Tenho imensa pena pelo falecimento do escritor Luís Sepúlveda, do qual li a maioria dos seus livros. Era um escritor que adorava Portugal, o que lhe ficou do facto de, ao contrário do que habitualmente lhe sucedia, não ter sido controlado na nossa fronteira, tendo antes o guarda do aeroporto lhe perguntado se não era o autor do livro O velho que lia romances de amor, e perante a resposta afirmativa, tê-lo mandado imediatamente passar.
A sua morte é um aviso para os que querem minimizar os riscos da doença Covid-19. A pessoa infectada pode adquirir uma insuficiência respiratória que, nos casos mais graves, o obriga a estar entubado com um ventilador durante semanas. Os doentes só conseguem suportar esse tratamento se forem colocados em coma induzido. Depois se vê quem recupera e quem infelizmente não sobrevive a esse inimigo insidioso e traiçoeiro.
Luís Sepúlveda perdeu infelizmente essa batalha. Ficamos com os seus livros para recordar a sua passagem pelo mundo.

Não conheço a história e não sei de quando seria, mas é bom notar que Sepúlveda perdeu a nacionalidade chilena durante a ditadura de Pinochet e recebeu (penso que) a francesa. Por isso seria cidadão da UE e teria entrada em Portugal facilitada.
Enfim, mesmo que a história não seja verdadeira (e acredito que o seja), é demasiado boa para se desperdiçar.
Também eu gosto muito de Sepúlveda e esta notícia faz-me querer rler algo dele. Deixem-me ir ver o que tenho na prateleira.
Por acaso o Público resolveu recordar essa história:
https://www.publico.pt/2020/04/16/cultu raipsilon/noticia/luis-sepulveda-policia-c ulto-1912612
Um escritor de que tenho várias obras, uma delas autografada numa Feira do Livro de Lisboa. Era uma simpatia de pessoa e duma simplicidade desarmante. Custa acreditar que morreu.
A sua morte é um aviso para os que querem minimizar os riscos da doença Covid-19.
Bah, não é um aviso coisa nenhuma. Ele tinha 71 anos. Quer gostemos disso quer não, ele estava na idade adequada para se morrer. Pessoas que atingem muito mais idade que isso ficam, geralmente, num estado lastimável, tanto física como mentalmente.
Os doentes só conseguem suportar esse tratamento se forem colocados em coma induzido.
Bem, mas nesse caso não sofrem absolutamente nada. Ficam em coma semanas a fio, até recuperarem ou morrerem. Não é preocupação para os doentes.
É preocupação, sim, para os serviços de saúde. No caso de Sepulveda, ficou internado seis semanas até morrer. Constituiu um gasto monstro para o serviço de saúde espanhol.
???
Parece que não obstante o elevado número de infectados, o número de afectados continua a ser superior.
É como dizia o outro, “um vintém é um vintém e um cretino é um cretino”.
Que notícia tão triste!
RIP
https://www.youtube.com/watch?v=l7cZms4t NkQ
https://www.youtube.com/watch?v=mn7qUlmb zdM
Só soube da distância ideológica que nos separava depois de ter lido “As rosas da Atacama”, que adorei.
A história do Pirata do Elba é incrível e a maneira como ele a conta ainda a valoriza mais. Klaus Störtebecker vai agora poder pagar-lhe um copo em agradecimento a essa homenagem que lhe prestou em forma de literatura.
Quando um dia for a Hamburgo vou à procura da placa da rua de que ele ali fala.
Homenagear Sepúlveda, lendo a obra que nos deixa, é fácil e agradável. Recomendo-o.