A GATA BORRALHEIRA (1812)
Autores: Jacob Grimm e Wilhelm Grimm
Realizadores: Clyde Geronimi, Wilfred Jackson e Hamilton Luske (1950)
Uma das melhores longas-metragens das produções Walt Disney, cheia de cenas antológicas: a do baile subitamente interrompido à meia-noite, a da abóbora transformada em carruagem, a do sapato que só cabia num certo pé… A magia do cinema que sabe colher o melhor da literatura também passa por aqui.

![image[2].jpg image[2].jpg](http://7.fotos.web.sapo.io/i/B1a041b72/19273588_sRhKQ.jpeg)
![Cinderella-1950[1].jpg Cinderella-1950[1].jpg](http://8.fotos.web.sapo.io/i/B4e134c00/19425360_CAEmZ.jpeg)
Vi o filme era eu uma criança. Decerto que tive muita pena da Cinderela e odiei a sacana da madrasta.
Eu também gostei dos ratinhos.
Atenção: o filme baseia-se numa versão mais antiga do conto, publicada por Charles Perrault em 1697.
O conto é o mesmo, apenas contado de duas formas diferentes – mas com inúmeros elementos comuns. Deriva aliás de um conto mais antigo, proveniente da antiga tradição oral italiana.
De Perrault o filme aproveita a figura da fada madrinha, ausente da versão dos Grimm. Mas desta aproveita a intervenção dos animais – sobretudo aves – ausente do conto de Perrault.
Interessa-me nesta série estabelecer pontes entre livros que li e filmes que vi. E se por cada livro posso trazer aqui mais do que um filme, correspondente às várias versões que vi (por exemplo, a propósito de ‘O Destino Bate à Porta’ trouxe três: http://delitodeopiniao.blogs.sapo.p t/ja-li-o-livro-e-vi-o-filme-59-8067483 ), a inversa não ocorre: nunca trarei mais de um livro por cada filme.
Esta foi a regra que estabeleci para mim próprio.
Voltando ao início: os Grimm vêm perfeitamente ao caso. Perrault há-de passar também por cá, mas a propósito de outro filme. Porque esta série vai continuar.
Vi, garotinha , a versão dobrada em português do Brasil.
Maravilhou-me ! Os ratinhos cantores, os passarinhos, o Heigh-Ho! dos anões …
A filha mais velha viu o mesmo filme que eu vi, pelos seus 7 aninhos. A mais nova já viu uma versão original, da qual gosto muito mais.
Há expressões idiomáticas deliciosas que se perdem quase sempre nas traduções.
É para ver sempre. Com calma , virá o dia em que substituirá com substancial melhoramento qualitativo, os Amigos do Panda.
É também um filme da minha infância, revivido em partilha com a minha filha, quando o vi com ela pela primeira vez. Com o encantamento de sempre.