Há dois anos o patrão deixou de pagar os ordenados, depois simulou um esquema laboral a partir de casa, mas abandonou os empregados. Foram 7 meses e muitas horas na loja do cidadão até que a Autoridade para as Condições do Trabalho desencravasse a esmola de que agora vivo – o Subsídio de Desemprego.
Tenho 44 anos, trabalhei 24 com os devidos descontos de todas as partes, fui recibo verde por dois anos para ajudar a empresa, nunca pedi uma baixa e auferi de duas licenças de parto com um intervalo de 4 anos. Esqueci os 10 mil euros de ordenados em atraso e a indemnização por direito. A lei não me salvou das tropelias do patronato, os 1600 euros que trazia para casa todos os meses emagreceram para 1400 através de um layoff não oficializado, em 2009, e tudo se resolveu com 970 euros de um subsídio, que a partir de Janeiro será taxado em 6%, numa subtracção de quase 60 euros mensais.
As contas são cada vez mais simples: dos 970 euros, 500 vão para a renda de casa. O resto divide-se entre o Pingo Doce, a Epal, a EDP, a Repsol e a cantina da escola. A pensão de alimentos, quando a vejo, cobre as coisitas que os rapazes sabem que não posso dar – carregamentos de telefone, cordas de guitarra, uns cinemas, gomas e chocolates. Roupa, angario em segunda mão, até por questões ecológicas. Prejudiquei a mulher-a-dias, prescindi dela, pouco circulo de carro, e o meu luxo envergonhado é tabaco e mortalhas.
Tromba alegre, fumando, cá ando, num Estado de Direito que deixa todo o malandro à tona e me afoga em impostos, multas diversas, repescadas em remotos anos, sobre veículos que já nem circulam mas foram meus, mais uma scut de 4 euros que quis pagar em 2010 e não consegui porque o sistema é esquisito e a empresa das portagens não responde aos meus apelos de socorro, preferindo avolumar a conta em cada cobrança, tudo bem argumentado com o disposto em números e alíneas de artigos de Códigos jurídicos e decretos-lei de todas as idades, que não descuram a ameaça de justiça em tribunal.
Cá ando, sempre de tromba alegre, sim, calando a úlcera que agora não se dá com jejuns, esperando o jurito de trocos poupados aos bochechos, cujo um quarto da soma é retido pelo Estado, sempre sobre o mesmo dinheiro, coitado, já com raízes nos cofres do Banif, que esse Estado parece controlar e ansiar mais do que eu. Eu, contribuinte exemplar, sem baldas ao IRS, nem atrasos nas entregas à Segurança Social. Eu, fiel depositária durante 3 meses do dinheiro público, multiplicado sem tiros na Bolsa, seguras aplicações de um euro, euro e vinte… por trimestre, o IVA saldava-me duas bicas, vá.
2013, é um consolo. Não farei declaração de IRS. Nada me será devolvido, só cobrado. O IMI perfila-se e quem sabe os 10 anos de isenção tenham sido engano e a conta venha junta e atacada. O subsídio, é provável que acabe antes do prazo legal, que as regras mudam. A barraca, vou, pois, avisar o banco que se agarre a ela. Os rapazes, simpáticos e em boa idade, talvez aceitem nas tardes livres tocar na Baixa, para ajudar ao panquê. Trabalho, é uma miragem, até na mais velha profissão do mundo. E eu, querida Pátria, vou falir, mas é de pé e de tromba erguida.

Vamos formar o partido dos falidos?
Não me fale em partidos, senhor…
Não vamos fazer disto o muro das lamentações, mas você, eu, e muitos outros estamos em maus lençóis. Depois de um divórcio, depois de adquirir uma casa velha(baratinha) com o plano de la morar enquanto a ia reparando ao meu ritmo, tive azar, veio tudo ao chão. Hoje esta quase pronta a morar, mas até agora já vou com 5 anos a pagar renda ao banco e renda do pequeno apartamento onde moro. À 2 anos veio o desemprego, nada de novo, tive de me virar sozinho, é ir vivendo no fio da navalha, já passei fome, e depois vivi com pão e manteiga durante algumas semanas, já estive sem gás para tomar um banho quente durante semanas. Devagar fui levantando a cabeça,(…) hoje trabalho sozinho e se não surgirem doenças, tudo farei para que o pouco que vou conseguindo não seja vão. Luto pela minha dignidade, pela minha filha e por tudo o resto que faz ou que venha a fazer parte parte no meu barco.
Louvo-lhe a sinceridade e honestidade. Força!
Obrigada portuguesaçoriano 🙂 Já ganhei o dia. E sei que todas as manhãs é para vestir a armadura.
Um abraço grato, à sua!
O Estado português – a tua e a minha pátria – assemelha-se cada vez mais, assustadoramente, àquelas mães de raras espécies animais que matam e se alimentam dos próprios filhos. Pior do que isso, protege os desonestos e os que nada fazem para melhorar a produtividade do país, mas são suficientemente espertos e sem escrúpulos para se safarem por entre os pingos da chuva ácida que nos cai em cima todos os dias. A nossa pátria está um desconsolo, querida Gui. Não a reconheço, nem me reconheço nela.
