«A votação [na Grécia] foi tão clara que é um elemento de esperança e estímulo. (…) A Grécia teve a coragem de resistir às pressões das potências europeias e isso é positivo para a democracia.»
André Freire, na Visão (29 de Janeiro de 2015)
«A votação [na Grécia] foi tão clara que é um elemento de esperança e estímulo. (…) A Grécia teve a coragem de resistir às pressões das potências europeias e isso é positivo para a democracia.»
André Freire, na Visão (29 de Janeiro de 2015)
O Vice-Chanceler de Merkel, Sigmar Gabriel, um do SPD, amigo do peito do Marocas e que ia fazer mudar a política dela de uns 180º, saíu-se hoje com esta:
“Não vamos permitir que sejam os trabalhadores alemães e as suas famílias a pagarem pelo exagero das promessas eleitorais de um governo parcialmente comunista”, atirou Sigmar Gabriel, numa coluna de opinião que será publicada esta segunda-feira no jornal alemão Bild.
Mas os avisos não se ficaram por aqui. O ministro da Economia diz que o fantasma de uma saída da Grécia do euro começa-se a tornar cada vez mais real, que as pessoas sentem cada vez mais que o Governo grego lhes está a passar a perna e ataca os especialistas em teoria dos jogos (numa alusão ao ministro das Finanças da Grécia) dizendo que estes estão “a jogar com o futuro do seu país. E da Europa também”.
Aguenta!
O Syriza teve um bónus de 50 deputados e ainda por cima teve de aliar-se à extrema-direita. Mais clara é impossível.
Sem dúvida nenhuma que foi e é um elemento de esperança e estímulo. Digam os milhões de pessoas por esta Europa.
Mas a última ronda de negociações na Grécia deixou bem claras as intenções dos credores. E isto veio com tal clareza que hoje sabemos que os credores, e os governos e Presidentes da República que os apoiam, preferem retirar o pão da boca aos pensionistas a reduzir a despesa de guerra e defesa na Grécia. Foi isto que o FMI rejeitou à mesa das negociações.
Portanto, ficamos hoje a saber que é mais importante a compra de uma arma que o bem-estar de uma parte da população Grega.
Que se registe para memória futura tal acontecimento, porque os Gregos, e bem, não recuarão.
Por último, a Grécia, pela boca de Varoufakis, afirmou:
“Não queremos que os contribuintes alemães paguem a factura. É melhor adiar os pagamentos”.
Finalmente à carácter. E este vem daqueles que estão em dificuldade.
O nosso PR e este desgoverno deixam-me envergonhado em ser português. Algo que sempre tive muito orgulho em propagar por todos os cantos do mundo onde estive.
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.asp x?fid=1&did=190631
http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/gre cia2015/2015-06-16-Varoufakis-recusa-apr esentar-nova-lista-de-reformas-ao-Eurogr upo-
Já vi que fez bem que tivessem tirado o freio e os arreios do que se cola a mim. Parece que vai votar no Costa. Será que votar não é para pessoas? Já mudou a lei?
António Costa: Syriza tem combatido a Europa “de forma tonta”.
Não andas a prestar a devida atenção ao teu Messias.
Cinco meses depois – e apesar de ser completamente contra a corrente/rebanho – ainda subscrevo.
Contra o pensamento único e contra o domínio das grandes potências.
Ao contrário desta “apagada e vil tristeza” em que vivemos, ainda há na Europa pequenos países com “eles” no sítio.
No rescaldo de mais um chumbo redondo ao plano que o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras levou domingo aos credores em Bruxelas, uma sondagem realizada pela GPO (Greek Public Opinion) para a estação televisiva grega privada MegaTV mostra que mais de metade (56,2%) dos inquiridos prefere um “mau acordo” entre a Grécia e os credores internacionais, que implicasse a permanência no euro mas com medidas de austeridade, do que o incumprimento e a saída do euro (35,4%).
(notícia de hoje, 16/Junho)