O COLECCIONADOR (1963)
Autor: John Fowles
Realizador: William Wyler (1965)
Um thriller perturbante, com Terence Stamp e Samantha Eggar. Hitchcock gostaria de ter realizado este filme, que reflecte o estilo tenso e envolvente do romance – obra de estreia do escritor britânico.

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Não li o livro mas vi o filme logo que por cá apareceu. E gostei bastante. Parece que foi ontem. Estou a ficar menos novo!
António Cabral
É um excelente filme, muito ao estilo de Alfred Hitchcock (mas sem o toque humorístico da grande maioria das obras de Hitchcock). Com uma interpretação inesquecível de Terence Stamp (que ainda anda por aí).
Li o livro depois de ver o filme. E gostei muito.
O meu Amigo só me traz à memória as capas dos livros que tenho agora em 2ª ou 3ª fila e há 30 ou 40 anos eram as jóias da colecção de quem fazia “economias” para poder comprar meia dúzia por mês.
Creio ter sido aqui que conheci Manuel Vasquez Montalban e Pepe Carvalho, suponho que em “Os pássaros de Banguecoque” (que mais tarde o Expresso publicou em capítulos no jornal em papel, se não me falha a memória).
Penso que tenho o “Fahrenheit 451” na colecção gémea de ficção científica e todo o Stanislaw Lem (mas onde é que já nem imagino…).
Vão aparecendo alguns naquele alfarrabista que sabe, mas muito raramente.
Penso que, como o papel era fracote, a maior parte dos que chegaram aos nossos dias nem a peso os queiram.
Desta colecção – a negra, pois a de ficção científica era azul – tenho vários, já também remetidos para a segunda fila. Foi ela que me permitiu descobrir Ross Macdonald, o meu autor preferido de policiais negros norte-americanos. Excelentes obras, de um escritor que anda hoje muito esquecido.
Sou também um grande admirador de Vásquez Montalbán e do seu detective gastrónomo (como era o Nero Wolfe de Rex Stout). Livros dele como ‘Os Mares do Sul’ são um excelente guia para deambularmos por Barcelona.
Também foi aqui que descobri Ross MacDonald (as tais coincidências).
Ruth Rendell veio-me daqui e da “Livre de Poche”, antes de a começar a ler no original.
Com as compras on-line e as viagens “a pataco” há muita gente a quem nem passa pela cabeça como era difícil apanhar cá os livros na língua original, nos anos 80 e até nos anos 90 do século passado.
De Montalbán tenho imensa coisa e acho que em tradução só tenho este de que falei pois passei a lê-lo no original, passei uns anos a ír a Madrid uma vez por mês e trazia-os.
O último que li é o último que escreveu: “Milénio Carvalho” (2004).
Uma obra curiosa
Esse não conheço, meu caro. Quanto à Ruth Rendell, também foi nesta colecção que li obras delas pela primeira vez. Outras editoras – como a Dom Quixote e a Gradiva – também a editaram. Mas a Caminho serviu de vanguarda nesta colecção policial.