Desobediência civil e renúncia ao voto nas próximas eleições.
Não renuncio ao voto, mas vou votar em branco.
Apesar de saber que acabarão por ganhar os mesmos de sempre, os que nos levaram a esta ruína em que estamos. E apesar de saber que outros teriam feito provavelmente o mesmo, ou muito parecido. As máquinas partidárias tomaram conta do país e das nossas escolhas.
Mas atenção: como tu, não sou de desistir. Tento manter a sanidade mental para ir encontrando soluções, ou talvez “a” solução. Um beijo, miúda.
<<<Se votarmos em branco ou considerado nulo os "partidos" ainda beneficiam do nosso voto! O que é bem injusro!
Talvez, IO, mas eu não quero demitir-me dessa responsabilidade. Nem abdicar desse direito.
Quando falo em renunciar, seria só para mostrar o meu total desprezo por tal fantochada. meu e de todos nós – ninguém quer os partidos que temos – mas há que cumprir o hipócrita direito ao voto somado a um estranho dever cívico. civismo, para mim, hoje, é impedir que subam ao poder pessoas em quem não temos a mínima confiança e nos traem na primeira curva.
a nulos e brancos, estou eu farta de os despachar, e nem a cadeiras na AR, com o número de votantes pintado no tampo, têm direito. são votos inócuos.
As máquinas partidárias, dizes bem. Essa fonte inesgotável de criaturas robotizadas, que perderam a consciência e a vergonha.
Helena, desculpe aproveitar a ocasião, mas ainda agora passei na Buenos Aires, e o 1º do 28, é a sede da JSD. Bem engalanada 🙂
Tem toda a razão. Eu referia-me ao 37, em frente, do lado esquerdo, esse palacete que foi a sede da maravilhosa social democracia e que, agora é, de facto, um centro de escritórios. E de onde saem umas criaturas arranjadinhas, como eu quando vou à minha costureira buscar os arranjos feitos nas farpelas a que este governo me obrigou. E também uns quilitos a mais que os governos anteriores permitiram. A esquerda caviar e católica sempre teve este efeito em mim: engordo!
😉
E que esmagam implacavelmente os seus próprios membros, incluindo os melhores e os bem intencionados que depressa perdem as ilusões e dançam conforme a música, ou são cuspidos do sistema porque se tornam incómodos. A normalização nunca trouxe nada de bom.
Gui,
a esperança está do nosso lado embora o tempo e a aritmética possam evidenciar o contrário. Quanto a eles, não lhes auguro nada de bom para 2013. É preciso não sucumbir à ilusão de um beco sem saída.
Um abraço.
fms
http://estadosentido.blogs.sapo.pt/2346 626.html
A esperança, se a houver, Fernando, deve morar fora da fronteira portuguesa. Aqui, ainda não vi uma medida pela reconstrução do País, nem vejo gente a lutar por isso. Vou acabar na mesma miséria em que meus pais se viram no regresso de Angola, em 1976. Lá, no mesmo chão, com as mesmas couves, mas a ver apodrecer o que eles levantaram em 30 anos. E eu ainda vi a lavoura, mas os meus rapazes, não distinguem um castanheiro de uma macieira. Só percebem de gigas, pautas musicais e dão uns toques na matemática.
Olá Gui. Eu dou aulas de matemática. E tenho um rapaz com 15 anos, mais outro com 12 que veio por acréscimo. Vivo atónito com as vacuidades que o sistema lhes incute, e ainda mais com a bovinidade em que caíram os poucos de nós que ainda iam andando acesos. Mas desesperar? Entregar o jogo? Não.
Não vai haver qualquer reconstrução do país antes de testemunharmos a sua devastação. Quem lá está e minou esta terra tem de cair, primeiro, para dar lugar a uma forma nova de pensar e de fazer.
Porque é que até hoje, para os portugueses, os nórdicos e os americanos são extraterrestres de costumes alienígenas? Porque em Portugal nunca nos últimos anos se enfrentaram intempéries, invasões, pragas, a escassez; o paizinho esteve sempre lá. Olhar para cima e estender a mão serviu para tudo, a troco de qualquer coisa.
Mas quando isso acabar de vez, não serão os medíocres a ocupar o vazio, e sim os bons.
