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«Em seguida, o eleitor entra na câmara de voto situada na assembleia e aí, sozinho, marca uma cruz no quadrado respectivo da lista em que vota e dobra o boletim em quatro.»
Lei Eleitoral da Assembleia da República, art. 96.º, n.º 4
Há dez anos estava no auge a paranóia com a gripe A. Já ninguém se lembra: a memória das pessoas é curtíssima.
Apareciam por toda a parte aqueles desinfectantes de mãos que agora (vá lá saber-se porquê) quase só subsistem na Assembleia da República e as autoridades repetiam até à náusea que havia necessidade imperiosa de termos as mãos sempre desinfectadas. A mania – que sempre considerei absurda – do “passou bem” de mão estendida a qualquer um tornou-se obsoleta.
Furtar canetas era há dez anos actividade de risco. Não de risco policial mas de risco sanitário.
Eu – e nada tem a ver com a gripe, seja de que letra for – recorro à caneta que sempre me acompanha. Nada de confiar em esferográfica alheia: nem imagino que imprestáveis forças políticas aquilo já favoreceu antes de eu lá chegar.

Muito bom!
O meu marido também anda sempre de caneta, não pega nas que se encontram à disposição na câmara de voto, nos correios, nos bancos, etc.
Já eu sou mais distraída. Também ando sempre com uma caneta na carteira, mas, tendo de assinar ou preencher alguma coisa, nunca me lembro e pego espontaneamente na caneta à disposição do público. Depois, zango-me comigo mesma.
Mas agora andam todos com medo das canetas públicas!!! Chiça, que até nelas vêem marxismo e fazem política
Comer um bife em publico no dia de reflexão deveria dar multa, é um acto político, os restaurantes, pastelarias têm de fechar . É assim o Admirável Mundo Novo da cultura dominante Marxista de que o Vorph faz parte ergo: onde tudo é um acto político.
O Vorph demonstrou bem os puritanos da “higiene” como se higiene não tivesse um propósito pratico=saúde mas fosse um acto estético. “Elitista” e “Progressista” , okay aqui fui redundante.
lucklucky
Luck votaste em que partido? Ou votar faz também parte da cultura marxista?
Vou votar PSD.
Já agora,o Pedro votou em quem? E o jpt?
Bom dia!
A questão não é em quem vou votar, é em quem votei.
Se há tempo para comentar em blogs também há tempo para votar.
Eu votei.
Não em animais, em pessoas.
Como não gosto de violência doméstica, nem de novos que batem em velhos, acabei por votar à Fausto
Saudações democráticas, Vorph
Também votei. E vi pessoas doentes (com muletas , com botijas de oxigénio, etc) a votar. Tenho “nojo” de todos os meus compatriotas que não exercem este Dever de Cidadania e preferem, neste dia, ir chupar gelados para uma pastelaria (escolhi pastelaria para rimar com cidadania).
À minha frente, na escola do Bairro de São Miguel, em Alvalade, estava um senhor de 97 anos. Sem bengala.
Vestido formalmente, de fato e gravata – como para uma cerimónia importante.
E votar é, de facto, uma cerimónia importante.
Basta pensar nas centenas de milhões de pessoas que vivem, ainda hoje, em países onde o voto é interdito.
Caro Vorph,
Repetindo o cenário de há quatro anos com quem governará o segundo partido mais votado?
Pelas minhas contas PSD+BE+CDS+PAN terão deputados suficientes para uma solução mista.
Será a solução?
Não vai haver Geringonça. Vão haver acordos parlamentares.
PS:VAI HAVER
Chiça, VAI HAVER ACORDOS parlamentares… Assim se escreve bom português
Também votei. E vi pessoas doentes (com muletas , com botijas de oxigénio, etc) a votar. Tenho “nojo” de todos os meus compatriotas que não exercem este Dever de Cidadania e preferem, neste dia, ir chupar gelados para uma pastelaria (escolhi pastelaria para rimar com cidadania).
PS:nojo é um exagero, mas foi o que me ocorreu
Registado o seu ‘post scriptum’.
