Bom, dito por si, vai levar-me pelo menos a pedi-lo e a folhea-lo. Se me tocar venho aqui desdizer-me. Que o autor é um belo homem, dá para ver. Que morreu cedíssimo também.
O biógrafo dele também tem graça. Fiz uma vez uma viagem com ele de Lisboa para Paris no Sud em lugar sentado e aprendi muito. Ele dizia que aquela viagem não era nada comparada com uma que tinha feito em 3ª classe na América do Sul (no primeiro dia tudo normal, no segundo entram os camponeses das montanhas com fruta e galinhas vivas, no terceiro eles comem a fruta e as galinhas as cascas, no quarto comem as galinhas e no quinto chega-se ao destino). Falámos também, por coincidência, de alguém conhecido de conhecidos de conhecidos nossos que vivia em Londres, tudo isto enquanto ele beberricava de uma garrafa de litro e meio de coca-cola. Por volta da meia-noite encostou-se à janela, tapou a cara com a cortina e foi assim a dormir até Handaia, lá pela 1 da tarde. Aí percebi que a garrafa podia ser de coca-cola mas o que estava lá dentro não, e aprendi um truque que nunca mais esqueci. Só anos mais tarde é que percebi que aquele filho do nº 2 da embaixada inglesa em Lisboa, com todos os tiques de uma public school, devia estar a seguir os passos do seu herói.
Mais um que não conseguiu satisfazer os compromissos com o banco e em consequência, recebeu “ordem de despejo”?
Este rapaz foi maltratado em criança, com certeza.
Nunca li nada dele, felizmente, porque esta frase…hum, hum!
Ah, fez mal! Leia “O canto nómada” ou mais precisamente, “The songlines”. Fascinante!
Bom, dito por si, vai levar-me pelo menos a pedi-lo e a folhea-lo. Se me tocar venho aqui desdizer-me.
Que o autor é um belo homem, dá para ver. Que morreu cedíssimo também.
O biógrafo dele também tem graça. Fiz uma vez uma viagem com ele de Lisboa para Paris no Sud em lugar sentado e aprendi muito. Ele dizia que aquela viagem não era nada comparada com uma que tinha feito em 3ª classe na América do Sul (no primeiro dia tudo normal, no segundo entram os camponeses das montanhas com fruta e galinhas vivas, no terceiro eles comem a fruta e as galinhas as cascas, no quarto comem as galinhas e no quinto chega-se ao destino). Falámos também, por coincidência, de alguém conhecido de conhecidos de conhecidos nossos que vivia em Londres, tudo isto enquanto ele beberricava de uma garrafa de litro e meio de coca-cola. Por volta da meia-noite encostou-se à janela, tapou a cara com a cortina e foi assim a dormir até Handaia, lá pela 1 da tarde. Aí percebi que a garrafa podia ser de coca-cola mas o que estava lá dentro não, e aprendi um truque que nunca mais esqueci.
Só anos mais tarde é que percebi que aquele filho do nº 2 da embaixada inglesa em Lisboa, com todos os tiques de uma public school, devia estar a seguir os passos do seu herói.