Oxalá venham os bons e depressa. Mas estes rapazes, seus e meus, com as mesmíssimas idades, vão penar. Talvez tenham de deixar tudo o que iriam fazer para salvar o País e os filhos deles. Ou fazem-nos um manguito e vão-se para não mais voltar. Sim, que estes tipos não cresceram com o espírito de sacrifício que nos incutiram a nós. Reclamam, batem o pé, salvaguardam-se a si próprios e acho que têm toda a legitimidade de o fazer. Eu comia Planta porque a manteiga era para meu Pai. Os adultos eram bem mais importantes que a canalha. A canalha cresceu e quis democracia, pois. Quem exagerou, que aprenda a lição. Eu tenho a consciência tranquila porque nunca ambicionei nada, senão a minha independência, nem me aproveitei de ninguém, muito menos do Estado. E tudo aquilo que vi de asneira e lesa-Pátria, nunca calei. Os valores que me ensinaram transmiti-os sempre de bom grado. Ainda assim pago a factura. Venha ela 🙂
Classificar como dramática, a situação que referes, já não constitui mínimamente alívio para as penas de quem está a vive-la, Gui.
No entanto, compete-nos como seres humanos, racionais e inteligentes, encontrar a solução adequada, ou o mais aproximada possível, para os problemas que nos surgem.
E, acima de tudo, manter, como dizes, a “tromba erguida”. E não é somente por uma questão de orgulho, é, acima de tudo, para conseguir vislumbrar a solução, para além dos problemas.
Não é fácil, todos sabemos que não. E mais difícil se torna quando as alternativas passam a ser escassas ou inexistentes.
Por vezes, a solução passa por revolucionar por completo o rumo que a nossa vida está a tomar.
Não é uma garantia, mas a lei universal da causa e do efeito, nunca deixou de funcionar. Quero dizer com isto que, se deres um pontapé na mesa, o efeito imediato pode ser uma tremenda dor no pé, mas, essa dor, pode levar-te ao hospital e aí podes encontrar ao teu lado, um gajo que tem uma empresa e não encontra uma gaja para lhe fazer determinado trabalho. Por exemplo.
Outra solução que do meu ponto de vista permite ganhar tempo e com ele encontrar mais calamamente a solução para o problema fulcral, é negociar esses 500€ com a entidade bancária. Aí terás de ser determinada e objectiva, porque, por princípio, os gajos estão sempre na situação do usurário e olham-te sempre como sejas a gaja que gastou acima das possibilidades e portanto, vais ter de te esmifrar toda.
Podes ainda jogar ao “passa a outro e não ao mesmo”.
Este jogo consiste em atirares com os princípios morais para as ortigas e anunciares a venda da casa por metade do preço, depois, ao primeiro papalvo que te passar o guito do sinal para as mãos, dás-lhe em troca o contrato de promessa de compra e venda, pegas no bagalhuço e dás de fuga. Na Lousã ha umas casinhas na serra, abandonadas, outras à venda por uma bagatela. Ali estás com os deuses, podes dedicar-te à produção de ervas aromáticas ou medicinais, à apicultura, etc, etc. Só não podes é dar a conhecer o teu paradeiro, aos tipos das finanças.
A opção da mais velha profissão… não te aconselho. esse recurso iria acrescentar problemas aqueles que já te moem a paciência e os proventos, talvez não sejam compensatórios.
ahahah, Bartolomeu, que soluções 🙂
claro que tudo se resolve e a vida também se escreve direita por linhas tortas, sem esquecer que tenho mais sorte do que muitos, mas deslocalizar estas alminhas, agora mais crescidas e com os dias por aqui a lança-los em coisas interessantes, custa-me. de resto, estou serena e não tenho medo de nada. conto com a lucidez, sim, para nunca perder de vista a floresta inteira.
Relato arrepiante, revoltante e cada vez mais comum…
Sempre pensei, Ouvinte, que a minha sorte era imensa, que talvez a não merecesse e que um dia tudo podia virar-se de pernas para o ar. Agora aguardo com expectativa o futuro. Não fosse a prole, seria mais engraçado 🙂
Obrigada!
Grande texto – grande texto –
De tromba erguida para tromba erguida, uma abraço de solidariedade.
Isto um dia vai….
Larinha, tão querida.
Um abraço e espero um dia contar no Delito como se mata sede num só copito. E convidá-los a todos para comer bifes de cabeça chata, que é um prato minhoto muito interessante 🙂
Não sei o que dizer… cheguei a pensar que alguém me tinha roubado os pensamentos.
Sempre fui impetuosa, impulsiva. Estes últimos meses e anos têm-me ensinado mais sobre aguentar calada do que todas as lições de moral que já me deram na vida. Discussões e debates… fujo deles a sete pés, não tenho capacidade de me abstrair o suficiente. Desisto logo ao primeiro embate. Durante o dia, só penso naquele momento em que posso fechar a porta do quarto e deixar cair os ombros. Acordo com medo do que vai ser o novo dia, deito-me dividida entre o alívio de um dia sobrevivido e a angústia da noite, que traz tudo à nossa cabeça. Ter cara alegre é o trabalho mais cansativo que já fiz em toda a minha vida. E ainda por cima, mal pago 🙂
Sei o fraco consolo da “Coragem!” ou da “Força, vais conseguir ultrapassar isto!”, por isso não os vou dizer. Quando conseguimos fazer o milagre da multiplicação e arranjar forma de comprar umas calças novas a uma filha que chora para não entrar na loja porque sabe a falta que esse dinheiro fica a fazer, essas palavras sabem a fel.