Consegui ir votar, e depois ir lamber um gelado numa gelataria (também rima).
Pronto, usei o transporte individual poluente. Nem tudo foi bom.
Confeitaria, também rima. Por aqui não há gelatarias
V, em quem votaste? Aposto que foi no PTP
https://youtu.be/d5fWnn5JTGg
Declaro que hoje fiz duas cruzes em dois boletins de voto diferentes e ambos foram colocados na urna.

Isabel
Assim é mais fácil acertar no Totobola.
O pior é que mesmo que escolhessemos 1 e 2, ganhariam sempre os empatas do X. Grande melão esta noite.
(a explicação para duas cruzes em dois boletins é o facto do meu companheiro estar cego.)
Isabel
A minha homenagem ao seu companheiro, que nem assim prescindiu de cumprir o dever cívico.
Eis um exemplo que merece ser enaltecido.
Eu também.
Depois de votarmos na escola da mais velha, ao fim da tarde organizámos um referendo sobre o jantar, com boletins pictográficos, voto secreto e urna, para ensinar os petizes a importância do momento. Já é tradição.
A diferença é que o boletim do jantar tem todos os pratos favoritos da pequenada, não há como perder. Ganhou pizza! 🍕
Eheheheh… muito bom. Grande ideia!
Gostei. Isso é que é educar com a criatividade.
Isabel
Estou aqui a pensar. Será que a tinta das canetas colocadas à disposição do eleitor desaparece passadas umas horas, sendo os resultados aldrabado?
Ou estarei a delirar.
Hoje, em conversa, fiquei a saber que existe gente, mais velha, a pôr cruzinhas, simultaneamente, no BE, PS e PCP para haver nova geringonça.
Espantei-me hoje por demorar quase um quarto de hora na fila, que não se movia.
Perguntei depois a pessoa amiga que presta serviço cívico como membro de uma assembleia de voto e fiquei esclarecido: agora grande parte dos eleitores não se limita a votar: também fotografa o boletim de voto para depois divulgar nas redes sociais ou nas ligações telefónicas.
Que tremenda estupidez.
Pedro, eu fiz isso, porque tenho gente, na família, que me julga comunista. É uma forma de gozar com essa “malta”.
Enviei por whatsapp, para provocar (pedi – lhes dinheiro, por ter votado em quem votei :)) .
Por exemplo, tenho um familiar, que quando vem cá a casa, começa a destilar ódio sobre os comunistas, na tentativa de me insultar a mim. Há, infelizmente, um número crescente de pessoas que confunde a social democracia, com o comunismo. Exemplo, eu defendo a Habitação social, RSI, SNS, defendo que não se deve atribuir a uma etnia um conjunto de defeitos, a ela, intrínsecos (ex:ciganos, etc) .. bumba, sou logo comuna. Mas também defendo a redução, eliminação dos impostos sobre o trabalho/património adquirido (mas não o herdado) , a eliminação da ADSE, a possibilidade de escolher quanto se quer descontar para a SS e quanto para um PPR, por exemplo. Defendo intransigentemente a disciplina perdida nas Escolas Públicas – ex:faltas disciplinares acima de X – – chumbo automático – – aluno para casa – – avaliação psicológica dos pais e miúdos, pela Segurança Social – – negligência – – institucionalização do miúdo, com perda de subsídios sociais, caso os haja. Defendo , em termos judiciais, o agravamento da pena máxima para 30 anos de PENA EFECTIVA. Defendo a liberalização total das drogas leves…
E depois, existem outros, que se baralham, porque já votei BE, CDS, PS, Paulo Morais . Foi a primeira vez, que me lembre, que votei PSD. Não voto clubisticamente. Penso livremente.
Julgo que são as pessoas que fazem os Partidos e não os partidos as pessoas. A pós ideologia passa também por aqui. Rio é, neste momento, quem me inspira mais confiança.
Se é estupidez, talvez seja. Mas também:
“os manicómios estão cheios de gente com certezas e eu que não as tenho estou mais, ou menos certo, que elas?
