque aqui não é a Rússia, nem a Coreia do Norte, nem a Venezuela, nem o Irão, nem Cuba, nem a China — Não calarei a minha voz, assim como não me movo para calar a voz dos outros.
    Viva a Liberdade!

    1. João Guimarães você não é só convencido, é ignorante. Ou seja, um parvo (um pequeno traste, por assim dizer). Os músicos têm todo o direito de irem trabalhar à Festa do Avante. E quem assim o entender tem todo o direito de os patear, apupar ou criticar por esse motivo. O resto do que aqui você bota é puro lixo de parvo.

        1. Obrigado pela lição. Com efeito não conhecia esse insulto, uma inovação face ao canónico “vai levar no cu”. Enfim, há sempre um novo requebro, e nestas coisas dos insultos a redundância pode enfatizar… Mas eu fico na minha, nada tenho a acrescentar: os músicos têm direito a actuar, o público tem direito a criticar. O resto do argumento é parvo (de pequeno traste – putinófilo).

    2. Conclusão possível: quem assina João Guimarãesé aparenta ser esquizofrénico ou pior..

      Quando alguém critica quem vá à festa do Avante está a limitar liberdade de expressão
      Quando João Guimarães critica já é liberdade de expressão.

      Ou seja alguns têm de calar a sua voz e não é João Guimarães.

    3. “tem um excelente remédio —não assistir mais aos concertos do artista.”
      Tem outro remédio: dizer que ele é uma besta (e continuar, ou não, a assistir aos concertos dele se gostar da música). Atenção: discordar, criticar retaliar chamando nomes feios não é atentar contra a liberdade de expressão.
      “desejar ardentemente a sua morte e de preferência o mais rápido possível”
      Esta já discordo porque sou radicalmente contra a pena de morte e a tortura.
      Para falar verdade o que sinceramente me apetece é chamar energúmeno (ou coisas piores) a quem expressa um desejo destes. E se chamar não atento contra a liberdade de expressão: acho que deverá continuar a poder dizer essa barbaridade se quiser.
      Posso sempre chamar besta a quem me chama besta.

  4. Boa tarde,
    A culpa nem é dele, é da dinâmicas ou lá o que é da comunicação social: só porque um tipo é famoso ou tem uma boa voz – e o Vitorino tem uma boa voz que tem militantemente estragado ao longo dos anos mas isso são outros quinhentos – vai daí e parece que o que ele pensa acerca de um determinado assunto pode ser importante ou interessante: na maior parte das vezes não é, uma pessoa pode ter uma bela voz e ser um idiota, não é incompatível. Mal acomparado, como diz o povo, é como esta mania recente de fazer notícias com os tais dos famosos, que nas redes sociais, seja lá o que isso for, militante e confortavelmente se indignam ou arrasam….
    Nota: até na utilização dos verbos a comunicação social ficou preguiçosa; é bem provável que nos últimos anos se tenha utilizado o verbo arrasar mais do que nos milénios que nos antecederam….
    Tenho dito

    1. O Vitorino sempre foi estúpido, agravado pela esquerdice cegueta que cultivam como passaporte para continuarem por aí. Ponho-o ao mesmo nível do Lavoura: velhaco e repugnante

  5. Por volta das 12 horas vi parte duma entrevista na RTP3 de Vitor Gonçalves a uma escritora, creio que, americana. Publicou um livro sobre a Rússia e Ucrânia.Vale a pena ver.

  6. Toda a estupidez cai sobre quem perde tempo (saí a meio) a entrevistar uma múmia falante só porque canta e tem o coração do lado esquerdo!

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