Um abraço.
Um abraço, Zélia. Sabia que falar destas coisas da minha vida era lembrar a de tantas outras pessoas. Aqui, por ora, ainda há para o que realmente interessa, mas há casas cheias de barrigas vazias. E muitas, Zélia.
Outra coisa difícil é ter pedir ajuda. Mais uma liçãozita à borla que a crise nos dá …
Gui o seu post é impressionante, e infelizmente é uma história igual à de milhões de portugueses.
A minha geração passou metade da vida à espera da Democracia, porque acreditámos que esse era o caminho para podermos almejar uma vida como a que os outros europeus tinham. Passados 38 anos, o que é que temos? apesar da liberdade, do progresso social, e da aparente melhoria da riqueza colectiva, vamos a passo muito acelerado a caminho dos indices de riqueza dos anos 60.
Afinal o sonho está a transformar-se em pesadelo, e a questão é, como é que vamos sair daqui.
Não vemos absolutamente ninguém a falar disso com seriedade em Portugal, nem à direita, nem à esquerda, e apesar das enormes dificuldades que tanta gente sente na sua vida quotidiana, a falta de uma estratégia nacional para o futuro, é o que mais me aflige.
Já sei que vou meter água e ser sacrificado, mas não será um pouquito culpa vossa?
Quero dizer, vocês não fizeram obviamente coisitas nos bancos, está claro. O BPN e outros que tais é “outro assunto”.
Mas refiro-me à construção da Democracia, aos três pilares. É trabalho vosso, se votaram neles e tiveram a experiência de crescerem “nos dois lados”.
A construção da justiça, do poder executivo e legislativo, não é obra vossa?
Não é da minha geração, seguramente, que nasceu pós-1974, e cresceu a pensar que tinha direito a tudo (e ainda muito pior está a actual, a dos moranguitos, que chora aos 4 anos por psp’s) e que não desconhece o que é a meritocracia (vide o modo injusto das entradas nas universidades públicas, que são flutuantes…).
É que foi (por exemplo) uma coisa correctíssima construir uma estrada norte-sul via litoral. Já é uma coisa criminosa construírem-se duas, quase lado-a-lado, deixando o interior sem nenhuma completa.
Não foi também a vossa geração que se endividou sobremaneira nos idos de 1990, a crédito, triplicou a frota automóvel, comprou segunda casa, e tem uma média de 2 telemóveis? Tem internet, tv cabo, microondas, 2 ou mais tv’s, computadores, gás natural, e tudo e mais alguma coisa? É que nos anos 1960 ter uma televisão a preto e branco não era para todos (!).
Ou seja, não terá sido o facto da vossa geração ou a do vossos pais que não tiveram nada e quiseram ter tudo e dar tudo aos filhos que construiu em parte esta desgraça, no sentido em que o crescimento foi mal sustentado e não pensado a longo prazo? Não terão fechado os olhos a certas políticas e em simultâneo não fizeram poupanças?
Não crescemos rapidamente em quantidade de coisas e deixamos a qualidade do crescimento para trás?
Não me levem a mal, mas eu também conheço familiares mais velhos que estão a recibos verdes, e a coisa está à justa. Mas aqui entre nós, há 10 anos atrás estavam mais do que seguros em termos económicos e se tivessem pensado a longo prazo hoje, na idade da reforma, não precisariam seguramente de trabalhar.
Perderam a segurança que tinham por decisões puramente emocionais, ingenuamente, talvez a pensarem que o futuro estaria sempre garantido (em termos de emprego no mesmo nível)? E claro, poupança nenhuma, desde férias a brinquedos natalícios, a darem o que não tiveram. Não cuidaram que podia “a coisa” rebentar.
Isto é uma reflexão, vale o que vale, não é uma acusação…
Eu quis dizer “desconhece a meritocracia”.
Sem dúvida, Esteves. Mas quem estava por cima e tinha obrigação de legislar, supervisionar e dar o melhor exemplo, esqueceu-se dessa responsabilidade e também entrou na mesma joga. Com a agravante de usar o dinheiro público. A dívida das famílias é delas. A do Estado é de todos, eis a diferença. A casa onde vivo comprei-a porque em 2000 ainda era mais barato do que alugar. Comprei contrariada, acredite. Nunca quis ter coisa alguma, mas aí senti-me impotente perante o sistema. Já tinha dois filhos e precisavam de um quarto, caramba!
Caro Esteves, o meu comentário não serve para desculpabilizar ninguém; é mais a constatação da oportunidade perdida. Não para todos, é verdade, mas para o país como tal.
E sou dos que pensam que as gerações mais velhas têm delapidado o futuro dos seus filhos com uma indiferença que eu não imaginava possivel em Portugal. Mas a verdade é que quando durante décadas exigimos do estado aquilo que o estado só podia dar recorrendo à divida, porque não produziamos riqueza, estavamos todos a comprometer o vosso futuro.
