BLOW-UP (1959)
Autor: Julio Cortázar
Realizador: Michelangelo Antonioni (1966, Grande Prémio do Festival de Cannes)
Um filme fascinante, vagamente baseado num conto parisiense de Cortázar intitulado Las Babas del Diablo e transposto para a Swingin’ London que marcava a moda europeia nos anos 60.

![5601072408944[1].jpg 5601072408944[1].jpg](http://7.fotos.web.sapo.io/i/Bb60934e6/19127959_bnOC9.jpeg)
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Vi o filme várias vezes, há muitos anos, mas só em Julho/2014 é que tive oportunidade de ler o conto ‘As Babas do Diabo’, incluído no livro ‘As Armas Secretas’ do Julio Cortázar.
Fica aqui o meu agradecimento à Cavalo de Ferro pela reedição das obras deste escritor que tanto aprecio.
Nem sei dizer se gosto mais do livro ou do filme: gosto muito de ambos.
🙂 Antonieta
Eu gosto dos filmes de Antonioni, genericamente. Mas gosto ainda mais da obra de Cortázar – sobretudo ao nível da ficção curta, impropriamente relegada para a condição de parente pobre do romance. Neste caso sou capaz de eleger o filme, embora o conto fique a curta distância.
Os actores eram muito bons e o David Hemmings era lindo de morrer (okay, a Vanessa Redgrave também).
Fui pesquisar e descobri que ele morreu em 2003, com 62 anos, e que era um ‘velhote gorducho’ com umas sobrancelhas farfalhudas… Tem razão, Pedro, às vezes é melhor ficar com as imagens do passado…
Ainda não me recompus.
🙂 Antonieta
A Vanessa, aqui no início de carreira, viria a revelar-se ainda mais deslumbrante num filme rodado dois ou três anos depois: ‘Isadora’. Mas também envelheceu muito mal. Do David Hemmings lembro-me pouco, quase nada.
Vá lá, Pedro, era o actor principal, aquele que fotografava a Redgrave e a Jane Birkin.
Agora a sério, ele envelheceu mesmo mal, ao menos a Redgrave continuou elegante e uma excelente actriz.
A ‘Isadora’ é um dos meus filmes preferidos, comprei o dvd não há muito tempo e foi um prazer revê-lo.
🙂 Antonieta
Hei-de rever um dia destas a ‘Isadora’: presumo que não vou desiludir-me. Gosto muito da música deste filme, suponho que composta pelo Maurice Jarre.
Já li o livro e vi o filme há muito tempo. Sei que gostei muito de ambos. Talvez seja uma boa altura para reler e rever.
Prefiro não revisitar certos filmes para não me acontecer o que várias vezes já sucedeu: perderem o fascínio que eu sentia por eles. O nosso olha muda – e com ele também a nossa visão de muitos filmes. Com os livros isto também acontece, embora em grau menor.
O filme gostei muito, não sabia que se baseava num conto de Cortazar com um nome tão diferente, mas assumo a minha falha, nunca li nada dele.
É um enorme escritor, Carlos. Agora finalmente – e felizmente – muito bem editado entre nós, pela Cavalo de Ferro.