Fim de semana (8)


Pedro Correia,

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Desta vez a sugestão é em Lisboa. Na Feira do Livro, que decorre até 12 de Setembro. Pelo passeio, pela possibilidade de adquirirmos livros a bom preço, pelo inesperado reencontro com gente amiga (voltou a acontecer-me sexta-feira, dia da inauguração) e pelo magnífico panorama que desfrutamos lá do alto. Uma das mais soberbas vistas da cidade, captada do miradouro do Parque Eduardo VII, projectado em 1940 pelo arquitecto Francisco Keil do Amaral, a quem a capital portuguesa tanto deve.

Nesta minha primeira incursão trouxe de lá três livros. Da Relógio d’ Água, ainda uma das melhores editoras portuguesas, um clássico da ficção narrativa do século XX: A Morte de Virgílio, de Hermann Broch. No pavilhão da Alfaguara, outra das minhas preferidas, comprei O Barulho das Coisas ao Cair, romance do colombianao Juan Gabriel Vásquez. E na volta que dei pelos alfarrabistas encontrei Os Desertores – primeira edição (1960) do romance de Augusto Abelaira. Com autógrafo do autor em forma de dedicatória – por apenas 7,5 euros.

Qualquer deles a ler em breve. Mas hei-de voltar à Feira – mesmo com o sacrifício de andar lá de máscara. Gosto de tradições e de rituais. Deambular pelo Parque, com milhares de livros em redor, é um prazer que todos os anos se renova.

7 comentários em “Fim de semana (8)”

  1. Para sugestão de fim de semana, esta é péssima: a Feira ao fim de semana está cheia de gente, mal se pode dar um passo.

      1. É preciso ter paciência, há com cada emplastro.
        Pareceu-me de quem quer conversa para dentar abaixo o Medina/Governo/DGS por autorizar tanto gente gostar ver livros ao fim de semana.

        1. Quinze mil, no primeiro dia. Mais do que isso há em qualquer noite em Lisboa no eixo Príncipe Real-Bairro Alto-Cais do Sodré-24 de Julho.
          Na Lisboa do Medina. Só não vê quem não quer.
          Muitos desses não lêem uma linha. Excepto os que “lêem” linhas de coca.

          1. Uma boa ideia para acabar de vez com todo aquele comércio de tascas, bares, comes e bebes.
            Encerrar definiticamente todos esses estabelecimenros, policia à entrada das rua identificando e prendendo quem não é do local. Pronto.

  2. um bom elogio da Feira do Livro, para alem dos livros propriamente ditos.

    “outros” tambem escreverao mas salientando o tempo que estava agreste ou reclamando por nao terem sido colocadas no espaço ventoinhas refrescadoras. Claro, etc etc etc

    Até o encontro, parece, foi bom.

    Pois que na proxima visita haja “encontro” , mas daqueles que apetece enterrar em vida, já que afinal, surpresa, continuam a caminhar com os pés.
    Boas leituras.

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