Hoje há gente que confunde social-democracia com comunismo?
Bem, eu sou do tempo em que se confundia social-democracia com “fascismo”.
Vorph
Liberdade de escolher a caneta.
E estar amarrada à cabine eleitoral? Falta de confiança no cidadão, sinto-me ofendido, estão implicitamente a chamar-me ladrão!! Estou indignado.
Quando fui votar nas últimas Europeias cheguei à cabine de voto e reparei que não havia caneta, apenas o cordel. Tinha uma caneta comigo, pelo que não me fez diferença; mas ao depositar o boletim de voto na urna disse a quem lá estava que a cabine não tinha caneta. Disseram-me que era a terceira vez que uma caneta desaparecia naquela cabine e já não tinham mais – e estamos a falar das Europeias, eleições para as quais, como se sabe, vota meia dúzia de eleitores. Mal por mal, nas Legislativas sempre aparece mais gente.
Por isso, sim, há quem aproveite as eleições para arranjar canetas. Considerando o que as famílias já gastam em material escolar, se calhar não admira.
Há gente capaz de tudo. Danificar assim a propriedade pública? Não há direito.
Levar a caneta para casa é algo tão natural como ser F P.
O cordel da minha era desproporcionalmente curto em relação à folha.
Comigo é ao contrário.
Natural é levar a caneta de casa. Não para casa.
O Pedro Correia não é f p.
Confirmo. Não sou nem nunca fui beneficiário da ADSE.
Se o cordel lhe dava para chegar à cruz do PSD, não há motivo para preocupação
Votar de forma imaculada
E com indiscutível classe
Só com a cruz desenhada
Por Montblanc ou Caran D´Ache
Nem mais,
(Caran d’ Ache é lápis em russo.)
Isso era no tempo das vacas gordas, quando me fazia acompanhar de uma singela, mas elegante Cross.
Agora, proletária, voto com uma esferográfica Staples, marca branca, levada de casa para não ser apanhada desprevenida e para que o voto não esteja maculado pelo abominável capital.
Isabel
Também já tive uma ‘Cross’. Mas foi desencaminhada por “mão amiga”.
Eis um belo eufemismo, bem português: desencaminhar.
Pedro, com o meu primeiro ordenado comprei, à minha mãe, uma Montblanc. A meio do mês tive que lhe pedir dinheiro emprestado
Bem dizia o outro: vivíamos acima das nossas possibilidades.
A minha pequena e preta Cross ainda está guardada, à mão de momentos especiais. Mas conheço bem esse ‘desencaminhar’ no caso de livros e cd’s.
Isabel
Pior que “amigos” nos roubarem livros e discos, é roubarem-nos canetas.
Já me aconteceu duas vezes. Nunca mais acontecerá.
Não uso de tanto prurido higiénico. Por norma, trago comigo caneta, mas, se a não encontre, qualquer me serve. E uso a da câmara de voto, sem me desinfectar a seguir:). É uma caneta democrata, serve a qualquer força política.
E a mania do “passou bem” é-me agradável, ainda que saiba a sua origem algo beligerante e desconfiada. Acho mesmo um cumprimento de certa elegância entre pessoas que não se conhecem ou de pouco trato. Abraçar e beijar desconhecidos, ou conhecidos que não se destinam ao cultivo, parece-me excessivo
Há dez anos, como referi aqui, ninguém tocava em nada nem em ninguém.
Com pavor da gripe A.
Foi só há dez anos. Mas a recordação disso é hoje já quase nula. A memória colectiva dissipa-se a um ritmo cada vez mais veloz.
Ninguém tocava em nada nem em ninguém?! Ora esta, a preocupação com a gripe A não me tocou nem um pouco. E só me lembro de ver duas pessoas de máscara, às tantas por outros motivos. Também não dei por essa acerada lavagem de mãos de que fala. Capaz de ter existido em grandes centros, ora eu habito um galinheiro pequeno e as recomendações ficaram à porta:).
Txaran: não apanhámos a tal de gripe A.
