
Hoje lemos: William Faulkner, ” O Som e a Fúria”.
Passagem a L-Azular: «Era o relógio do meu avô, e quando o recebi do meu pai ele disse-me: “Estou a dar-te o mausoléu de toda esperança e de todo desejo; é extremamente provável que o uses para lograr o reductio ad absurdum de toda experiência humana, que será tão pouco adaptado às tuas necessidades individuais quanto foi às dele, teu avô, e às do pai dele. Dou-te este relógio não para que te lembres do tempo, mas para que possas esquecê-lo por um momento de vez em quando e não gastes todo o teu fôlego tentando conquistá-lo. Porque jamais se ganha alguma batalha”. Nenhuma batalha é sequer lutada. O tempo revela ao homem apenas sua própria loucura e desespero, e a vitória é uma ilusão de filósofos e néscios.»
“Reductio ad absurdum é usado para descrever um argumento no qual uma conclusão é derivada de uma crença que todos aceitarão como falsa ou absurda”.
Ser escravo do tempo é uma realidade comum a todos. É o absoluto esfumar do tal controle que todos pensamos ter e que afinal ninguém tem, porque em boa conclusão é certo e sabido que quem manda é o tempo. É o nosso sobrano e nós não somos mais do que vassalos dos seus caprichos. Não há escape possível para as torturas do tempo, o stresse, o desgaste, a corrosão que nos inflinge. É ele quem escolhe o quando. Quando te formas de um pequeno grão de pó e quando lá voltarás numa batelada de grãos que se espalharão pelo éter para poluir o universo.
(Imagem Google)

«La novela cuenta la historia de la familia Compson, en una típica comunidad del sur de los Estados Unidos a principios de siglo, que en realidad es un territorio imaginario bautizado por Faulkner como Yoknapatwpha. Los Compson no se llevan muy bien entre sí, y además el apellido parece haber sido marcado para siempre por las tragedias
Muy bien.
Meu Deus, como o tempo passa,
Dizemos de quando em quando.
Afinal o tempo fica,
A gente é que vai passando.
Mesmo, Francisco. É mesmo assim.