Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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No dia 23 de Maio comemora-se O Dia Mundial da Tartaruga

“Nesta data comemora-se o Dia Mundial das Tartarugas, espécie em vias de extinção devido às alterações climáticas que se têm feito sentir nos últimos tempos. Nos últimos 50 anos, o número de espécies animais que vivem no nosso planeta teve uma queda abrupta de 40%. O número de animais marinhos caiu igualmente em 40% e os animais de água doce em 75%. O Dia Mundial da Tartaruga serve para consciencializar a população sobre a importância deste animal para o ambiente e para sensibilizá-la sobre as consequências dos seus actos nos habitats de espécies animais, como a tartaruga ou o cágado, que estão a desaparecer em todo o mundo, de forma muito repentina.

O Dia Mundial da Tartaruga foi criado em 1980 pela AmericanTortoise Rescue, organização voluntária e sem fins lucrativos dos Estados Unidos, que luta diariamente para a preservação desta espécie. Passados 20 anos, esta data foi celebrada pela primeira vez a nível mundial, tendo sido divulgada por grupos e organizações não governamentais de protecção ambiental. Sabia que as tartarugas são um dos animais mais antigos do mundo? Existem há mais de 200 milhões de anos! Podem chegar aos 120 anos, mas, devido ao aquecimento global, à destruição de habitats, da indústria alimentar exótica e do contrabando e comércio animal, esta espécie tem desaparecido muito rapidamente, chegando apenas aos 20 anos de idade. Inclusive, biólogos e outros peritos acreditam que as tartarugas desaparecerão do planeta nos próximos 50 anos, sendo o principal predador o homem.”

Se pudesse escolher entre ser lebre ou tartaruga, não hesitava. Tem de se ser mais inteligente e sábia para viver tanto tempo. Tive um cágado, o Omar Lombrando. Andava pela casa à noite tic, tic, tic, as portas a abrirem-se sozinhas qual filme de terror. Era o máximo! Comia da nossa mão. Hibernava sempre em locais que não conseguíamos descobrir. Um ano não voltou. Revirámos a casa toda, mas nada. Poderá ter entrado num saco de cascas e ter ido para o lixo? Foi a única e consternada explicação que encontrámos na altura.

 

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Hoje comemora-se O Dia Internacional Pelo Fim da Fístula Obstétrica. 

“O Dia Internacional do Fim da Fístula Obstétrica é celebrado anualmente a 23 de Maio, como forma de destacar as principais causas desta complicação do trabalho de parto.

Embora qualquer mulher possa padecer de fístulas, tal é mais frequente no continente africano, onde o parto em casa e a falta de acesso a cuidados obstétricos e de saúde em geral é uma realidade. A falta de meios leva a que as vítimas mantenham esta condição por anos, levando ao seu isolamento social e agravamento da pobreza.

O Dia Internacional do Fim da Fístula Obstétrica foi proclamado através da Resolução 67/147 adoptada na Assembleia Geral das Nações Unidas, a 20 de Dezembro de 2012.”

É fácil falar e dizer que nos tempos das nossas mães, avós e bisavós as mulheres tinham filhos, tinham-nos em casa, algumas com apoio de parteiras especializadas, mas a grande maioria apenas com a companhia e apoio de mulheres da família e vizinhas, cuja especialidade era apenas a de já terem dado à luz. Não havia esta frescura toda de marcação de parto, anestesia, médico, enfermeira e dezenas de aparelhos de suporte.

Graças a Deus que houve evolução. Há sete anos as coisas podiam ter corrido muito mal no pós-parto da minha filha, cuja atonia uterina se manifestou uma semana após a alta hospitalar. Não foi em casa, nem sem acompanhamento, nem num país do terceiro mundo, e valeu-lhe apenas a rapidez com que foi intervencionada e ter recuperado os níveis de hemoglobina em pouco mais de uma semana de internamento. A verdade é que os problemas resultantes de parto continuam a ser grande causa de mortalidade feminina, raiando os 12% em Portugal.

 

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A 23 de Maio celebra-se O Dia Nacional da Segurança Infantil

“Para um crescimento saudável é necessário vivenciar, experimentar, criar em liberdade e de forma espontânea. 

É importante brincar ao ar livre, na natureza, andar a pé, de bicicleta, com o mínimo de restrições possível. Para isso é fundamental que os espaços e os ambientes sejam estimulantes e cheios de oportunidades, mas onde os riscos sejam saudáveis e possíveis de gerir. Segurança não é estar fechado numa “redoma”, é garantir que todas as crianças crescem e brincam livremente, de forma segura e autónoma.

É nisso que a APSI acredita. É por isso que a APSI promove, desde 2017, o Dia Nacional da Segurança Infantil.”

Antigamente não havia parques infantis. Brincava-se na rua com pauzinhos, pedrinhas e folhas. Eu tinha sorte. A minha mãe era costureira e tinha sempre trapinhos brilhantes e coloridos .

Quando o “Grande Circo Torralvo” instalava a sua tenda nas terras junto à Igreja da Memória ou junto ao mercado de Algés, era sempre uma festa. Também era um reboliço lá em casa, porque trapezistas, contorcionistas, palhaços, domadores, etc, levavam seus trajes de palco para a minha mãe reparar ou traziam tecidos caleidoscópicos para se fazerem roupagens novas. Eu adorava ser o modelo de prova dos fatos das crianças.

Brincar na rua era simples, bom, saudável e seguro. O primeiro parque infantil onde fui com o meu pai e o meu irmão foi o do Alvito. Tinha um avião e tudo. Mas brincar na rua era bem melhor.

( Fotos do Google)

21 comentários em “Hoje é dia de”

  1. os problemas resultantes de parto continuam a ser grande causa de mortalidade feminina, raiando os 42% em Portugal

    Que significa isto? Que 42% das parturientes morrem? Que 42% das parturientes que têm problemas morrem? Que 42% das mulheres morrem no parto?

      1. Não é somente uma questão do número. O número é 12%, mas 12% de quê? 12% dos partos resultam em morte? Ou 12% dos partos com complicações? Ou 12% de quê?

          1. Portanto: 12% das mulheres em Portugal morre devido a problemas resultantes do parto.
            Acredito que assim fosse na Idade Média. Atualmente, não acredito que possa assim ser.

          2. Problemas resultantes do parto não são imediatos, balio. Podem demorar meses ou anos a desenvolver doenças terminais.
            E na idade média 12% é para rir. Aqui pode aplicar um número muito superior à minha gafe.

          1. Não Luís Lavoura, um homem crescido (com idade) e que lê. E que é comentador picuínhas, carregadinho de certezas. E que nem sequer sabe isto.

          2. Picuinhas sou certamente. Carregadinho de certezas, nem por sombras. Em ambos os casos, por deformação profissional,

          3. A propósito de picuinhice: alguém com paciência de Job informe o comentador “balio” que os textos terminam com ponto final, não com vírgula.

  2. Dispensava os outros todos — mas haver um Dia Mundial das Tartarugas é fixe.

    Tive um cágado, o Omar Lombrando.

    Ahahah, genial. Só mesmo a Dulce

      1. Também tive um cágado, em miúdo. Andava pela casa, livremente, batendo com a concha no soalho. De vez em quando nadava no bidé. Comia lá. Adorava pedaços de carne. No Inverno, escolhia um recanto para hibernar.
        Foi o meu primeiro animal doméstico – de uma lista já bastante longa.

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