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«O implacável tempo tudo desbarata e diminui: amores, ódios, o medo, a ilusão, o desejo, a ansiedade e os desesperos, até.»
Irene Lisboa, Voltar Atrás Para Quê? (1956), p. 152
Ed. Editores Associados, 2.ª ed. Colecção Biblioteca Universal Unibolso, n. º 37

“O implacável tempo tudo desbarata e diminui”
Ora uma coisa barata é algo pouco dispendioso, tipo: “leva esta gravata de seda italiana, são 100 euros? Não levo esta de seda chinesa, é mais barata, só um euro”.
Desconvocar é o contrário de convocar.
Desconversar é o contrário de conversar.
Ora o contrário de barato é caro (desbarato).
Portanto se é caro não diminui, aumenta.
As senhoras que me perdoem mas algumas autoras/escritoras têm um pensamento tão elaborado/intricado que o meu pobre intelecto não o consegue apreender.
Este livro, que me foi muito recomendado por um amigo versado em literaturas, é francamente decepcionante.
Na casa de meus pais existe a colecção Unibolso completa.
Li muitos, recordo, “O homem que era quinta-feira”, “O que faz correr Sammy”, “Miguel Strogoff”, “A ilha de verão” etc, esse passou-me ao lado, por alguma razão foi.
Escrever simples é o mais difícil, contar uma história de forma que nunca mais nos esquecemos dela a Ilha de verão de Caldwell é um bom exemplo, aparentemente, simples, na minha opinião, inesquecível.
“Esse passou-me ao lado’ o da Irene Lisboa, claro.
Deste-me uma ideia para escrever, Pedro. Alguns livros da minha vida são precisamente desta belíssima colecção Unibolso. “O que fez correr Sammy?”, precisamente. Mas muitos outros, com destaque para “Moby Dick” e “Mau Tempo no Canal”. Obras-primas absolutas.
Sucessivas mudanças de casa (e de cidade e país e até de continente) fizeram-me dispersar os livros, que tenho vindo a reconstituir. Quando se fala em paixão pela leitura também se fala nisto. Dos livros que nos acompanham e desacompanham pela vida fora.
Corrigindo a gralha”:
“O que FAZ correr Sammy?”
Precisamente, li e subscrevo a tua apreciação desses dois livros e agora que falas nisso recordo que li na “Unibolso” “Eurico, o presbítero” e um que na altura me fez muita impressão, parecia ficção, chamava-se “Entes Queridos” (ou assim) era sobre a eutanásia, quando temos 12, 13 anos não pensamos muito nisso.
Outro livro que recordo desta colecção: “O Suave Milagre e Outras Páginas”, do grande Eça na sua versão menos conhecida – a de contista – mas nem por isso menos notável.