![8172397_rES28[1].jpg 8172397_rES28[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2019/21547758_VKUSI.jpeg)
«Entre o conhecimento do bem e do mal há uma grande diferença: o mal conhece-se quando se tem e o bem quando se teve; o mal, quando se padece, o bem, quando se perde.»
Padre António Vieira
Mário Soares fundou o PS em Maio de 1973. Sá Carneiro fundou o PPD (depois PSD) em Maio de 1974. Diogo Freitas do Amaral, agora falecido, fundou o CDS em Julho de 1974. Álvaro Cunhal, de algum modo, refundou o PCP na década de 40 e foi seu dirigente histórico durante quatro décadas. Fernando Rosas, Francisco Louçã, Luís Fazenda e Miguel Portas fundaram o Bloco de Esquerda em 1999.
E o PAN, que parece ter caído do céu há quatro anos, ungido por André Silva? Este partido tem um fundador, do qual todos os actuais dirigentes parecem demarcar-se, vá lá saber-se porquê. É o professor Paulo Alexandre Esteves Borges, budista praticante após ter sido entusiasta do Quinto Império: primeiro presidente do partido, em 2011, afastou-se da liderança três anos depois e desfiliou-se em 2015. Entre «divergências profundas quanto ao rumo que alguns comissários [pretendiam] dar ao PAN».
Seria interessante recordar a cascata de convulsões internas que levaram ao seu afastamento.
Seria interessante saber se André Silva se revê nos princípios doutrinários de Paulo Borges, discípulo espiritual do padre António Vieira e do professor Agostinho da Silva.
Seria interessante indagar se o professor Borges tenciona votar no partido que fundou.
Já agora, também teria interesse saber por que motivo o deputado do PAN preferiu votar em Fernando Negrão em vez de Ferro Rodrigues para presidente da Assembleia da República em Outubro de 2015.
Eis questões com relevância pública e que mereciam tratamento jornalístico se o PAN fosse encarado pelo mesmo prisma acutilante reservado à maioria das forças partidárias representadas no Parlamento.

Surpreendeu-me pela positiva, o André Silva, ao preferir Fernando Negrão, homem de uma enorme seriedade apesar de alguma tibieza!!
Quanto ao misticismo essencialista acho que se mantém, parece-me até ter crescido, ali pelas hostes do PAN. Nota-se-lhes no olhar…há ali qualquer coisa…o Himmler também o tinha!!
Já não repórteres, agora só há jornalistas. Jornalistas não existem para informar, existem para ser catalisadores políticos, para que raio iriam à procura de informação que não ajuda a que se politize mais e mais a vida das pessoas?
lucklucky
Perdoe-me o desvio, mas
eles ‘andem’ aí.
Esses malfeitores de direita que mandaram aquele senhor disfarçado de Einstein chatear o bonzinho e simpático Costa. Não se faz.
E aquela senhora que tentou agredir a Cristas foi só para dissimular. Estava tudo planeado para hoje e resolveram começar o disfarce ontem. É uma cabala, de direita: a mesma de sempre, a que inventou a Casa Pia, e a Cova da Beira e a licenciatura de Sócrates, e o BES dono disto tudo etc. E agora Tancos. Malfeitores. Não se faz!
Isabel
Pedro, pedia – lhe, para amanhã, (amanhã ainda se pode falar de política, ou não?) um artigo sobre a bronca de hoje. Será Rio um homem de sorte?
Abraço
Espuma. Mera espuma dos dias. A campanha terminou. Os dados estão lançados.
Alguns indecisos ao que sei não vão votar Costa, pelo episódio. Pedro, sabia que a Maria Flor Pedroso é prima de António Costa? Até que ponto a RTP, não deveria ter escolhido outro moderador no debate Rio /Costa?
Não brinquemos, o PAN é uma brincadeira que apanhou o pontapé do ambiente e se moveu. Pela mesma razão, se há-de de votar nele. Não me parece que tenha movimento próprio. A ver vamos.
“Apanhar o pontapé do ambiente” é uma expressão muito feliz.
Então mas os fundadores do PAN não foram o bobi e o tareco?
Esses andam mais pelo futebol do que pela política.