É preciso ter memória quando se fala do OE 2016 (3)


Sérgio de Almeida Correia,

“Neste momento, os cálculos de que dispomos sugerem que não há qualquer necessidade de medidas adicionais de austeridade” – Vítor Gaspar, ex-ministro das Finanças, 20/12/2011 

0 comentários em “É preciso ter memória quando se fala do OE 2016 (3)”

  1. S. A. Ribeiro:
    E não houve, pois, como todos deviam saber, desde 2011 só houve um ligeiríssimo aumento de impostos, a par de um ligeiríssimo corte nos ordenados, pensões e outros benefícios sociais.
    Para não falar nos ligeiríssimos cortes na Saúde, Educação e praticamente todos os ministérios.
    E orçamentos rectificativos nem um durante os últimos 4 anos (ou terá havido 8?)
    Tudo o que foi feito de contenção de despesa pelo anterior governo, tal como o que terá de ser feito por este é necessário.
    Pelo que é gratuito e infantil este tipo de acusações de parte a parte.
    O que se deve discutir é a eficácia e a justiça das medidas do último governo.
    E agora deste, mas tem de se lhe dar um tempinho para ver os resultados.
    Tudo o resto é uma discussão perfeitamente inútil, dispensável.

  2. Não é necessário recuarmos ao trágico ano de 2011 para falarmos do OE 2016.
    Basta ver e ouvir este video para a gente se rir um bocado com o que o 1º ministro em 2016 diz do orçamento que apresenta.

    http://oinsurgente.org/2016/02/14/e-impossivel-enchouricar-mais-barretes-em-122-do-que-costa-neste-video/

    Em termos gerais o OE não é mais do que a lista das receitas que o estado prevê arrecadar por um lado, ou seja, o dinheiro dos nossos impostos, e por outro quanto é que o estado prevê gastar com o dinheiro das receitas, mais o dinheiro que tem que ir pedir emprestado para cobrir as despesas que faz a mais para além do que recebe dos nossos impostos.
    E aqui é que a porca torce o rabo: andamos há uma data de anos a gastar mais do que pagamos em impostos, que já é muitìssimo, e todos os anos temos de andar de mão estandida nos mercados financeiros a pedir emprestado , porque precisamos de dinheiro para ir rolando a monstruosa divida que acumulàmos e porque não temos economia para sustentar o estado guloso e anafado que nos rege. E cada vez mais guloso porque este governo para comprar uns votos em futuras e talvez breves eleições, resolveu mais uma vez fazer o fatal como o destino aumentozinho de impostos.
    E não saímos disto, o que e com todo o respeito, torna estes posts que são muito engraçados, perfeitamente inúteis. Não somos capazes de discutir o essencial e passamos a vida a falar do acessório.
    Já agora permita-se-me a ousadia de uma previsão para as contas de 2016: com base no que se conhece deste orçamento, vamos ter um crescimento da economia entre 0,8-1,2% e um defice entre 3-3,5%.
    Se Deus quiser daqui a uma ano ainda aqui estaremos todos, e este comentário há-de estar guardado nos arquivos do Delito. Oxalá que então alguém se queira dar ao trabalho de mo recordar para provar que afinal eu estava enganado.

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