Já li o livro e vi o filme (14)


Pedro Correia,

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ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA (1995)

Autor: José Saramago (Nobel da Literatura, 1998)

Realizador: Fernando Meirelles (2005)

Ficou demonstrado que a obra do Nobel português supera a prova da passagem para cinema, contrariando o que alguns garantiam. Mas prefiro o original em livro à adaptação para filme.

12 comentários em “Já li o livro e vi o filme (14)”

  1. Pode gostar mais mas, com este, eu recomendo primeiro o filme, talvez “abra mais o apetite” para ler o Livro. Se for ao contrário, alguns podem desistir de ler o livro até ao fim e, depois, nem se interessarem por ver o filme.
    Considero um livro demasiado importante para arriscar, poder ficar a meio… hoje a leitura, para uma grande maioria, parece que é quase encarada como um castigo 😉

    1. Parece-me uma boa recomendação, Isa. Eu prefiro o livro, desde logo porque o li uma década antes do filme. Mas admito perfeitamente que a longa-metragem do brasileiro Fernando Meirelles (com Julianne Moore, Mark Ruffalo e Gael García Bernal) funcione como um chamariz para a obra literária.

  2. Eu também prefiro o livro, que li assim que saíu, e recordo que me impressionou muitíssimo.
    Talvez por isso nem tenha gostado muito do filme quando o vi a primeira vez no cinema.
    Mais tarde revi-o em casa e já gostei mais, embora não possa dizer que adoro este filme, estava à espera de mais…
    Antonieta

    1. Este ‘Ensaio sobre a Cegueira’, para estar ao nível do livro, precisava de um sopro de génio que aqui faltou. O génio que teve Welles, por exemplo, na adaptação a cinema da obra-prima de Kafka, ‘O Processo’.

  3. Também prefiro o livro, mas o filme foi muito bem adaptado.
    Durante um tempo foi presença assídua nos canais de filmes, e acabei por ver mais do que uma vez. Há sempre pequenas coisas que nos escapam numa primeira visualização. Contudo ( talvez apesar disso também) voltando ao livro, sou capaz de identificar os personagens e não só dar-lhe rum rosto.

    1. Eu só vi o filme uma vez, Dulce, na estreia em cinema. Admito que possa gostar mais dele quando voltar a vê-lo. Capta a essência do livro, mas falta-lhe voar com asas próprias sem trair o ponto de origem – um equilíbrio muito complexo, reconheço.

  4. Prefiro sem dúvida o livro, aliás das obras de ficção de Saramago, li muitas, esta foi uma das que mais gostei, penso que lhe colocaria no pódio, não sei se com prata ou bronze.
    Sim, gostei do filme, vi-o em ante-estreia na Horta quando o realizador veio apresentá-lo num festival de cinema, considero-o uma boa adaptação, mas empobrecido pela falta das reflexões que o escritor vai fazendo ao narrar a estória, algo que dificilmente algum filme consegue fazer sem perder ritmo.

  5. Detesto o homem.
    Aprecio a obra.

    Sempre consegui separar as águas.

    “o ano da morte de ricardo reis” e “memorial do convento” são os meus favoritos.

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