Sabe meu caro, eu tenho seis filhos, provavelmente alguns da sua idade.
Obrigada por todo o comentário, Alexandre, mas, especialmente, pelo último parágrafo. É aterrador olhar e não ver um único homem no Poder capaz de resgatar o respeito pela Nação e de abrir os olhos ao Povo.
Meus estimados amigos, também venho dos tempos em que, relativamente ao resto da Europa, Portugal registava um atraso de muitos anos. Tempos em que os meus pais sonhavam para mim e para os da minha geração, um futuro melhor, com mais oportunidades e consequentemente, maior abundância. Foi nessa perspectiva que cresci e que, também eu, idealizei a sociedade que esperei ver nascer, após a revolução de Abril. Quando fui pai pela primeira vez, apesar de o nosso país ainda não se achar perto em termos de condições de vida, dos outros países do nosso continente, pude contudo vislumbrar um futuro para os meus filhos que me transmitiu algum sentimento de segurança. As empresas cresciam, o acesso ao ensino superior melhorara, os ordenados possibilitavam a aquisição de bens de melhor qualidade e ainda, porporcionavam alguma capacidade de endividamento e consequentemente de se poder adquirir casa própria, carro, etc.
À quinze anos atrás, notei que as mentalidades empresariais começavam a mudar e que a nova geração, acompanhava essa mudança. Começaram as especializações, as formações “À pressão” e aquilo que quanto a mim, foi o primeiro motivo de desestabilização, social, económica, empresarial e até, familiar; a obrigatoriedade de cumprir objectivos previamente estabelecidos. Na altura, comentei com vários amigos empresários, a inviabilidade e o esgotamento desse processo. Todos foram unânimes na opinião de que estávamos a viver uma era em que a competitividade e a capacidade de superar o outro, eram a chave do sucesso e quem não estivesse apto a competir, ficaria irremediávelmente para trás e inevitávelmente socumbiria.
Na verdade, o fenómeno atingiu a generalidade do tecido empresarial e, quanto a mim, devido à “estratégia” da competitividade e dos novos objectivos sempre a cima dos anteriormente estabelecidos. Mas a banca seguiu a mesma tendência, de uma forma mais aguerrida até, e, com requintes de malvadez, levando as pessoas, entusiasmadas pela melhoria do nível de vida, a convencer-se que seria sempre a melhorar e que, com a facilidade do acesso ao crédito, poderiam adquirir tudo aquilo com que haviam sonhado.
Hoje, apesar de desagradáveis ao ouvido, as palavras de Isabel Jonet, fazem todo o sentido.
Mais ainda, porque ela lida no dia a dia com a realidade de pessoas que já passaram por um período de vida em que nada lhes faltava e que hoje se acham na situação de ter de recorrer ao banco alimentar, para poder fazer face à necessidade mais elementar e básica da vida; comer.
Na verdade, e do meu ponto de vista, só nos resta tomar consciência de que não ha outra alternativa que não seja economizar ao máximo, fazendo como as nossas avós, aprendendo a reaproveitar as coisas e a usar aquilo de que estritamente necessitamos.
À quinze anos, previ esta crise. Vendi a minha casa em Lisboa e comprei uma pequena quinta na periferia, fui aprendendo os processos agrículas e estruturando as coisas por forma a tornar-me auto-suficiente e a reduzir os meus gastos ao mínimo. continuo a trabalhar em Lisboa mas, tenho a grantia da subsistÊncia, desde que consiga subir para o tractor e conduzi-lo.
Eu sei do que fala.
Mas acredite, que com luta e vontade, acabamos com este estado cleptocrata.
E existem outros caminhos que não estes, que nos dizem serem únicos.
Não podemos é ficar calados e parados.
Permita-me: Uma sugestão, tem?
Tenho muitas.
Primeiro transformar o país num estado de direito, em que todos os casos de corrupção sejam julgados.
Segundo com os ordenados miseráveis pagos à grande maioria de quem trabalha, salários de 500 euros só podem corresponder a seis horas de trabalho diário.
Assim como a proibição de horas extras em todos os sectores.
E muitas outras mais.
Coisas interessantes, aplicar-lhas com sucesso é que seria boa obra.
Justiça a nível particular é um tema muito subjectivo, afinal, o ladrão acha que é justo roubar, o mentiroso – mentir, o artista – iludir, etc e etc .
A justiça é um estado de equilíbrio, como um bom negócio, onde as duas partes ganham com ele, coisa que no nosso país, funciona até certo nível, mas depois parece que há um outro nível, coisa mais “fina” só para gente V.I.P.
Pontas para pegar são tantas que devem ultrapassar os 10 milhões.
