Já li o livro e vi o filme (61)


Pedro Correia,

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BLOW-UP (1959)

Autor: Julio Cortázar

Realizador: Michelangelo Antonioni (1966, Grande Prémio do Festival de Cannes)

Um filme fascinante, vagamente baseado num conto parisiense de Cortázar intitulado Las Babas del Diablo e transposto para a Swingin’ London que marcava a moda europeia nos anos 60.

0 comentários em “Já li o livro e vi o filme (61)”

  1. Vi o filme várias vezes, há muitos anos, mas só em Julho/2014 é que tive oportunidade de ler o conto ‘As Babas do Diabo’, incluído no livro ‘As Armas Secretas’ do Julio Cortázar.
    Fica aqui o meu agradecimento à Cavalo de Ferro pela reedição das obras deste escritor que tanto aprecio.
    Nem sei dizer se gosto mais do livro ou do filme: gosto muito de ambos.
    🙂 Antonieta

    1. Eu gosto dos filmes de Antonioni, genericamente. Mas gosto ainda mais da obra de Cortázar – sobretudo ao nível da ficção curta, impropriamente relegada para a condição de parente pobre do romance. Neste caso sou capaz de eleger o filme, embora o conto fique a curta distância.

      1. Os actores eram muito bons e o David Hemmings era lindo de morrer (okay, a Vanessa Redgrave também).
        Fui pesquisar e descobri que ele morreu em 2003, com 62 anos, e que era um ‘velhote gorducho’ com umas sobrancelhas farfalhudas… Tem razão, Pedro, às vezes é melhor ficar com as imagens do passado…
        Ainda não me recompus.
        🙂 Antonieta

        1. A Vanessa, aqui no início de carreira, viria a revelar-se ainda mais deslumbrante num filme rodado dois ou três anos depois: ‘Isadora’. Mas também envelheceu muito mal. Do David Hemmings lembro-me pouco, quase nada.

          1. Vá lá, Pedro, era o actor principal, aquele que fotografava a Redgrave e a Jane Birkin.
            Agora a sério, ele envelheceu mesmo mal, ao menos a Redgrave continuou elegante e uma excelente actriz.
            A ‘Isadora’ é um dos meus filmes preferidos, comprei o dvd não há muito tempo e foi um prazer revê-lo.
            🙂 Antonieta

          2. Hei-de rever um dia destas a ‘Isadora’: presumo que não vou desiludir-me. Gosto muito da música deste filme, suponho que composta pelo Maurice Jarre.

    1. Prefiro não revisitar certos filmes para não me acontecer o que várias vezes já sucedeu: perderem o fascínio que eu sentia por eles. O nosso olha muda – e com ele também a nossa visão de muitos filmes. Com os livros isto também acontece, embora em grau menor.

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