Legislativas (44)


Pedro Correia,

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CONVÉM TER MEMÓRIA

 

“Vive-se um grande pessimismo em Portugal. Em larga medida, este pessimismo deve-se à falta de um rumo, à gestão desastrada dos últimos três anos, às promessas não cumpridas e à instabilidade da governação.”

 

Palavras iniciais do programa eleitoral do PS, submetido a sufrágio em Fevereiro de 2005. Um programa que incluía as seguintes promessas:

 

– A agenda económica do PS tem como objectivo aumentar, de forma sustentada, o crescimento potencial da nossa economia para 3% durante a próxima legislatura. Só com o crescimento da economia poderemos resolver o problema do desemprego e combater as desigualdades sociais.

– Portugal deve ter como objectivo recuperar nos próximos quatro anos os cerca de 150.000 postos perdidos na última legislatura.

– Introduzir o empreendorismo como matéria obrigatória do ensino, como sucede nos países mais avançados. 

– Ao nível da gestão de topo, criar condições para que pelo menos um curso pós-graduado de gestão (MBA) venha a estar entre os 100 melhores do mundo.

– Definição final do traçado, das características físicas e de gestão, bem como calendário, da futura rede ferroviária de alta velocidade (TGV). 

– Início da construção do troço Lisboa-Porto em alta velocidade.

– Retomar o processo relativo ao novo aeroporto da Ota, redefinindo o respectivo calendário à luz dos dados actuais sobre o desenvolvimento expectável do tráfego.

– [Serão adoptadas] medidas que contribuam para favorecer a permanência dos trabalhadores mais idosos nos seus postos de trabalho, aproveitando as vantagens decorrentes da sua experiência, e minimizando os custos para a comunidade da antecipação da idade da reforma.

– [Revisão do] sistema eleitoral para a Assembleia da República, com salvaguarda do princípio da proporcionalidade e introdução dos círculos de um só candidato, possibilitando a dupla escolha por parte dos eleitores.

– Reforçar a legitimação democrática do processo de construção europeia. (…) Referendo popular, amplamente informado e participado, ao Tratado [Constitucional].

 

9 comentários em “Legislativas (44)”

  1. Ora bem, compadre. Eis aqui uma resenha da “política de verdade” socialista em 2005. É sempre bom que os programas não sejam muito sucintos: torna-se tudo mais claro.

  2. cAVACO escuta
    http://www.youtube.com/watch?v=_OY7VNPx6Xk

    FIM AO DOMÍNIO DAS VELHAS ELITES DECADENTES!

    UNIDADE POPULAR! A REACÇÃO NÃO PASSARÁ!

    Dá me um Shot Eleitoral
    http://www.youtube.com/watch?v=dZJVycBwqC0

    O VOTO É UMA ARMA, DIA 27 FAZ PONTARIA!
    http://mundoemguerra.blogspot.com/2009/09/cavaco-escuta-dia-27-nao-falhes.html

    Não se deixem enganar pelos media! Eles são como o Goebels é dizer uma mentira as vezes q for preciso até a malta, pelo menos, começar a vacilar…

  3. É pertinente recordar
    as promessas falhadas,
    para poder-se discordar
    das políticas farfalhadas.

    Foram anos de fantasias
    adubadas com arrogância,
    são marcas das hipocrisias
    cobertas de extravagância.

    O arroubo elevatório
    é por demais evidente,
    sendo público e notório
    a essência decadente.

  4. Boa Noite Pedro. Sei que passa da meia-noite, mas como não é fazer campanha, deixo aqui o meu comentário:

    1) O Pedro recorda-se de quanto estávamos a crescer no final de 2007, início de 2008 (antes da crise, portanto)?

    2) O Pedro sabe ou recorda-se de quantos empregos (líquidos) tinham sido criados até ao início de 2008?

    3) Falhou. O Ensino continua mau.

    4) Nunca ouvi falar de MBA’s. Aliás, nem conhecia essa proposta do programa eleitoral de 2005…

    5) Há um atraso na definiçao do traçado, mas tal deve-se à mudança de localização do novo aeroporto de Lisboa, pois o TGV passará por Alcochete, quando deveria ser pela Ota.

    6) Que eu saiba, ainda não começou a ser construido o troço para o Porto. Falhou.

    7) Aeroporto. Houve alterações supervenientes, em especial a localização com todos os atrasos que conhecemos.

    8) Não conheço nenhuma. E, que eu saiba, continua tudo na mesma, com as empresas a preferirem os mais jovens. Falhou.

    9) Falhou. Continuamos com o mesmo sistema eleitoral para a AR.

    10) Não foi o mesmo Tratado, mas aceito a crítica.

    Concluindo, todos falham muito e Sócrates não fugiu à regra. Mas continuo na minha, entre o mau e o péssimo, sempre prefiro o mau.
    Abraço e bom fds.

    1. Meu caro,

      Percebo a sua lógica. Mas entre o mau e o péssimo, prefiro o bom. Partindo do principio de que ainda existe. No dia em que nos convencêssemos do contrário a democracia estaria em risco.

      Bom fim de semana

      1. Pedro, claro que todos preferimos o bom ou o óptimo, o problema é que hoje tivemos/temos que decidir entre o mau, o muito mau e o péssimo, hoje não há bons (pelo menos, na minha opinião, claro).
        Abraço.

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