Pego nesta: O percurso dos nossos políticos; é sempre um crescimento ou evolução constante com ligação a: função publica, ou, a firmas de advogados, ou, a grupos privados que passam imagem de que competem num mercado livre mas que no fundo de livre não tem nada. Depois temos o poder local, definu-o em poucas palavras: uma bandalheira. Empresas municipais, txiiii!, nenhuma ou muitos poucas se justificam. Uma empresa pelo principio mais basico, deve ser auto-sustentavel. Mas não, não é preciso, as camaras vão se individando para amamentar uma parte de um sistema que não pode nunca funcionar bem, uma vez que à partida não precisam de competir ou sequer mostrar trabalho feito, levando a que não produzam rigorosamente nada e quando vendo-se obrigados a apresentar algo feito, ainda abrem concursos a privados para esse trabalho aparecer feito. Isto é valido não so para as camaras como para todo o sistema publico.
Tudo normal, nas barbas de todos.
Pelos caminhos possíveis esbarra-se em várias obstáculos. Montar uma empresa é de loucos e a chance de vencer é quase nula. Ir para a agricultura, só com um fundo de maneio para uns três anos, que aquilo nem é poda para qualquer um, nem depende só da vontade – a natureza é que manda. E por aí fora, quanto à iniciativa privada concerne. Cada risco pode ser a morte do artista.
Acabar com o Estado “cleptocrata”, só se for à estalada, mas agora isso parece mal e compete aos tribunais – que são o que a gente bem sabe. Quem fizer justiça por si próprio vai preso…
Minha linda, vamo já “Dar a Volta por Cima”, e com duas alternativas. Aqui vai:
http://www.youtube.com/watch?hl=en&v=XXyk3-zMTjw
http://www.youtube.com/watch?hl=en&v=yKZaoUNXzn0
Ah, lindeza tamanha, já estranhava a ausência das suas músicas de embalar 🙂 Vou ali a uma tola e já oiço, eheh
é todo um paradigma de vida errado e é a falência dele que nos irá levantar do chão. acredito que depois de tudo derrocar e passarmos mal, muito mal, uma nova sociedade irá nascer. não menosprezo as dificuldades por que passa mas esse é o preço a pagar para alterar as consciências. todas as verdades estão a vir à tona, nunca como actualmente se descobriram tantas carecas, todos os sistemas são postos em causa isso irá, necessariamente, dar em alguma coisa. levantar-se-ão os Homens Bons deste mundo em defesa da Honra,da Verdade, da Justiça. acredito nisso. Mas até lá, muito haveremos de passar mal e muitos serão cilindrados pelo subito empobrecimento para o qual já nem uma couve galega no quintal existe…
Para si, toda a minha solidariedade e o desejo que a sua capacidade de resistência não esmoreça. É de pessoas assim que precisamos para limpar este país e não deixar o poder cair em mãos de pretensos salvadores ( que irão certamente apresentar-se).
Resignar-me-ei ao que vier, Marta, e sem ponta de vaidade lhe digo: esperneei, berrei contra as futilidades e sempre fui gozada. Porque tinha um carro podre, uma casa pequena, porque não viajava, porque aproveitava coisas que os outros queriam, etc., etc.. Mais novita ficava magoada, depois aprendi a não lhes dar ouvidos.
Talvez esteja só melhor preparada que todos eles, porque afinal, pouco mudou aqui por casa. Há menos dinheiro, sim. Mas há mais tempo para dar aos meus e aos outros, também. A alegria ainda é de borla!
“… coisas que os outros não queriam …”
pois, compreendo, também fui gozada por muita gente por ter uma opção de vida bem “abaixo”. mas agora penso também estar melhor preparada para resistir… é realmente todo um paradigma que deve mudar
Não sei de que se queixa. Se tivesse menos meia-dúzia de anos, o mais certo era que nunca tivesse tido um contrato de trabalho digno desse nome.
Assim sendo, já teve direito a uns aninhos de “vida normal” – quem vem depois já nem isso pode dizer. Independentemente do grau de formação, da qualidade do currículo, de tudo-e-mais-alguma-coisa que se tente apresentar como argumento contra esta condenação à inutilidade que nos parecem ter passado.
Por mim, podem vender o país ao metro, desde que me entreguem a parte que me toca – sempre ajuda a pagar um bilhete de avião para sair. E não voltar.
nem todos, amigo, viveram assim: fui tradutora e jornalista anos a recibo verde, trabalhei depois noutras áreas em precária e sempre a ganhar os famigerados 500 euros. o último emprego que tive rendia-me abaixo do ordenado mínimo… nem todos, nem todos tiveram a vida que tantos apregoam…
P, queixa propriamente dita, tenho da entidade patronal que além de má gestão, se portou muito mal com as pessoas que durante anos deram à casa sucesso, mérito e muito dinheiro a ganhar. Não se trata assim quem nos serve. Muitos empresários fecharam as empresas a tempo de ressarcir os trabalhadores, no caso da minha foi esticar a corda até rebentar, com a boa fé das pessoas a trabalhar sem receber, para nada.
