Já li o livro e vi o filme (50)


Pedro Correia,

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UM CRIME NO EXPRESSO DO ORIENTE (1934)

Autora: Agatha Christie 

Realizador: Sidney Lumet (1974)

Talvez o melhor policial de Agatha Christie filmado por mão competente e um elenco repleto de estrelas. Mas Albert Finney não convence como Poirot.

0 comentários em “Já li o livro e vi o filme (50)”

  1. Li quase todos os livros da Agatha Christie e este filme ainda o vi no cinema, tal como a Morte no Nilo (que adorei).
    Este Poirot também não me convenceu, o Peter Ustinov é muitíssimo melhor.
    Revi estes dois filmes várias vezes, na tv, em K7 e em dvd. Aliás não perco nenhum filme ou série da AC, nunca me canso de os rever.
    🙂 Antonieta

      1. Ustinov era um grande actor e um ser humano admirável, vou ficar à espera do relato desse encontro.
        Voltando ao Expresso do Oriente, vi recentemente (em dvd) a versão deste filme para televisão, com o David Suchet, o Toby Jones, a Jessica Chastain e a Barbara Hershey, entre outros. Uma curiosidade, nada que se compare com o filme.
        🙂 Antonieta

        1. Não conheço essa versão, Antonieta. A partir de certa altura os filmes e telefilmes inspirados em obras de Agatha Christie deixam de me interessar tanto por eu já conhecer de cor o enredo.

    1. Vi o filme há muitos anos. Não me lembro de nenhum que tivesse reunido tantas estrelas “oscarizadas”: Ingrid Bergman, Sean Connery, Vanessa Redgrave, Martin Balsam, Wendy Hiller, John Gielgud…
      Mas prefiro o livro. É para mim o melhor de Agatha Christie, talvez a par com ‘O Assassinato de Roger Ackroyd’.

  2. Permitam-me uma “colherada” (subjectivíssima): inolvidável a partida do comboio da gare de Istambul. E a partitura que “acompanha o rodado”…
    Absolutamente de acordo quanto a Albert Finney – todos nós sabemos que ( anúncio em estilo circense) o único, o verdadeiro, o insofismàvelmente genuino Hercule é – David Suchet…

  3. Absolutamente.
    O livro, um vampiro gigante que faz parte da colecção de todas as obras desta autora e das de outros excelentes autores policiais e que foi o meu segundo livro deste policial de Agatha Christie, ainda tem as folhas todas no sítio, apesar do manuseamento. Releio Agatha Christie sempre que me apetece um mimo, como um chocolate, por exemplo. Gosto muito de chocolate. Delicia-me.
    Um elenco de truz e um Poirot demasiado esganiçado … Não tão fiel ao “boneco” mas muito mais dentro do papel, prefiro Peter Ustinov em Morte no Nilo
    Até agora, não creio que alguém tenha encarnado melhor o belga do que David Suchet.

    1. Sinto o mesmo em relação às obras de Agatha Christie: produzem em mim quase um efeito terapêutico: estranhamente, saio de cada uma delas mais crente na natureza humana, vá-se lá saber porquê. Talvez por isso tenha sempre um livro dela na minha mesa de cabeceira.

    2. Eu comprei o dvd (que tem 4 filmes) precisamente por o Poirot ser o David Suchet e também por ter a garantia de qualidade da Granada.
      Também comprei um dvd com as histórias da Miss Marple.
      Foi bom recordar os livros que li já há tantos anos.
      🙂 Antonieta

      1. Eu vou relendo os livros: pelo menos cinco ou seis por ano, sobretudo no Verão. É para mim sempre uma lufada de ar fresco. Gosto até dos romances menores de Agatha Christie. Só não gostei da autobiografia dela, que deixei a meio.

  4. Um dos meus filmes favoritos. Uma colecção de estrelas a fazer papéis absolutamente fantásticos. Até Ingrid Bergman, que falava inglês com uma perfeição absoluta, teve que treinar um sotaque sueco para conseguir fazer o papel do filme. Mas, para mim o melhor retrato é o da princesa russa, que tem um diálogo absolutamente fabuloso com Poirot.

    Não concordo nada que Albert Finney não convença como Poirot. Para mim, é o melhor Poirot até agora representado, com uma distinção que os outros actores não atingem. Peter Ustinov aproxima-se, mas não chega lá. David Suchet é que para mim é um desastre como Poirot. Até pelas suas características físicas, nunca nos consegue convencer que estamos perante um antigo detective originário da Valónia, que foi viver em Inglaterra.

    1. Finney é um bom actor mas não me convenceu como Poirot. Estamos sempre a “vê-lo” representar – a carpintaria do desempenho está demasiado evidente.
      Não por acaso, este foi o seu único desempenho no papel do detective.

      1. Não é bem assim. Finney era suposto ter continuado a encarnar Poirot no Morte no Nilo. Ele é que recusou o papel, convencido de que não conseguiria aguentar de novo o pesadelo da caracterização. Foi a sorte de Ustinov, que pegou de estaca.

        Aliás, para Christie, Finney era o que melhor correspondia, até à altura, à ideia que ela tinha do “seu” detective. Apenas se mostrou desgradada com o bigode…

        1. Eu aprecio Finney em filmes como ‘Sábado à Noite e Domingo de Manhã’ ou ‘O Cônsul Honorário’ – inseridos aliás nesta minha série. Como Poirot, no entanto, jamais me abstraio de que está ali um actor a representar. Isso para mim faz sempre uma diferença.

          1. Aqui em cima, quando escrevi ‘O Cônsul Honorário’, queria naturalmente escrever ‘Debaixo do Vulcão – filme onde Finney representava o papel de um cônsul.

          2. Para mim Albert Finney é melhor actor do que todos os outros. O facto de não ter voltado a representar Poirot deveu-se seguramente a ter tido outras opções de carreira. Aliás, recebeu uma nomeação para o Oscar precisamente pelo seu papel como Poirot nesse filme, o que nunca aconteceu com os outros actores.

            Albert Finney é muito mais versátil como actor e o seu trabalho de composição nesse filme é notável para nos mostrar as excentricidades de Poirot. Compare-se com o papel de advogado que fez em Erin Brockovich. Também tenho ideia que Agatha Christie o considerou o melhor Poirot.

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