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A IDADE DA INOCÊNCIA (1920)
Autora: Edith Wharton
Realizador: Martin Scorsese (1993)
Um dos mais belos romances norte-americanos transposto de modo exemplar para o cinema, com Scorsese a revelar-se discípulo de Visconti. E um trio de intérpretes em estado de graça: Michelle Pfeiffer, Winona Ryder e Daniel Day-Lewis.

O livro é muito bom e o filme é espectacular. Li o livro depois de ver o filme e gostei tanto que nem saltei um parágrafo que fosse.
O filmr foi tão bem conseguido que não consigo imaginr outros actores naqueles papéis.
Foi o melhor romance que li este ano e não hesito em classificá-lo como um dos melhores romances norte-americanos do século XX.
O filme presta-lhe inteira homenagem. Obra-prima, tal como o livro.
Vi o filme tão antes de tempo (devia ter uns 11 anos), que não percebi nada… fiquei só deslumbrada com o guarda roupa e os cenários. Fui mais ajuizada com o livro, que deixei para os 30 anos, e é um dos romances que mais gostei de ler. Na altura, li logo de enfiada o Ethan Fromme, triste que não se aguenta, mas muito bom. Tenho de pôr a Edith Wharton na lista de “autores a reler sempre que preciso de escrever qualquer coisa em inglês”.
Sim, há livros que convém não ler cedo de mais. Outros (ou os mesmos) também não devem ser lidos demasiado tarde.
Este é uma obra-prima: deixou-me deslumbrado. E Scorsese presta-lhe a melhor das homenagens num filme que reúne todas as artes a pretexto do cinema: tem ópera, música, teatro, pintura, arquitectura. É um filme que se insere na linguagem estética do melhor Visconti – o de “Sentimento” e do “Leopardo”. E que nos toca profundamente.
A cena final, tão simples e tão complexa, é do melhor que vi desde sempre na Sétima Arte. Demonstrando uma vez mais que o melhor cinema prescinde das palavras, que se tornam inúteis perante a força expressiva das imagens.
Tenho de rever o filme com a atenção que merece, e se puder ser no cinema, perfeito. É curioso que há cenas que nunca esqueci, como aquela em que a May ganha o torneio de tiro ao arco ou a em que volta a usar o vestido de noiva na ópera. A cena final só a percebi quando li o livro, e não poderia ter sido filmada de outra forma.
Talvez não seja por acaso que o primeiro realizador que me marcou na “idade certa” tenha sido o Visconti, tudo ali fazia sentido. E agora que regressamos ao semi-reconfinamento, apetece repescar os documentários do Scorcese sobre a história do cinema.
Gosto bastante do filme, é de uma beleza estarrecedora e tem intérpretes à altura. Não li o livro.
Vi o filme em estreia, e mais algumas vezes em DVD. Tenho a certeza que nunca li o livro, embora me pareça que o tenho cá em casa…
Amanhã vou investigar.
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Maria