De resto, tem razão. Ainda tive uns anos de trabalho assegurado e de direitos consagrados no Código do Trabalho. Mas foi aqui que construí a minha vida e pode ter a certeza que nunca me deitei à sombra da bananeira.
Quem agora começa a vida profissional está tramado. Só saindo do País, mas também é mais fácil para quem é novo e livre.
Aceito a sua afirmação de que “podem vender o País a metro”, mas com muita mágoa, muita mesmo.
Caríssima, mágoa? Pela parte que me toca, muito pouca. Até porque sou obrigado a ouvir todos os dias opiniões bovinas, de bovinos concidadãos, que me dizem que “estudei demais”; “numa área que não interessa a ninguém”; “que tudo isto é inevitável e até compreensível”, etc, etc, etc…
Lamento, mas a maioria das pessoas fala do que não sabe e ainda se acha no direito de decretar sentenças sobre as vidas dos outros. Eu pertenço a uma ínfima minoria, que é uma elite académica. Mas temos um país em que ninguém se preocupou com os jovens com formação superior (dizia-se à boca cheia que os “doutores da mula-russa” não sabiam nada quando saíam das universidades, eram inúteis), mas em que de repente toda a gente chora pela geração que parte, repetindo até à náusea o mantra da “geração mais qualificada de sempre”. Até à próxima paragem, quando voltarem a defender exactamente o contrário, só porque os papagaios na TV lhes dizem que isso é o que devem pensar.
Sim, P, mágoa. Que Vexa a não tenha, compreendo. Cada um reage à sua maneira e tem esse direito.
Que esteja desiludido e até zangado, é notório. Afinal, fazer um curso que exigiu de si dedicação, esforço e investimento, para agora não ter grande ou nenhuma saída, é muito frustrante.
Mas não está sozinho. Olhe que quem trabalhou anos e anos e de repente sente que não serve para nada, porque o País não tem lugar para que continue a produzir e a ganhar o seu sustento, não está melhor.
Não choro pelos jovens que partem, como diz. Sem filhos, casas às costas e outras responsabilidades assumidas, é mais fácil emigrar. E representa uma experiência que será com certeza útil e de bom proveito próprio. Tomara eu ter essa facilidade.
Mas não confunda o estado actual das coisas e a gestão danosa que se perfilou nas últimas décadas, com a sua Pátria, a terra onde nasceu e a que pertence. Foram os homens que não o souberam respeitar. E ela precisa de homens novos que tomem conta dela e que a tratem como merece.
Se for preciso ser essa elite académica bem preparada, venha ela!
Obrigada P, pela sua contribuição.
Cara Gui, se o tom me saiu demasiado ácido, é de facto resultante de um desânimo acumulado por anos de investimento sem retorno visível e a aguentar comentários, sugestões e opiniões em relação ao meu percurso que eu reputo de, no mínimo, desrespeitosas e ignorantes.
Se lhe soou a ataque pessoal, peço por isso desculpa, não era essa a intenção – a ironia por vezes sai demasiado ácida e acaba a afectar quem pouca ou nenhuma responsabilidade tem na questão. Desiludido não estou, pois nunca tive ilusões em relação ao país. Zangado, também é sentimento que já me passou.
Porém, reafirmo aquilo que disse e permita-me discordar, ainda que não totalmente:
O país não foi, de repente, alvo de uma “gestão danosa” que o levou para esta situação – pura e simplesmente, nunca deixou de caminhar neste sentido, ainda que se tenha tentado disfarçar durante algum tempo. Somos um país onde, em lugar do princípio de “survival of the fittest”, se aplica o conceito de “survival of the Relvest”. Além disso, basta ouvir a vox populi para perceber que nada mudará, nem sequer virão esses “homens novos” que supostamente nos poderiam fazer mudar de rumo. Pura e simplesmente porque se alguma vez existiram, já mudaram a sua morada fiscal para um qualquer outro país. E o que restará por cá serão aqueles que não conseguem sair (por vários motivos), aqueles que, como as moscas, se sentem muito bem no meio do esterco ou aqueles cuja ignorância ou bovinidade não permitem que vejam mais além do que a lenga-lenga de orçamentos nacionais que devem ser pensados como um orçamento familiar e continuam arengando que o problema é não deixarem o governo trabalhar.
Uma outra nota, que o texto vai longo e não quero fazer de si caixa de ressonância de lamentos que, de novo, pouco ou nada têm:
Emigrar, para mim e para muitos daqueles que já o fizeram, o estão a fazer ou se preparam para tal, não é uma oportunidade de ter uma experiência útil, pois creio que isso tem implícito que esses cidadãos algum dia se propõem regressar. Emigrar é, para essas pessoas, uma tábua de salvação, uma forma de ter, de facto, um projecto de vida, que é coisa que por cá não existe. Pode ter a certeza que muitos (senão a maioria) não pretendem regressar. Pela parte que me toca, quando sair será com a firme ideia de não regressar – e sem pensar em depositar um cêntimo que seja nas instituições deste país.
