Publicidade a quanto obrigas (7)


Ana Vidal,

 

– Bom dia, é do Wall Street Institute?

– Exactamente. Deseja inscrever-se num dos nossos cursos?

– Sim, sim. Eu frequentei um curso aí há cerca de dois anos, com o professor Littlebed, e gostei muito. Agora queria fazer uma pós-graduação, mas só se for com o mesmo professor. Ele ainda dá aulas?

– Hã… não, nada feito. O professor Littlebed ganhou tanto dinheiro com os cursos de kamasutra, que deixou de trabalhar. Mas ficou muito ligado a nós. Agora, para se entreter, é ele que escreve os nossos anúncios publicitários.

16 comentários em “Publicidade a quanto obrigas (7)”

  1. Afinal o nosso primeiro tem alguma razão quando afirma que o tecido empresarial português está em recuperação.
    Pelos vistos, o professor do Wall Street Institute, já teve direito a uma cama maior, o reflecte o sucesso alcançado.
    Diz a sábia voz do pobõe: «quem boa cama fizer, nela se deita!»

    1. Ao que consta, o professor tem mais jeito para desfazer camas do que para fazê-las. E deita-se em muitas, também ao que consta.

      Enfim, este anúncio continua a reflectir o mau gosto que o WSI já tinha demonstrado em anteriores campanhas publicitárias. É isso que quero dizer com este post, Bartolomeu.

  2. Por outro lado … mas que raio de problema é que terá dar ao pato o mesmo nome que o antigo vice-presidente dos Estados Unidos, o Cheney?

  3. Fick them! Sempre me irritou esta regra não-escrita que ordena que toda a publicidade tenha de ser chalaceira ou a puxar à cueca. O lado bom foi lembrar-me daquela personagem do Alô alô, Sorry, I was just pissing by…

    1. Aí está uma grande personagem para ser usada neste tipo de publicidade! Admira-me que não o façam, de tão conhecida que é, com tanta graça e tão a propósito.

  4. Aproveito para sugerir a nomeação do grande Philip K. D_ck para a lista de escritores que deveriam ter ganho o Nobel. 😉

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