Meia-idade


escafandro,

No que me diz respeito, chegar perto dos cinquenta e começar a apreciar raparigas com idade para serem minhas filhas gera uma perturbação não mais do que ligeira. Pior é perceber que algumas delas são filhas de amigas e/ou colegas que fizeram – e, em muitos casos, ainda fazem – parte das minhas fantasias.

0 comentários em “Meia-idade”

  1. Pois, meu caro José António, chegar aos 50 tem destas coisas.
    Já lá cheguei no dia 20 de Fevereiro.
    Recordar é viver!

    1. Eu cheguei em Maio mas 1989!! Nesse tempo olhava para as gajas (velhas e novas, tudo marcha) e hoje continuo…apesar de a pedalada já não ser muito forte. Um belo par de mamas … é de tarar.

      1. “…apesar de a pedalada já não ser muito forte.”

        Quanto menor é a “pedalada” mais e melhor se “olha” !…

        1. Fernando, só para dizer que acabei de deixar um comentário em resposta ao seu no post do Sérgio em 28-02. A demora deve-se a mais uma de minhas viagens.
          Faço notar ainda que deve retirar ao crescimento de 2015 (0,9 em 2014 + 0,6 em 2015 face a 2014) a queda que existiu em 2013. Ou seja, a economia mantem-se em 2015 nos mesmos níveis anteriores.

  2. Podia pedir os parabéns doutra maneira.
    O seu caso é mais para partilhar numa cama de psiquiatra.
    A mim, não me interessa nada.
    Por isso, não lhe dou os parabéns.
    Mas dou-lhos pelo aniversário.
    Parabéns!

  3. apreciar raparigas com idade para serem minhas filhas gera uma perturbação

    A perturbação não é apreciá-las. A perturbação é saber que já não se tem pedalada para elas.

    1. É impossível responder a este género de comentários de forma elegante: ou se reforça a mensagem (“a quem o diz…”) ou se passa uma triste imagem de macho espicaçado (“fale por si”). Pelo que… nada, é só isso.

        1. Não ler lavoura é uma forma de higiene. Eu não leio. Li a tréplica, que me levou à réplica e alto! Não responder ao lavoura seria o corolário ostracizante.
          Cumpts.

  4. ‘la maladie de la cinquantaine’
    ou
    ‘démon du Midy’
    dizia-se outrora

    ou trocar uma velha de 50 por duas novas de 20

      1. como vivemos num mundo ainda machista
        nunca se fala na andropausa
        também chamado mal murcho
        ou Serafim de Carvalho

        anedota da análise clínica
        sspm
        ou
        só serve para mijar

  5. Parabens pela coragem em falar publicamente nestas suas fantasias !
    É um exercicio arriscado !…
    Por exemplo, eu apenas posso dizer aqui que obviamente não “olho” para as “raparigas com idade para serem minhas filhas” e nem sequer para as “amigas e/ou colegas”, apenas para a minha querida e eternamente bela esposa !!…

    1. Concordo com a primeira parte (a do exercício arriscado).
      Com o resto pasmo. Ou tem um grande auto-controle ou está a disfarçar uma vez que põe o nome apesar de não gostar de arriscar. Ou… qualquer coisa de estranho e muito esquisito se passa.

    2. Diria que “o risco é a minha profissão” mas nunca tive nem grande coragem nem jeito para o desenho. Assim sendo, direi apenas que, em tempos um tudo-nada menos politizados, este género de textos não me era atípico.

      Por exemplo:
      http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/5916017.html
      http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/5563974.html
      http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/5276305.html
      http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/5010058.html
      http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/4805163.html
      http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/4711678.html
      http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/4606845.html
      http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/3941440.html

      Há mais, especialmente dos tempos em que eu não escrevia no Delito, mas já chega. Ou, pronto, só mais este, que versa o mesmíssimo tema:
      http://escafandro.blogs.sapo.pt/300658.html

      E continue a olhar exclusivamente para a sua esposa. Ela certamente merece.

      1. Efectivamente, José António, o seu mal está bem instalado, não tem cura !…

        Quanto à esposa, não merece … mas eu sou assim !…

  6. Nos homens os 50 são os novos 40.
    Nas mulheres os 50 continuam a ser os 60. É só uma piada. Não sou misógino.

    1. Olhe que não. Nas mulheres é que são os novos 40. Talvez mesmo 35. Os homens degastam-se mais – eventualmente (isto pode correr mal…) por causa da acção das mulheres. Até continuam a morrer mais novos…

  7. Caro José António Abreu,
    o que escreve é motivo para pedir alguém em casamento que não as ditas raparigas, mas sim algo parecido com isto ( https://dl.dropboxusercontent.com/u/19728338/digitalizar0004.pdf ), já o contrário do que escreve… sim é um motivo maior para fantasiar.

    Se me permite, altero:

    «No que me diz respeito, chegar perto dos cinquenta e começar a ser apreciado por raparigas com idade para serem minhas filhas gera uma perturbação não mais do que ligeira. Pior é perceber que algumas delas são filhas de amigas e/ou colegas que fizeram – e, em muitos casos, ainda fazem – parte das minhas fantasias.»

    P.S.: Parabéns pelo seu divertido texto que li neste fim de tarde!
    O texto cujo link envio foi publicado no Expresso, 15 de Janeiro de 2001, suplemento Atual, p. 36

    1. O texto do Veríssimo é divertido mas, ainda assim, parece-me que certas coisas dispensam a formalidade do casamento, operando perfeitamente no plano da relação de facto (ou, para quem já casado, da relação extraconjugal).

      Quanto às suas alterações ao meu postezito, parabéns: abrem de facto todo um universo de possibilidades. Hélas, no que me diz respeito obrigam a transitar para o reino da ficção…

      🙂

  8. O que nais me espanta é que não haja nenhuma feminista assanhada a comentar que isto é tudo machismo. Essas costumam confundir machismo com impulso sexual mas agora calaram-se.

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