Ao serem incapazes de desenvolver um processo independentista no campo político, os independentistas catalães – e, em particular, Puigdemont e Junqueras – decidiram não assumir as suas responsabilidades. Optaram por mais uma fuga para a frente, ou, nas palavras do Secretário-Geral do PSOE, por uma “fuga para o vazio”. Pegaram na política e atiraram-na para as ruas. A festa independentista de hoje é a festa do Titanic.
Mau presságio
Diogo Novo,

E com voto secreto no plenário. Em urna fechada. Contrariando o regimento do próprio parlamento catalão e o desassombro que tanto apregoam.
Em vez da palavra sonora, de face aberta perante os cidadãos, um rabisco oculto num papel.
Incapazes de dar a cara até num momento destes.
Poderemos ver no voto secreto uma manifestação de maturidade e confiança democrática. Sendo secreto estariam protegidos os deputados que optassem votar pelo Não, seguindo assim a sua própria consciência e não o temor ou uma qualquer disciplina partidária.
Dos 10 deputados que votaram não, alguns (pelo menos dois ou três) mostraram em público o seu voto. Nenhum dos 70 que votou sim se atreveu a fazer o mesmo.
O grupo que pediu que a votação fosse secreta (JxSi), disse que pretendia com isso evitar “acções penais posteriores”, o grupo que os apoiou nessa votação (CUP) disse que sendo o voto secreto frontalmente contra a sua matriz, ainda assim o aceitava por causa da “cultura política repressiva e persecutória do estado” espanhol.
Há limites para o contorcionismo.
Ora nem mais, Nuno.
Só damos a cara por algo sobre o qual estamos convictos, Pedro. Deputados houve que ontem mostraram o seu sentido de voto antes de colocar o papel na urna. Mas os campeões do independentismo optaram pela via mais cómoda. São uns heróis.
O presidente do Governo espanhol fechou esta quarta-feira a porta a qualquer hipótese de diálogo ou negociação com os independentistas da Catalunha. Mariano Rajoy disse no Parlamento de Madrid que não é possível dialogar ou negociar com a ilegalidade.
Puigdemont e Junqueras – decidiram não assumir as suas responsabilidades.
A independência poderá custar a Puigdemont 30 anos de prisão. Grande par de cojones!! Defender uma Ideal pelo sacrifício pessoal.
“A festa independentista de hoje é a festa do Titanic.”
A Espanha afundar-se-á ao som da Catalunha
Veremos. Mas sinto-me suficientemente confiante para fazer uma aposta consigo, Vlad. Alinha?
Diogo!!
Apenas defendo a possibilidade do povo catalão ser ouvido. Sem medos. Livremente
Não estou por dentro de tudo o que se tem passado na Catalunha. Mas o que me parece é que há ziguezagues na chefia catalã que só estragam. Não é o tempo. E vai sair caro. Não sei mesmo se apenas a eles.
O preço mais elevado (a severo) será certamente pago pelos Catalães, Beatriz. Como escreveu o Manuel Jabois no El País: t/o-se-hace-la-revolucion-o-se-hace-el-9 647482
“Nadie ha definido mejor el papel que la burguesía catalana se ha reservado en el procés: darse un capricho. Para poco menos que hacer caer el capitalismo. Una caída que, si alguna vez se llegase a producir, pagarían los mismos que llevan pagando las fiestas toda la vida, como se ha comprobado recientemente en España. Porque solo hay una cosa clara. Cuando esto termine -sea con victoria o derrota, signifique eso ya lo que quiera que signifique-, y lleguen las consecuencias del destrozo, unos se quedarán pagando la factura y otros se irán corriendo a refugiarse en su desconsideración y su fortuna.”
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.p
o Governo Espanhol só tem que repor a ordem, a bem ou a mal!!! sem contemplações…Portugal para mudar a Constituição necessita de 2/3 os Catalães necessitam apenas do apoio da extrema-esquerda e de um referendo em que se pode imprimir um boletim de voto e entregar o voto onde quiser…ou os votos…nem brinquem!!! que aberração…os referendos na Venezuela são mais democráticos…aquilo foi de intrujice em intrujice, até á intrujice final, a “Independência” da Catalunha…
O “a mal” será um tiro nos pés. Este é o momento para a lendária calma e frieza de Rajoy.
Como dizia não sei quem: São precisos dois para o tango.
Se o governo espanhol reduz o diálogo político à palavra “proibido” não há grande diálogo.
Há outros meios de prosseguir a política quando o diálogo acaba , espero sinceramente que ao fecharem o diálogo as duas partes não acabem por os procurar.
Sinceramente não vejo nada para celebrar, nem nenhum problema resolvido. Só alguém muito ingénuo pode pensar que agora a questão da independência catalã ficou respondida, ou que vai ficar adormecida.
Se a independência é contrária à constituição, tão proibida é para o governo catalão como para o governo espanhol.
O governo catalão até pode achar que tem um mandato dos catalães para procurar a independência. O governo espanhol não tem seguramente mandato dos espanhóis para violar a constituição.
É óbvio que se a única coisa sobre a qual querem dialogar é inconstitucional, a resposta seja “como lhe disse todas as vezes que pretendeu dialogar comigo, esse assunto excede em muito as minhas competências”.
O comentário do Nuno diz tudo, jo.
batalha naval com porta-aviões ao fundo
Porta-aviões? Neste momento julgo que não passa de traineira. E a continuar assim transformar-se-á num barco a remos.