Pressões feministas põem fim a uma das mais conhecidas tradições da imprensa britânica: a página 3 do tablóide The Sun, existente há 44 anos na versão “arejada”
0 comentários em “Je suis Sun”
Arejada para ti. Habituados que estão a ver toda a comunicação tratada em função dos seus gostos e interesses, os homens esquecem-se que mais de metade da população é constituída por mulheres que não têm qualquer prazer em ver mamas e traseiros de damas por todo o lado!
Caro De Pois, pois: Os tipos lá do jornal são pouco espertos para conquistar fregueses. É o que você diz. Não tenha pena deles, eles sabem o que fazem desse ponto de vista. Eu detesto o puritanismo de sacristia.
Só compra o Sun quem quer. Eu nunca comprei nem compraria: não faz o meu género de jornal. Mas acho espantoso ver tantas e tantos “charlies”, já esquecidos das manifestações em defesa da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão, aplaudirem isto usando argumentos similares – o respeitinho, a tolerância, o bom gosto – aos dos maometanos inflamados contra a mais recente capa do ‘Charlie Hebdo’.
O ideal era vivermos num mundo de quotas, com as gavetas todas arrumadinhas e distribuídas pelas etiquetas de turno, sem os sobressaltos, as discrepâncias, as assimetrias, as asperezas e as dissonâncias do mundo real. Tornava tudo muito mais fácil – incluindo os critérios editoriais dos jornaizzzzzzzz e das revistazzzzzzzzzzzz. Mas não está a esquecer nada nesse inventário, cara Feministra ( Ups, perdão, Feminista…) ?
Tem toda a razão, Pedro. Há gente que só gosta de um mundo monótono, sem rasgos e chato. Mas a vida brota e pulula por todo o lado, Cá por mim que vivam as mamas. As mulheres que dêem vivas àquilo de que gostarem ou a nada. Eu elogio as mamas. Faço-o mais ou menos clandestinamente porque sei o que me pode acontecer. Isto daqui a nada está como nas caricaturas de Maomé. Para alguns dizer piropos deve ser crime maior do que gozar com caricaturas do profeta. Viva a liberdade: quem não gosta que não coma. Vivam as mulheres e todo o seu equipamento feminino. Viva o piropo. Mesmo o grosseiro, há que só o admita se for delicado e polido.
É, isso deixa um gajo cheio de … queria arranjar uma palavra delicada para tusa mas não consigo e assim deixo a frase incompleta.
Chame-se como se chamar, é um atentado aos direitos do trolha.
Quotas, pois, que é para corrigir as distorçoezinhas. São tantas que até as confundem – convenientemente – com normalidade. Já fui contra, mas agora percebo que quando as coisas não vão a bem, tem que se forçar. Se não nunca mais se chega lá. O “mundo real” não é só dos homens, por isso o que seria normal era o mercado não se reger quase exclusivamente pelos seus gostos e fetiches.
Mas já há muitas revistas que só interessam às mulheres. Quer acabar com as que interessam aos homens? Vai perder a cartada. Óbviamente. Sobretudo se entra na zona do sexo. O impulso masculino é muito forte. Um bocadinho de inteligência ajuda.
Pois. Mas, conforme fez notar Francisco Seixas da Costa no seu blogue, o Charlie Hebdo publicava bonecos a gozar com o catolicismo e com o islamismo, mas há já muitos anos que deixara totalmente de publicar bonecos a gozar com o judaismo. E também deixara de publicas bonecos a gozar com os pretos e com os asiáticos. E porquê? Porque em França há leis (que não ofendem a liberdade de expressão, de forma nenhuma!) que castigam o racismo e o antissemitismo. Sendo que essas leis podem ser interpretadas de forma muito lata – por exemplo, gozar com o judaismo é entendido como uma forma de antissemitismo. Portanto, isso do “Je suis Charlie” é tudo uma grande treta. A França há muito que impõe fortes limites à liberdade de imprensa, e o Charlie seguia esses limites. Batia nos muçulmanos porque esses eram (e são) fair game.
«O movimento Topless In Rio, que tem como objetivo apontar o dedo ao machismo, organizou uma manifestação na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, na passada terça-feira. Ao todo, sete mulheres em topless e outras oito a envergar t-shirts com a imagem de seios à mostra desafiaram a lei brasileira.» (Observador)
No Carnaval (que já começou) também será puribido o topelesse? E o fio dental, não é entredito?
Arejada para ti. Habituados que estão a ver toda a comunicação tratada em função dos seus gostos e interesses, os homens esquecem-se que mais de metade da população é constituída por mulheres que não têm qualquer prazer em ver mamas e traseiros de damas por todo o lado!
Porreiro, compram outro jornal.
Caro De Pois, pois:
Os tipos lá do jornal são pouco espertos para conquistar fregueses. É o que você diz. Não tenha pena deles, eles sabem o que fazem desse ponto de vista. Eu detesto o puritanismo de sacristia.
Só compra o Sun quem quer. Eu nunca comprei nem compraria: não faz o meu género de jornal. Mas acho espantoso ver tantas e tantos “charlies”, já esquecidos das manifestações em defesa da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão, aplaudirem isto usando argumentos similares – o respeitinho, a tolerância, o bom gosto – aos dos maometanos inflamados contra a mais recente capa do ‘Charlie Hebdo’.
