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«Há uma enorme confusão na definição ideológica dos outros partidos.»
André Silva
Espreitei parte da entrevista que o porta-voz do partido animalista deu ontem à noite à TVI. André Silva rejeita a dicotomia esquerda/direita e prefere «outras bússolas», segundo confessou, etiquetando de «progressista» o seu partido, assumidamente «pós-ideológico».
Convocado a descer da nuvem retórica, logo se apressou a desdizer o que dissera: «O PAN é um partido que se posiciona, acima de tudo, pela preservação dos ecossistemas.»
Tudo e o seu contrário, portanto. «Preservar os ecossistemas» é a definição perfeita de um partido conservador. O deputado único do PAN, que nesta entrevista se atreveu a acusar as restantes forças partidárias de fuga às respectivas matrizes ideológicas, devia olhar-se um pouco mais ao espelho. Não para acertar o nó da gravata, adereço que recusa usar talvez por lhe lembrar uma coleira, mas para ver a cara com que fica ao receber o ricochete dos tiros que dispara.

Quais partidos conservadores?!!! Os que impuseram a escravatura em África?!!! Continua com esta conversa de merda que ficas atrás do PAN nas eleições.
Xanax, camarada. Béu béu.
Escravatura em África, em todo o Levante e Médio Oriente era praticada pelos árabes, egípcios e gente de lá muito antes de haver partidos conversadores, ó grande imbecil. Eu sei que aprendeste isso na C+S com professores afectos ao sindicato mas não está correcto.
Ficamos a saber pelo Rato que já existiam partidos conservadores em África antes dos Europeus lá chegarem. Há coisas fantásticas.
Rato deverá ser dirigente do PAN.
Deduzo, pelo apelido.
A evolução do PAN é bonita de ver. Na campanha para as europeias tinham um cartaz que dizia “a ecologia é a nossa ideologia”. 4 ou 5 meses depois são pós ideológicos. No dia das eleições serão proto-meta-eco-vinculados ou qualquer outra coisa…
Pelo menos é um partido muito dinâmico. Já teve três nomes.
– Partido Pelos Animais, entre 2009 e 2011
– Partido Pelos Animais e Pela Natureza, entre 2011 e 2014
– Pessoas-Animais-Natureza, desde 2014
o PAN português não tem substracto, falta-lhe vitamina.
Enquanto alguns partidos tradicionais vegetam, o partido vegetal vai medrando.
Eles querem é comprar casinhas e apartamentos — quando tiverem duas ou três para as poderem alugar a umas 5x o SMN cada uma, mudam de vida.
Qual o animal que o PAN escolheria para Secretário de Estado da Condição Animal, se fosse governo ?…
A.Vieira
Hesitaria. Entre um bípede e um quadrúpede.
Errar é humano, mas os animais também erram. E a juventude desculpa muitos erros. Somos jovens, estamos a aprender.
Percebo a resposta a falta de ideologia, é sincera e algo acertada. O CDs é supostamente de direita liberal mas quer Estado em tudo. Os partidos de esquerda deviam querer mais impostos sobre o rendimento (e gratuitidade dos serviços) mas pedem menos impostos. É tudo uma valente baderna ao sabor do vento. O socialismo do PS, a socialdemocracia do PSD (tudo com aspas), tocam-se.
O pan é um bloco 2, partido de nicho. O público alvo é a malta cuja família são os bichinhos, e os tipos que anseiam pela vida bucólica do campo em detrimento do ufa ufa da cidade.
Herrar é umano.
Até os animais herram.
Erra o mano, a mana, todos erram.
Irra.
Não percebo o que é ser “pós-ideológico”. Também não percebo a vantagem de “outras bússolas”, porque todas as bússolas indicam o mesmo. A não ser que André Silva não tenha ideologia nem idéia para onde ir (tirando S. Bento).
Os portugueses deixaram de ter filhos e têm cães? Tudo certo. Tratam os cães melhor do que alguns tratam os filhos? Tudo certo. Querem um SNS para o Rex? E uma ADSE? Certo, mas na hora da ração tratem o bicho da forma mais humana possível – ou seja, encham a gamela, e quando o Rex vai comer tirem-lhe metade e digam-lhe que é para o Centeno. Quando o bicho começar a definhar de inanição levem-no ao veterinário e chorem; “para mim, este cão é como se fosse uma pessoa – matem-no”.
Há de vir um estádio superior de construção do socialismo… perdão, do animalismo, em que se criarão lulus e tarecos veganos.
Deixam de comer rações com base em carne de outros bichos e passarão a comer rações ‘gourmet’ à base de algas, tofu e rúcula.
Já existem, Pedro:
https://www.peta.org/living/animal-compa nions/vegetarian-cats-dogs/
Admirável mundo novo este…
Obrigado por me manter actualizado neste admirável mundo novo, caro André Miguel.
O que irá seguir-se? Extracçao compulsiva – e comparticipada pelos contribuintes – dos dentes caninos dos simpáticos bichinhos? Uma folhinha de rúcula em vez do tradicional osso nas respectivas coleirinhas?
A imaginação da tribo animalista é inesgotável.