Já li o livro e vi o filme (93)


Pedro Correia,

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UMA ABELHA NA CHUVA (1953)

Autor: Carlos de Oliveira

Realizador: Fernando Lopes (1972)

Um romance exemplar do neo-realismo tardio transposto para a tela como uma metáfora do salazarismo: um país a preto-e-branco, resignado e melancólico. Livro e filme tornaram-se indissociáveis. E merecem ser revisitados.

0 comentários em “Já li o livro e vi o filme (93)”

  1. Li o livro e vi o filme (na tv) já há imenso tempo. Posso reler o livro, tenho-o cá em casa, o filme é que é mais difícil.
    Também gosto muito do Carlos de Oliveira poeta.
    🙂 Antonieta

    1. Também aprecio muito o Carlos de Oliveira como poeta. Há aliás um poema dele (‘Livre’) que incluo sem hesitar entre os 100 poemas da minha vida (hum… penso agora que também dá uma série aqui no DELITO, mais uma).
      ‘Casa na Duna’, outro romance dele, é um dos melhores textos da ficção portuguesa do século XX.

      1. “Não há machado que corte a raiz ao pensamento…” – é este, não é?
        Musicado pelo Manuel Freire, tal como a ‘Pedra Filosofal’, outro grande poema mas do António Gedeão.
        Avance com a série, Pedro, mas aposto que os 100 depressa passarão a 200.
        🙂 Antonieta

        1. Vou pensar nisso, Antonieta. Estas trocas de impressões nas caixas de comentários também servem para isso. Um autêntico ‘brainstorming’, como agora se diz em português corrente.

  2. Mensagem destinada ao leitor Fernando Torres: aprovei o seu segundo comentário, expurgado de gralhas, conforme o seu pedido, eliminando o primeiro. Mas por algum motivo não conseguimos lê-lo aqui, embora esteja incluído na contabilidade do blogue (há mais um comentário registado do que aqueles que estão à vista: é o seu).
    Ignoro por que motivo isto sucede. Mas se quiser ter a maçada, repita-o aqui. Talvez apareça finalmente.

  3. Olá Fernando Torres,

    Caro Pedro Correia, Antes de mais, aceite um grande pedido de desculpas, por utilizar esta entrada sobre Carlos de Oliveira, outro grande vulto português das letras, que viveu cá para as minhas bandas. Não me posso deixar de indignar com o que acabei de ler e ainda não vi publicado, nem aqui, noutros espaço que da rede que frequento. Isto: http://zap.aeiou.pt/piada-de-galamba-com-cara-de-passos-gera-indignacao-no-psd-106292 Ora este senhor é deputado da nação, eleito pelo círculo eleitoral de Coimbra, mas não me recordo de o ver por cá aquando das inundações de Janeiro e Fevereiro, do presente ano, que isolaram populações, que causaram danos. Haja decoro!

    1. Ainda bem que repetiu o comentário entretanto “engolido” pelo sistema informático, caro Fernando Torres. Acaba por vir a propósito, de algum modo, pois Carlos de Oliveira sempre manteve uma ligação forte com Coimbra. Ao contrário de certos deputados eleitos por esse círculo, ao que parece.
      Um forte abraço.

  4. São ambos maravilhosos. Primeiro, no Rivoli, vi o filme, que considero um dos melhores de Fernando Lopes, em parte devido à notável interpretação de Laura Soveral (acabei por comprá-lo em DVD). Curiosamente, dos livros de Carlos de Oliveira que li (não li toda a sua obra, muito longe disso), também é o meu preferido.

    1. Carlos de Oliveira tem uma obra curta mas singular e relevante – no romance e na poesia, sobretudo. Infelizmente, como sucede com outros autores (Rodrigues Miguéis, Namora, Abelaira), quase desapareceu dos circuitos editoriais portugueses e, portanto, da convivência com gerações mais jovens de leitores. Hoje só consigo encontrar livros dele nos alfarrabistas.
      De acordo, Carlos: a interpretação de Laura Soveral é notável. Pelo olhar, pelo gesto contido, pelos silêncios tão expressivos. Uma das melhores interpretações femininas do cinema português.

      1. Há dias vi na Bertrand ‘Uma Abelha na Chuva’ numa edição recente (2013) da Assírio & Alvim.
        Parece que está recomendado pelo PNL para leitura autónoma no Ensino Secundário.
        Agora só falta os jovens lerem…
        🙂 Antonieta

        1. Sendo assim, Antonieta, só posso congratular-me. A verdade é que, frequentando eu livrarias todos os dias, há muito que não me recordo de ver obras de Carlos de Oliveira em destaque. Nem de Namora, ou Manuel da Fonseca, ou Rodrigues Miguéis, ou Mário Dionísio, ou Abelaira, ou David Mourão-Ferreira – ou de vários outros escritores portugueses que deviam estar sempre acessíveis e disponíveis para leitores de todas as idades.

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