Já li o livro e vi o filme (84)


Pedro Correia,

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LOVE STORY

Autor: Erich Segal  (1970)

Realizador: Arthur Hiller (1970)

Como é que uma novela tão esquálida esteve 41 semanas na lista dos livros mais vendidos do New York Times? O mistério dissipa-se se a associarmos ao êxito do filme, que estreou pouco depois. Inesquecível melodrama de uma geração.

0 comentários em “Já li o livro e vi o filme (84)”

  1. Ainda hoje não percebi bem porquê mas, nos finais da década de 1970 / inícios da de 80 (época em que comecei a prestar atenção a cinema), Ali MacGraw fascinava-me. Não seria certamente por causa deste filme. Talvez por “The Getaway” ou “Convoy”.
    Quanto ao livro, li-o também no início da década de 1980, numa versão resumida da Reader’s Digest. Confesso-o envergonhado mas, na verdade, não julgo que os cortes o tenham feito muito pior…

    1. Típica literatura de aeroporto, José António. Mas confesso uma irreprimível nostalgia pelo filme, pela canção do Francis Lai e sobretudo pela Ali McGraw, que foi uma das mulheres da minha vida no cinema. Gostei dela sobretudo nesses dois filmes que mencionas: ‘The Getaway’ e ‘Convoy’.
      Não voltarei a vê-los, já decidi. Para que o encantamento jamais se quebre.

      1. De certeza? Posso enviar-tos. 🙂

        O “The Getaway” (que tenho em DVD) continua um excelente filme (bastante melhor do que a versão Baldwin/Basinger). Já o “The Convoy” (que arranjei há pouco tempo em Blu-ray) está longe de ser uma obra-prima mas encaixa-se facilmente nos prazeres culposos (que geram sempre mais prazer do que culpa).

    1. E a música? Cantei-a tantas vezes em caraoques até ficar rouco.
      “With her first hello / She gave new meaning / To this empty world of mine / There’ ll never be /Another love, another time / She came into my life / And made the living fine / She fills my heart / She fills my heart…”

  2. Este filme ainda agora, depois de tanto tempo me faz rebentar os diques …
    Porque é terno, porque é puro, porque me faz sentir vulnerável demais.
    O livro iniciou-me num processo de decadência literária, no qual lia todo e qualquer romance de cordel, desde que retratasse uma grande paixão, de preferência muito sofrida e de preferência com uma forte componente carnal.
    A música é doce, na voz da Shirley Bassey ou do Andy Williams ( para mim os melhores) e ainda a sei de cor e salteada 🙂 🙂 🙂

  3. Curiosas palavras do autor:
    “Actually, I have always felt this to be a book about a young couple, but even more about a father and son. When I wrote it America was in the midst of a total generation war (Vietnam, Woodstock, Haight Ashbury etc.). The relationship between Jenny and Phil contrasted sharply with that of Oliver and his father, and I think that the universal appeal may have lain in the reconciliation of the generations at the end of the book.”

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