
Hoje lemos: José Saramago, “Cadernos de Lanzarote”.
Passagem a L-Azular: “Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo… e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.”
Deveria ler-se: “Privatize-se principalmente e sempre a TAP e pague-se constantes indemnizações milionárias para voltar a nacionalizar a companhia que sem dúvida voltará a ser privatizada para o gáudio de que quem se tem sempre enchido e bem à conta da transportadora nacional.”
De resto no ensino, na saúde, na alimentação, nos transportes, etc., já muito foi “internacionalizado”.
(Imagem Google)

KGB e campos de reeducação
até Putin está com as calças no máo
Vai ver que agora admitirão tudo, até que a música de Wagner foi tomada como hino nazista.
“..hino nazista”
“nazista” está um bocado à crioulo brasileiro.
Mas, Hitler era um grande admirador da música de Wagner e apropriou-se de alguns de seus aspectos para a glorificação dos ideais do nazismo.
https://www.infopedia.pt/dicionarios/li ngua-portuguesa/nazista
Nunca li, nem irei ler, algo de saramago por saber o que não fez na vida. Um ser que não prestava.
ao
Pois faz bem mal. Ideologias à parte é um bom escritor.
> é um bom escritor
Deve melhorar imensamente em tradução. Olhei para algumas páginas dos livros, nada me fez lê-los. Li uma entrevista extensa, não encontrei uma ideia que valesse um chavo – o extracto acima não desmerece.
Nem é pela ideologia, acho o Marx um bom poeta – terrível economista, teólogo medíocre, mas a poesia fez os danos que se sabem (o Shelley não estava muito errado).
Vai ver que começou a ler Saramago com o pé esquerdo…
Li vários livros de Saramago e nenhum deles tratava de política.
Gostei de todos especialmente O Ensaio Sobre a Cegueira e o
filme estava à altura da obra.
Exactamente.
“Privatize-se principalmente e sempre a TAP…”
Ora aqui está uma boa ideia e se aproveitarem a boa experiência dos CTT quando comprarem um bilhete de avião levam logo grátis um molho de brócolos.
Os CTT só tiveram interesse por causa da criação do Banco CTT. A Caixa Postal estava mesmo a pedir e com os pagamentos de serviços e do Estado era favas contadas. E foi.
Pois foi, favinhas contadas mesmo e o povo então nem lhe digo ficou muito melhor servido com a privatização, as encomendas ao pé das cebolas, as cartas registadas no balcão dos doces ou então nas papelarias ao lado da máquina do euromilhões.
Não há dúvida que a privatização dos CTT foi um êxito.
Tenho para mim que iremos privatizar a TAP e que outro iluminado-que-nem-este, voltará a nacionalizar a companhia em nome de um qualquer patriotismo bacoco de cabeça de cartaz eleitoral. Mas este filme tem tido diversos remakes desde o cinema mudo, sempre com desprestígio para a transportadora nacional e nunca para os seus gestores, os quais se encheram grandemente à conta de contrapartidas abismais.
Saramago – que conheço desde menino como uma erva daninha – só me provoca raiva, sobretudo quando hesito onde colocar uma vírgula,, e repulsa, quando me lembro do comissário político alcandorado a sub-director e saneador de jornalistas.
A TAP não é muito diferente. Entre empresas, institutos, parcerias, comissões, observatórios, autoridades, etc. tudo financiado com dinheiros públicos, a TAP veio desvendar a elevação , competência e respeito institucional, como serão geridas. Embora, quero crer, mais nenhuma com uma chefe de gabinete às cavalitas da mochila do assessor e a convocar o SIS.
O cérebro humano consegue adaptar-se muito bem àquilo que se convencionou chamar pontuação ou à falta dela. E há ai da a considerar que a novela romanceada :A TAP” é muito mais longa e desesperante do que todos is livros de Saramago juntos e não se lhe prevê um bom fim.
O homem e muitos dos livros que escreveu não se podem confundir Francisco. Ou não devem, a meu ver.