«Esta mudança, embora esperada, mostra que estamos perto de uma viragem de política. A Europa já começou a reconhecer que a austeridade foi excessiva e que é necessário um travão, apesar de vir tarde e ser ainda curto, sobretudo para os países resgatados. O resultado das eleições gregas foi consequência deste tipo de ajustamento imposto, quem fez a campanha eleitoral, no fundo, foi a troika. (…) Fico feliz por este sinal de alerta ter chegado, espero que a Europa o saiba interpretar.»
Elisa Ferreira, no Jornal de Notícias (25 de Janeiro de 2015)

Os líderes do bloco do euro avisaram a Grécia de que não há qualquer possibilidade de um acordo final sem o sim do FMI. Entretanto, Lagarde reiterou que “tem de haver uma abordagem [para um acordo] abrangente, e não um trabalho às pressas e sujo”.
Os líderes da União Europeia (UE), reunidos desde em Riga, capital da Letónia, afiançaram ao primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, que não haverá um acordo final sobre as reformas que a Grécia terá de implementar sem a prévia concordância do Fundo Monetário Internacional (FMI).
(Jornal Negócios, 22 Maio 2015, 15:58)
Estamos num mundo de gente sem alma, fria, calculista em que o dinheiro vale mais que o ser humano. Sempre pensei que os humanos merecessem mais, mas enganei-me.Vivo numa sociedade, sem valores onde vale tudo, menos o respeito pela dignidade de cada um. Lamento, mas é triste!…
Minha Senhora
Está-se a referir só à Grécia e eventualmente a Portugal ou também aos 143 países mais pobres que a Grécia e nós?
http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_cou ntries_by_GDP_%28PPP%29_per_capita
Metade dos países do mundo nem metade do GDP da Grécia ou do nosso têem, como pode verificar, os últimos da tabela têem para viver por ano o que nós e os gregos temos em 2 semanas.
Depois há umas pessoas que fazem por melhorar a vida de alguns ou muitos à sua volta (já que não podem mudar o mundo com conversa fiada fazem coisas) e há outras pessoas que sofrem muito , têem pensamentos muito bonitos e viram-se para o outro lado…
A senhora Fátima sempre pode emigrar para, a Grécia, como tantos, compatriotas nossos já fizeram que lá sempre está livre de pagar, impostos. Repare que coloquei as vírgulas ao seu gosto.
Os cerejos do tripas e do varoufacas ganharam as eleições, sem esquecer que à custa de 50 deputados de bónus e de um acordo com a extrema-direita, a 25 de Janeiro. Estamos praticamente a 25 de Maio, a única coisa que fizeram em 1-2-3-4 meses completos foi encanar a perna à rã. O resto é conversa da treta.
O FMI junta 188 países e a sua administração executiva tem como membros permanentes os Estados Unidos (único com poder de veto e portanto quem realmente manda mesmo lá) , Japão, Alemanha, França, Reino Unido, China, Rússia e Arábia Saudita.
A minha questão é a seguinte: o que é feito das pessoas todas que por aqui e por outros lados garantiam sem sombra de dúvida que o presidente Obama era forte crítico do que a Eurolândia andava a fazer à Grécia e que com russos e chineses íam mostrar como era (*).
(*) O entusiasmo com a história do Banco de Desenvolvimento dos BRICS que andou por aí é mesmo própria de quem não percebeu nada de nada do que é o tal banco e qualquer coisa lhe serve para baralhar os incautos.
O que destaco é : sobre o mesmo facto- as eleições gregas pode ter haver opiniões tão dispares.
1- a troika é que fez a campanha eleitoral que quis
2- o syriza venceu as eleições vendendo mentiras ao povo, que como já se sabia e a realidade provou, eram impossíveis.
Realmente a politica partidaria tem pontos muito semelhantes a religião ou ao futebol. (foi penalti«»não foi nada penalti)
Um período crítico e complicado começa para o Governo grego. E para o país também. Alexis Tsipras deseja, mais do que nunca, voltar para Atenas depois da cimeira na Letónia com notícias boas. Quatro meses depois das eleições, o primeiro-ministro sabe que a lua de mel já terminou. Ao entrar no sexto ano da crise, são poucos os cidadãos gregos que acreditam em milagres e em magos que salvarão o país com os seus truques.
Na semana passada, a sondagem da televisão privada SKAI mostrou que, pela primeira vez, a percentagem de respostas negativas sobre a estratégia do Governo nas negociações é maior do que os que responderam positivamente. Um outro elemento interessante é que 51,5% das respostas falam negativamente sobre o papel do Yanis Varoufakis.
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E a cadeia das más notícias não acaba aqui: o secretário-geral da Segurança Social confirmou que o Governo não tem margem orçamental para cumprir o pagamento do 13º mês e os reformados vão ter que esperar até ao próximo ano.
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(Do jornal Expresso, 23/05/2015)