AS SANDÁLIAS DO PESCADOR (1963)
Autor: Morris West
Realizador: Michael Anderson (1968)
Romance profético do escritor australiano, centrado num novo Papa que vem do Leste comunista e aproxima a Igreja do cidadão comum, numa antevisão dos pontificados de João Paulo II e Francisco. O livro é superior ao filme.



Nunca li o livro embora tenha visto o filme várias vezes na televisão.
Parece que perdi o melhor.
🙂 Antonieta
Gostei muito do livro, lido na adolescência. Vi o filme mais tarde, soube-me a ‘déjà vu’. E Anthony Quinn, que eu tinha visto no cinema como Zorba, Gauguin e o irmão de Zapata, não me convenceu como Papa.
Entre Zapata, Papa e Zorba, é Zorba, o grego que representa melhor Antony Quin.
Brutal aos olhos de hoje, aquele quadro de dança louca, alegoria do siryza, os gregos loucos, com 40 anos de antecedência.
Zorba é uma das grandes personagens do cinema – magnífica interpretação de Anthony Quinn. Adorei o filme, visto há muitos anos num cinema de Almada (quando havia filmes de ‘reprise’, nos meses de Verão). Só não o menciono nesta série porque não li o livro.
O livro nunca li, o filme vi-o há muitos anos atrás… um papa do leste talvez mais para massificar a divulgação da sua mensagem e lutar pelo fim de um regime ditatorial, um papa do sul talvez para lutar mais pelo homem comum e pelo fim de outro sistema ditatorial.
Livro e filme fizeram enorme sucesso na década de 60. Estão ambos datados, nem sempre no melhor sentido da expressão. Mas o filme envelheceu de forma mais evidente.
Só vi o filme, há muuuuitos anos. Na altura, adorei, tinha-se uma outra ideia da figura do papa e achei esta visão muito inovadora. Não sei como reagiria agora, talvez uma boa razão para o rever 😉
À época, o enredo do livro parecia insólito. Vivia-se a transição entre dois Papas: João XXIII e Paulo VI. Teríamos no entanto de esperar década e meia para parte desta obra profética se cumprir, com a inesperada eleição de um líder do Vaticano vindo da chamada “igreja do silêncio”, no Leste da Europa, submetida à opressão comunista – um Papa que combateu dois sistemas totalitários.
Teríamos de esperar ainda mais para que se materializasse outro aspecto antecipado no romance: o de um Sumo Pontífice capaz de se aventurar nas ruas de Roma, reflectindo-se de algum modo no cidadão comum, e consciente como ninguém de que a Igreja só sobrevive se souber mergulhar no mundo embora sem se confundir com ele.
E o lendário Auda, no ” Lawrence” (já se sabe de onde…).
Outro papel inesquecível. Num dos mais belos filmes de sempre.
Não li o livro. Fui ver o filme com o meu pai ao Monumental.
Era um filme para crescidos, que depois de crescida revejo sempre que posso, porque para além das maravilhosas recordações que me traz, tem uma mensagem que ninguém conseguiu fazer passar, apesar das boas intenções dos últimos papas.
Eu era muito miúdo e lembro-me de ver os cartazes (para mim enormes) nas imponentes colunas exteriores do Monumental. Cartazes com os rostos do Laurence Olivier, do Anthony Quinn e – o que mais fixei – do actor David Janssen, célebre na altura por ser o protagonista da série televisiva ‘O Fugitivo’. Hoje ninguém se lembra dele.
Não vi o filme: era novo de mais para isso. Viria a vê-lo uns 20 anos depois, na TV.