Em Lisboa e no Porto era hábito generalizado.
Mal empregadas mãos, decerto se ressentiram de tanta lavagem e asseio com o tal líquido purificador. E da ausência dos pequenos toques quotidianos, ternuras comezinhas e domésticas. Enfim, já passou. Mas para que quereríamos nós que as pessoas lembrassem essa época de paredes e muros entre a malta?!
A memória é muito curta. Há dez anos havia em Portugal uma autêntica histeria colectiva sobre a gripe A.
Mas já ninguém se lembra.
E antes foram as vacas loucas. E antes das vacas loucas foi a gripe das aves.
Momentos de imensa histeria colectiva. Que depois desaparecem quase sem deixar rasto.
A Bic para mim é uma caneta socialista. São todas iguais.
Não sou socialista, mas gosto delas. Ainda um dia destes comprei cinco:).
Também eu. Comprei cinco, cada qual para seu uso.
Pretas, sempre.
Não gosto de escrever a azul.
Vorph, não injurie as BIC. Uso-as diariamente para trabalhar. BIC com quatro cargas de cores diferentes. Desejei-as em criança e fiquei sempre fã. Coisa rara à época, que só via em adultos.
Isabel
Isabel, vá ver o Joker
Vorph, há mais de 20 anos decidi que não veria filmes onde a violência fosse protagonista (de que espécie for). Só desprevenida entraria numa sala de cinema para sofrer. Pode parecer tonto e com certeza perdi e perderei bons filmes. Mas ganho em serenidade. A realidade pode ser suficientemente cruel, não preciso de vê-la ficcionada (a menos que seja escrita).
Mas obrigada pelo conselho. 🙂
Isabel o filme não é violento. É sobre a violência. É sobre um Arthur, que certo dia, farto de ser tratado como um palhaço, se torna num joker.
https://vorph.blogs.sapo.pt/260737.h tml
Para violência nada há que supere as noticias, o manter – se informado
A sua crítica é apelativa. Vou ponderar. Se decidir ir ver e sair de lá perturbada vou ajustar contas consigo.
Isabel
Vale a pena. Não existem muitas cenas de violência física, gráfica, explícita. A violência é quase toda psicológica.
O Joker é como um Ulysses de Joyce. É sobre o percurso….
Eu tinha um longo discurso justificativo para chegar à conclusão seguinte: eu tenho vergonha de ter um primeiro-ministro como o António Costa e um presidente da assembleia da república como o “estou-me a cagar para o segredo de justiça”, mas, como o voto é secreto, não sei a quem pedir responsabilidades.
Mas parece-me outra coisa, não tenho a certeza que o povo português, que é quem mais ordena, tenha autorizado esta solução governativa.
Isto cheira-me a manigância de politicos sem escrúpulos. E isso não é bom.
A vergonha é geral por terem sido quatro anos de aldrabões e ilusionistas do circo moamed.
A. Vieira
«Em seguida, o eleitor entra na câmara de voto situada na assembleia e aí, sozinho, marca uma cruz no quadrado respectivo da lista em que vota e dobra o boletim em quatro.»
Gistava de cumprir tudo o que é indicado, mas aquele “lençol” dobrdo em quatro não cabe na ranhura da urna.
Depende da ranhura. Algumas são muito elásticas: cabe lá quase tudo.
Bic laranja já foi…
Mas este, felizmente, continua.
https://biclaranja.blogs.sapo.pt/
A única boa notícia de hoje: o possível resultado do Iniciativa Liberal.
Isabel
Quem andou a cantar loas ao péssimo doutor Rio deve estar com uma azia dos diabos.
E quem o vai substituir? O Miguel Pinto Luz.?
Para além de um certo anacronismo de Rio em fazer política, contribuiu também, sobretudo, a campanha negra montada contra ele dentro do Partido e na Comunicação social. Já para não falar nas políticas revolucionárias de Passos, do ir para além da troika, na permanente ameaça do descalabro….
Manuel Monteiro, ou Mesquita Nunes podem avançar. Rezo que o maluco do Melo continue em Bruxelas