10 comentários em “Leitura recomendada”

  1. Bem observado. O resultado de um sistema eleitoral que privilegia os partidos em detrimento de o cidadão. Não é só uma luta entre duas gerações dentro do partido. E há muitos interesses em jogo.

  2. O autor deveria extrapolar para muito mais do que Costa vs Seguro.
    Mas já é um passo para se começar falar do complexo político-jornalista.

    Por isso mesmo discordo da parte final. Está desactualizado em relação aos EUA. Só entra quem faz parte do sistema complexo como se viu pela eleição de Obama, que agora é um Presidente fora da lei usando agências do governo para atacar opositores mas nem se fala de impeachment.

    1. O essencial é a observação dos preconceitos que ressaltam de um certo discurso jornalístico. Preconceito social, idêntico àquele que no antigo ‘Independente’ gozava com os portadores de peúgas brancas, gente da província que só tinha visto o mar na adolescência.
      O mais curioso é que esse mesmo discurso, noutros contextos, usa e abusa do combate ao preconceito no estrito domínio da proclamação retórica.

      1. Esse é o preconceito social e por isso discordo que se aplique neste caso.
        O que engulha os jornalistas não é a origem social de Seguro.

        É não ser/parecer suficientemente de esquerda e ser titubeante/ineficaz e sem jeito para o mundo mediático jornalista, do sound byte rápido, da resposta na ponta da língua.

        Boa parte dos jornalistas percebeu que tem ali um veículo que não é suficientemente bom para a mensagem que quer passar.

  3. Não creio que João Cardoso Rosas esteja a fazer a leitura correcta.
    Sócrates também veio do interior. Com todos os seus defeitos, e não eram poucos, nunca andou a fazer figura de “calimero”.
    Seguro teve três anos para avançar com a regulamentação das primárias e a proposta de redução de deputados. Só lhe deu a pressa depois do repto de Costa?
    E dizer que Seguro veio “de fora dos círculos habituais de poder e influência” é fazer de conta que o homem só chegou à política pura e dura há três anos.

    1. Ambos estão na política desde pequeninos, Sérgio. Ambos foram militantes activos da jota. Mas essa característica só costuma ser imputada a Seguro.
      Há um fenómeno simétrico no PSD relativamente a Passos e Rio, por exemplo. Estão ambos na política desde pequeninos. Ambos foram militantes activos da jota – um como presidente, outro como vice-presidente. Mas essas características só costumam ser imputadas a Passos no discurso jornalístico corrente.

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