
Eu gosto de Moedas. Votei nele, pedi aos meus amigos lisboetas que nele votassem. Não só porque o seu antecessor é execrável (e é, o piorio do PS), não só porque delenda est PS, mas também porque o ouvira, solto, em Bruxelas e ali mostrando-se um tipo com cabedal intelectual – ainda mais excêntrico no patético estado das elites partidárias actuais… Exultei com a sua vitória, na derrota do amigo especial de Moscovo e Tel Aviv (para ele decerto que Jerusalém) e da sua tropa fandanga, essa daquela maluquinha de Arroios, do ex-vereador Salgado, da colunista do “Público” “de referência”, do rapazola de Campo de Ourique e por aí afora, toda essa malta que agora sonha acoitar-se sob a dita “Super-Marta”…
Dito isto: alguém me pode explicar o que faz um presidente da câmara (ainda por cima a da capital) metido numa procissão católica?

Provavelmente porque o convidaram.
Convidaram a ele ou ao Presidente da Câmara?
Será Católico?
Aqui para os meus lados, foi um edil socialista, laico e republicano, que instituiu a presença do Presidente da Câmara na procissão dos Passos.
Consta que nas primeiras vezes ia de óculos escuros. Talvez fosse para passar incógnito.
Eu não sou partidário de Moedas, longe disso. Mas não vejo mal absolutamente nenhum em ele participar numa cerimónia católica (ou de qualquer outra religião). Ele tem todo o direito de, como qualquer outro cidadão, ter a sua religião e exercê-la publicamente. Ou então, de não ter mas fingir publicamente ter. Carlos Moedas tem exatamente os mesmos direitos em matéria religiosa que qualquer outro cidadão.
Comentador balio, mais uma vez convoco o seu recorrente tom nestas caixas de comentários – algo que me serve também para responder a comentários anteriores -, essa sua tendência picuinha que se julga atenta a pormenores (mas que é visceralmente desatenta, como é consabido por todos os visitantes deste blog). É evidente que Carlos Moedas tem todo o direito de estar em cerimónias religiosas, como você se apresta a referir, nem isso seria assunto a que eu dedicasse atenção. Mas eu perguntei “alguém me pode explicar o que faz um presidente da câmara (ainda por cima a da capital) metido numa procissão católica”, o que é algo completamente diferente. Questão, aliás, que injustifica o seu comentário.
jpt, não se faça de parvo. Quando eu me refiro a Carlos Moedas, refiro-me ao presidente da Câmara de Lisboa. Ele, o presidente da Câmara da capital, tem todo o direito de exprimir, por palavras e por atos, a sua fé. Tem todo o direito de participar numa procissão. Não é por ser presidente da Câmara que ele perde os seus direitos de liberdade religiosa.
balio eu não me faço de parvo. Quem se faz de parvo (ou é parvo), e constantemente, comentário a comentário, é você – como bem exemplifica neste postal. Não discuto eu o que faz Carlos Moedas na sua vida religiosa nem o escrevi nem o que escrevi pode ser assim considerado. Acompanhei o texto de uma fotografia bem esclarecedora do assunto que escrevi. Se você não quer perceber ou não consegue perceber é um problema seu. No fundo, o que você quer é a habitual desconversa. Não tenho mais paciência.
Moedas que era um ateu ou um agnóstico assumido converteu-se à fé católica. Enfim dá jeito.
Aqui também há jacobinos de algibeira
Chama-se: fé nos votos.
Esta coisa da separacao do estado e igreja anda baralhada ca pelo burgo. Algo esta podre no reino de portugal…