Quanto à sua situação, espero sinceramente que tudo lhe corra pelo melhor e que, contrariando esta minha visão, uma alvorada mais risonha surja que permita a pessoas como você terem uma esperança no futuro.
Não, oh, não, nem foi ácido nem soou 🙂 nada disso. Obrigada P, por me dar a sua atenção.
Até sempre!
e o seu saber!
Atenção, tenho aquela que sempre me tem feito pensar no colectivo, em lugar do individual. Saber, tenho algum, não tanto como julgam alguns, nem tão pouco quanto me querem fazer crer os supostos donos da verdade.
A Gui representa neste momento, para mim, mais uma cidadã que este país não merece, não soube merecer.
Costumo frequentar esta “casa”, apesar de não fazer parte do meu roteiro ideológico, precisamente por encontrar aqui opiniões válidas de pessoas que não estão no mesmo campo que eu. E creio que não preciso dizer-lhe como isso é raro.
É muito honroso ouvir essas palavras, P. e saber que o Delito cumpre.
Por mim, quem me põe a pensar é ainda melhor vindo 🙂
À sua!
Cheers!
Car@ Gui,
Suponho que o seu problema que relata merece [mesmo] uma séria reflexão em termos de código de trabalho. t/33616.html
Nas condições actuais de precariedade, grandes empresas como a PT usam esquemas e empregrabilidade baseados em “outsourcing”, na qual a contratação individual é substituída pela subcontratação colectiva.
Se me permite a publicidade, aqui fica a publicidade ao que escrevi hoje sobre o assunto:
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Um bem haja.
Obrigada Nelson, por aqui estar e levantar essa questão. O que se passa nas empresas é de bradar aos céus. E sim, sei em que condições trabalham os funcionários de Call Center. A pressão é incrível, os ordenados miseráveis e os horários de Sanção.
E se há empresas em que tudo finge que trabalha, outras é a doer e quem não quiser, a porta da rua é serventia da casa. Para não falar em esquemas de pôr a andar rapidamente todo aquele que os puser em causa.
O Código do Trabalho não é respeitado, fazem-se coisas do arco da velha. A fiscalização é nula… Para os empresários, o empregado constitui um risco da empresa, e na hora do aperto vale tanto como uma cadeira ou um cesto dos papéis. Depois, todos aprenderam a secar o património. Nunca têm nada em nome deles ou da empresa a não ser dividas. Se houver dívidas ao Fisco, é o Fisco quem está primeiro como credor, se for à SSocial, idem, e para quem lá trabalhou e fica sem nada, olha, que se agarre ao Totta… os tipos continuam por aí, de carrito pipi, em jantares porreiros, com amigos mais porreiros ainda, e daqui a um ano já ninguém se lembra, e abre-se outro negócio, porque tiveram uma ideia brilhante, só é preciso ter parceiros, parceiros e tá feito.
Não é preciso estudo nenhum. Está tudo visto e confirmado. A honestidade e o amor à camisola paga-se cara em Portugal.
Um abraço grato, Nelson!
À Gui, só posso enviar um grande abraço e desejar que o pesadelo acabe depressa. Pudera eu ajudá – la.
ah, Maria do Norte, fico muito grata. não se preocupe, ainda tenho onde cair morta. aos pés da sachola, com um ataque cardíaco, lol
um abraço!
Texto com entrada directa na Antologia DELITO DE OPINIÃO, Gui. Com aplauso unânime e prolongado.
Subscrevo inteiramente. Um texto extraordinário.
Humildemente grata, Luís, seja sempre a nossa voz bom contributo para a consciência colectiva.
Ohpah, ganda style 😉
Sentida vénia de agradecimento ao teu olhar, Pedro, mas nada de extraordinário, meu caro.
Já tudo foi dito, lindeza tamanha. Só cheguei aqui hoje e pouco acrescentaria a não ser o abraço. Talvez gostasse de me rir consigo, como já fizemos. O dia há-de chegar.
Dordiiinho, eu vou visita-lo tarda nada, dia destes, depois das Festas. Um abraço saudoso, um beijito grato, Mestre Antunes.
Parabéns Gui pelo seu texto, que sem parecer nos dá alento e principalmente para a qualidade dos comentários. Não desistiremos de tornar este pedaço um bom sítio para viver.
Eu é que agradeço, Campus, a si e a todos os que se deram ao trabalho de ler e de comentar.
E temos sim uma terra abençoada, que merece mais dos seus habitantes. Tomaram muitos esta sorte 🙂
À Nossa!
Se pudesse dar-lhe um pedacinho de um mundo novo, desceria pela sua chaminé para lho deixar, na sua meia, neste Natal…
E depois iria a outra, e outra, e outra…até que os meus pés sangrassem de cansados…
Na impossibilidade, fica um abraço!
Que braços quentinhos, cr. Obrigada.
Mas espere, vou consigo, pelos telhados acima 🙂