Mais cem escritores indispensáveis (50)


Pedro Correia,

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«Alcança quem não cansa.»

Aquilino Ribeiro (1885-1963)

10 comentários em “Mais cem escritores indispensáveis (50)”

  1. Esta frase é o lema da BA5 em Montereal, onde operam os F16. São quase meus vizinhos, que já visitei várias vezes, nos dias da Base Aberta.
    Não sabia que era do Aquilino. Sempre a apender.

    1. Tenho o “romance da raposa ” dedicado por um dos netos, que amavelmente mo enviou , apesar de eu já ter um exemplar , por eu gostar tanto do avô. Também se chama Aquilino.
      Ando a ler outra vez , uma páginas ao calhas , da Salta Pocinhas , raposeta matreira, fagueira, lambisqueira

  2. Eu diria que nos tempos atuais Aquilino Ribeiro já é praticamente incompreensível para a maior parte das pessoas. Porque tanto o contexto cultural a que se refere como, sobretudo, o vocabulário que utiliza já estão demasiadamente distantes dos nossos.
    Mas sim, foi um grandíssimo escritor.

    1. Já para não falar em Camões, contexto cultural e sobretudo (eu diria mesmo mais, gabão) completamente, fora de moda.
      Aquilino e Camões a mesma luta, a luta pela contextualização e por um vocabulário de proximidade.

  3. Um maratonista, Carlos Lopes, por exemplo, diria:
    “Alcança quem não se cansa”.
    Uma coisa é cansarmo-nos, outra é cansarmos (os outros).
    Há pessoas (eu, talvez) que são cansativas.

  4. Estará na altura de refazer-lhe as obras,eliminando logo as palavras mortas,depois o machismo,veja-me aquele Malhadinhas—E da coitanaxa fiz dona.E na Romarigães,aquele casório talhado pelo prior a seu jeito,entremeando o pai e o cornado marido com dobrões pela goela abaixo.
    Olha que mina…auto-propostos reescrevinhadores de todas as obras do passado.

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