Agora não se pode fazer nada, o pensamento era circular. A mulher deitou-se para o outro lado. Devagar, consciente de cada centímetro do corpo. Se fosse uma peça de mah jong bastaria encontrar o par e desaparecer. A cama estava vazia. A mulher tentou ligar a televisão, ciente de que seria uma tarefa impossível. Em vez de maldizer a quantidade de comandos, a box, o raio, limitou-se a ficar quieta. O pior de tudo é que ficar quieta também não era uma opção. Suspirou baixinho. Ouviu o vizinho de cima na casa de banho e os saltos da mulher para trás e para a frente. De resto, o silêncio permanecia, menos no corpo.
menos no corpo.
Patrícia Reis,
