Mbeki


jpt,

 

Thabo Mbeki, vice-presidente da presidência da Mandela e depois presidente da república da África do Sul, aqui numa curta entrevista ao El Pais, sobre a dimensão sistémica da corrupção no poder do seu país e o quanto isso se torna obstáculo ao desenvolvimento. Impiedoso, no seu estilo suave, com o anterior presidente Zuma mas também exigindo uma diferente análise e uma diversa prática no tempo presente. Cá no país, onde ninguém do poder faz uma análise similar do acontecido sob Sócrates e dos ímpios caminhos da clique cavaquista, nem dá para imaginar um político de topo fazer isto. Sampaio, ex-presidente PS, falar de Sócrates? Resta Sousa Santos a dizer que não faz “julgamentos éticos” (é a política, estúpido, são julgamentos – avaliações – políticos que se pedem). Resta Cavaco a segurar Dias Loureiro até para lá de Bagdad. Resta-nos este avatar do socratismo, tal como na África do Sul Zuma é agora Ramaphosa, talvez que em versão mais elegante. Resta pouco.

3 comentários em “Mbeki”

  1. A corrupção é pouco original. A gente ouve o discurso de Mbeki e sente que nem precisa adaptação, basta a mudança de nomes e de país e torna-se nossa (salvo seja).

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