«Os cultores da teoria do “racismo sistémico” dos países ocidentais não ajudam nada a entender o que se passa em Cabo Delgado. Para quem considera o racismo um exclusivo europeu, como interpretar algo que resulta em grande parte de conflitos inter-étnicos e inter-religiosos entre macondes cristãos e muânis muçulmanos? Isto num meio de extrema pobreza (Moçambique persiste em aparecer na meia dúzia de países mais pobres do mundo), onde a grande questão é a apropriação pela elite governamental dos rendimentos de um projecto de extracção de gás natural de uma multinacional europeia, sem benefícios para as miseráveis populações locais. As quais são ainda vítimas das brutalidades do exército moçambicano, que os militares portugueses vão agora ajudar a formar. Já se contam em milhares os mortos e em quase um milhão os deslocados. São vidas negras, mas não vimos manifestações da classe média pelas ruas das cidades europeias em sua homenagem.»
Luciano Amaral, no Correio da Manhã

É triste quando se começa a preferir ler o Correio da Manhã ao Público, DN, Expresso, etc..
Não julgue a mensagem pela capa !
Temos de ser suficientemente fortes para estarmos preparados para dar razão aqueles que mais desprezamos.
WW
“Os cultores da teoria do “racismo sistémico” dos países ocidentais não ajudam nada a entender o que se passa em Cabo Delgado.”
O Luciano Amaral não entendeu que o “racismo sistémico” é só mais uma alavanca de branding negativo construída pelos Marxistas para neutralizarem os outros com “culpa” de modo a silenciá-los e obterem o Poder?
Tal como nunca se preocuparam com pobreza, direitos ou liberdade. São só alavancas utilitárias enquanto não obtêm o poder todo.
É claro que o racismo não é um exclusivo europeu, ou mesmo branco. Mas o facto de existir racismo noutros locais também não é razão para que continuemos a praticar e a subestimar o racismo. Dizer “os pretos também são racistas” justifica que o sejamos? Muitas pessoas parecem acreditar que sim.
São vidas negras, mas não vimos manifestações da classe média pelas ruas das cidades europeias em sua homenagem.
Nem manifestações de deputad@s tão e sempre focad@s nestes assuntos do racismo.
“Nem manifestações de deputad@s tão e sempre focad@s nestes assuntos do racismo.”
Já agora escreva também racism@.
“…que os militares portugueses vão agora ajudar a formar…”.
O Presidente da República não deve permitir o envio de qualquer força militar portuguesa, seja com que pretexto for, para apoiar uma Frelimo que impõs, e mantem, um regime violento Moçambique.
É associar Portugal ao regime violento, insano, da Frelimo em Moçambique.
Já não basta a responsabilidade histórica de Portugal na instituição de esse regime. Será possível não o admitir e ainda mais, re-confirmar esse terrível erro histórico?.
Hoje em dia é impossível não perceber que uma coisa é o povo moçambicano, outra coisa é a Frelimo.