Foi há 10 anos. O mundo mudou nesse dia, e nunca mais o Ocidente se julgou a salvo. É bom que não esqueçamos. É bom que não pensemos nunca mais que estas coisas só acontecem aos outros, lá onde estes cenários nos pareciam tão naturais como se assistíssemos a um filme.
(Pinturas de Helga-Krakolinig, sob o título “Nine Eleven”)





Até 1989 corríamos o risco de ser incinerados por dezenas de ogivas nucleares.
É verdade, mas não pensávamos muito nisso. Acreditávamos num equilíbrio de forças que nos protegia de algum modo. O terrorismo é completamente diferente e ainda mais perigoso, como tudo o que é imprevisível.
Espere aí, que eu não entendi! O Ocidente não se consider a salvo (tem razão, enquanto houver um único norte-americano vivo, não estamos a salvo!), mas e o Oriente? Desculpará mas acho de mau gosto esquecer a desgraça que os norte-americanos semearam por todo o médio-oriente, e mais recentemente pelo norte de áfrica. 3.000 em nova york, talvez, milhões no médio-oriente e em áfrica, de certeza. Afinal quem são os terroristas?
Mau gosto? Parece-me que não entendeu mesmo. Quem lhe disse que eu esqueço as desgraças que se passam a Oriente, sejam causadas por quem forem? Acontece que esta data é a do ataque terrorista às torres gémeas de NY, e não outra qualquer. E acontece também que o Oriente, ao contrário do Ocidente, nunca se considerou “a salvo” de guerras e atentados. Tem sido demasiado causticado para se dar a esse luxo.
Mas esse seu fundamentalismo sou eu que não percebo: “enquanto houver um único norte-americano vivo, não estamos a salvo”?? Isso quer dizer que acha que foram os americanos os autores de todos os atentados que tem havido no Ocidente, incluindo em solo próprio? E o que é que sugere, que se extermine todos os americanos? Começo a pensar que faz parte de um grupo terrorista, Isabel Dias.
Perante a atitude belicista,hipócrita e provocante dos norte-americanos, só se pode aceitar uma única atitude: a de repulsa total por aquela gente, afinal os marginalizados da Europa( por algum motivo os obrigaram a abandonar o Velho Continente), inculta , profundamente ignorante, que só conhece
o poder do dinheiro e das armas (que são vendidas a todos os ditadores que posteriormente abatem!). O norte-americano comum não é parecido com mais ninguém no Mundo. Este verão tive o prazer de insultar dois jovens norte-americanos, que no aeroporto de regresso á terrinha deles comentavam que Portugal era ” a fucking country ” . Insultei-os em seis línguas diferentes para perceberem quão ignorantes são. Acredite que são todos assim. Conheço-os bem, desgraçadamente vivi uma época da minha vida naquela terra, por imposições familiares. Pode considerar a minha atitude fundamentalista, não me incomoda nada quando estamos a falar de cowboys, até a considero um elogio.
Há uma diferença “fundamental” entre nós, Isabel, e é precisamente no… fundamentalismo. Você é fundamentalista e gosta de sê-lo, eu fujo desse estatuto a sete pés. E como não gosto de generalizações, digo-lhe só isto: nem todos os árabes são o Bin Laden, nem todos os americanos são o George W. Bush.