«Temos de sair deste impasse, sob pena de caminharmos para um suicídio colectivo.» Estas palavras de Pinto Balsemão sobre o PSD actual traduzem a situação preocupante a que chegou um dos partidos de primeiro plano. Preocupante, mas previsível. Porém, a realidade nacional revela hoje em dia um aspecto que pode deixar os sociais-democratas menos angustiados: o próprio país caminha para um suicídio colectivo e o PSD apenas cumpre o dever de o acompanhar neste percurso doloroso. Não é mais animador?
Haja ânimo
jmmcc,

Há dois meses sem “liderança”, o partido não funciona melhor nem pior que antes. Também a Bélgica esteve quase um ano sem governo e não consta que as coisas tivessem piorado por esse facto, antes pelo contrário. Por mim, admiro o contributo do PSD para a inovação dos costumes políticos portugueses: querem melhor sinal de pós-modernidade do que um partido sem ‘líder’?
Exactamente. Com tamanha inovação, chega a parecer que absorveram o discurso de Sócrates.
Sem dúvida João, sem dúvida…
Voilà.
Muito mais animador!! Ter companhia na desgraça é sempre um consolo, e neste caso companhia é o que não falta… uma animação de velório, digo-te eu!
Aí está. É como ser o passageiro sentado ao lado, durante a queda do avião.
É uma ironia ir o moribundo a enterrar levado em ombros pelo próprio moribundo.
Nem mais. Portugal é o país das ironias. Hehe…
Quase que ouço a música de um filme de Emir Kusturica. Mas sem a parte com graça.
Graça amarga, no entanto.
É, João. É mesmo.
🙂
Bem me parecia, Maria.