Bem, muitos foram Charlie só para irem com os outros mas, no fundo, gostam é de respeitinho.
É muito bonito. O respeitinho.
Merda para as pressões feministas. Tornam o mundo mais desinteressante.
Joana Cruz
De acordo (daí o meu profund…. bocej……….
Joana:
Deve ter sido influência da nossa “amiga” f. câncio, a perigosa.
Amélia Rêgo Neves
Só aprovo manutenção da página caso ela passe a alternar de edição para edição homens nus e mulheres nuas, para eu me sentir arejada também.
Aí eu deixo de comprar. Só me interessa o corpo feminino. É bonito e não merece andar escondido.
O ideal era vivermos num mundo de quotas, com as gavetas todas arrumadinhas e distribuídas pelas etiquetas de turno, sem os sobressaltos, as discrepâncias, as assimetrias, as asperezas e as dissonâncias do mundo real. Tornava tudo muito mais fácil – incluindo os critérios editoriais dos jornaizzzzzzzz e das revistazzzzzzzzzzzz.
Mas não está a esquecer nada nesse inventário, cara Feministra ( Ups, perdão, Feminista…) ?
Tem toda a razão, Pedro. Há gente que só gosta de um mundo monótono, sem rasgos e chato. Mas a vida brota e pulula por todo o lado, Cá por mim que vivam as mamas. As mulheres que dêem vivas àquilo de que gostarem ou a nada. Eu elogio as mamas. Faço-o mais ou menos clandestinamente porque sei o que me pode acontecer. Isto daqui a nada está como nas caricaturas de Maomé. Para alguns dizer piropos deve ser crime maior do que gozar com caricaturas do profeta. Viva a liberdade: quem não gosta que não coma. Vivam as mulheres e todo o seu equipamento feminino. Viva o piropo. Mesmo o grosseiro, há que só o admita se for delicado e polido.
Nada como o andar bamboleante de uma burca a caminhar debaixo de um andaime para silenciar todos os piropos.
É, isso deixa um gajo cheio de … queria arranjar uma palavra delicada para tusa mas não consigo e assim deixo a frase incompleta.
Chame-se como se chamar, é um atentado aos direitos do trolha.
Quotas, pois, que é para corrigir as distorçoezinhas. São tantas que até as confundem – convenientemente – com normalidade. Já fui contra, mas agora percebo que quando as coisas não vão a bem, tem que se forçar. Se não nunca mais se chega lá.
O “mundo real” não é só dos homens, por isso o que seria normal era o mercado não se reger quase exclusivamente pelos seus gostos e fetiches.
Mas já há muitas revistas que só interessam às mulheres. Quer acabar com as que interessam aos homens? Vai perder a cartada. Óbviamente. Sobretudo se entra na zona do sexo. O impulso masculino é muito forte. Um bocadinho de inteligência ajuda.
Pois.
Mas, conforme fez notar Francisco Seixas da Costa no seu blogue, o Charlie Hebdo publicava bonecos a gozar com o catolicismo e com o islamismo, mas há já muitos anos que deixara totalmente de publicar bonecos a gozar com o judaismo. E também deixara de publicas bonecos a gozar com os pretos e com os asiáticos. E porquê? Porque em França há leis (que não ofendem a liberdade de expressão, de forma nenhuma!) que castigam o racismo e o antissemitismo. Sendo que essas leis podem ser interpretadas de forma muito lata – por exemplo, gozar com o judaismo é entendido como uma forma de antissemitismo.
Portanto, isso do “Je suis Charlie” é tudo uma grande treta. A França há muito que impõe fortes limites à liberdade de imprensa, e o Charlie seguia esses limites. Batia nos muçulmanos porque esses eram (e são) fair game.
A página 3 ainda vai mostrar lindonas de burca.
Alá o ouça. E prefiro sem burca.
É o último grito da moda. De burca e A-47. Um coqueteil explosivo.
«O movimento Topless In Rio, que tem como objetivo apontar o dedo ao machismo, organizou uma manifestação na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, na passada terça-feira. Ao todo, sete mulheres em topless e outras oito a envergar t-shirts com a imagem de seios à mostra desafiaram a lei brasileira.» (Observador)
No Carnaval (que já começou) também será puribido o topelesse? E o fio dental, não é entredito?
O fio dental é recomendado pelos melhores ondotologistas. No Carnaval português denomina-se frio dental.
Não sei se o problema está nas feministas ou nos feministas, Pedro. Cá para mim o puritanismo vitoriano foi absorvido por alguns nestes quadrantes.
O regresso do Iluminismo, que acreditava no aperfeiçoamento humano através da engenharia social racional, vai bater novamente com os burros na água.
É a vitória dos vitorianos, Vento. E do puritanismo que os pariu.
Caro Pedro, esta é de antologia. XD
Afinal o ‘Sun’ voltou a destapar-se. Lá dará a virtuosa Vitória mais uma voltinha na tumba.
A destruição de uma cultura e muitos batem palmas por serem todos mais iguais.
Batem no peito a dizer que são “Charlie” mas querem proibir tudo.
Voltaram!
Já dei nota lá em cima. Uma vitória da liberdade de imprensa contra os esbirros censórios. E as esbirras também.