Fim da vaga


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Finda a quarentena filial e a clausura concelhia deixaremos hoje esta enseada atlântica, norteando-nos rumo às cercanias das águas do Trancão…

 

Desde os tempos universitários que aqui não pernoitava. Velho vou mas então a vilória já não era este pitoresco feito da miséria da faina a remos e da “natureza” amanhada a enxada. Noto agora que se veio a tornar viçoso bairro social, de kebabarias e pizarias, alumínios e marquises. Antes assim!, direi realista. Porquê assim?, respondo crente, neste meu diálogo de hoje, vendo chegar a neblina matinal, enregelando a até entusiástica reabertura da esplanada fronteira ao mar, nisto da bica ainda obtida ao postigo mais o jornal “Record” para me legitimar o assento.

 

Agora? Camioneta rumo à urbe. Pois nova era, fim de vaga. E cinquentão decidido a recomeçar vida, que mo permita o Covid! Que nos permita o Covid!

3 comentários em “Fim da vaga”

  1. Tenha cuidado ao comer uma sandes dentro da camioneta, não vá aparecer um bufo disfarçado de polícia à paisana.

    1. “comer uma sandes dentro da camioneta, não vá aparecer um bufo disfarçado de polícia à paisana.”
      Já toda a gente sabe que essa história da multa é falsa. Nas redes sociais continua a ser transmitida com o se fosse verdadeira pois para muitos actores das redes os factos não interessam.

  2. Ainda não deu para sentir a diferença. Mas lá iremos. Para já, as esplanadas até nas aldeias têm gente. Tal não era o desejo de outras companhias.

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