No Facebook, quando o assunto fervia e a propósito do escândalo do Ministério Público de Famalicão, escrevi o seguinte:
Alguém sabe onde está a promoção do MP sobre o caso da família de Famalicão? Tenho visto várias transcrições de excertos, a começar na Lusa, logo isso deve ser acessível, mas no site, que eu veja, não há textos. A julgar apenas pelas transcrições o MP acha normal o império do Estado ser enfiado pela goela abaixo dos cidadãos recalcitrantes quando calhe estes terem suficiente amor às suas convicções para tentar impedir o sistema de ensino de formatar as cabecinhas dos infantes em escolhas ideológicas que não são neutras. Ou seja, a Constituição declara o Estado laico mas o poder do dia acha que o ensino oficial deve promover a religião boazinha da chamada ideologia de género, por exemplo, entre outras obsessões. As querelas ideológicas resolvem-se, em regime democrático, por escolhas livres, mas a liberdade fica diminuída se se pretende condicionar as crianças a ver o mundo da forma que o vê uma parte dele, que é a dos paizinhos que legitimamente são de esquerda. Eduquem os vossos filhos com as caraminholas em que acreditam, abstenham-se de reivindicar o direito, que a Constituição, a lógica, o senso e a decência não consentem, de educar os filhos de quem não compre as frescuras do tempo. Ontem a Mocidade Portuguesa, hoje acampamentos do Bloco de Esquerda em formato de sala de aula e com notas?
As transcrições a que me refiro estão, por exemplo, aqui. E as primeiras observações que se podem fazer são estas: se a promoção não é pública, então excertos não deveriam andar na imprensa; se andam é porque alguém lá os pôs; quem os pôs só pode ter sido o advogado da família, ou esta, ou o MP, ou funcionários; se o que chega à comunicação social são extractos, deveria o próprio MP ter interesse na divulgação porque os interesses a proteger, se há, com o secretismo, já estão ofendidos, e nada garante que o que os jornalistas entenderam salientar tenha mais relevo do que o que ficou omisso.
O texto acima foi objecto, dentro do meu mural, de comentários aqui e ali azedos e vi-me aflito para evitar zangas. Tenho amigos claramente de direita, outros em cima do muro e outros ainda à esquerda. E nas raras vezes (três a que tenha dado atenção, para ser exacto) em que pessoas entenderam excluir-me por não “aguentarem sarcasmos” ou o meu alegado machismo considerei o facto como uma derrota: as redes são lugares tribais e as pessoas sentem-se confortáveis apenas nas respectivas bolhas mas um mundo alternativo em que toda a gente concordasse comigo seria decerto muitíssimo razoável, e progressivo, e rico, e sensato, e exornado ainda de muitas outras qualidades, mas também, como a ilha de Calipso, prodigiosamente chato.
Um destes amigos (que no diálogo em questão não participou – se o tivesse feito haveria ainda mais troca de tiro de morteiros, por ter notoriedade), que estimo, declara-se como liberal de esquerda, coisa que tecnicamente parece que existe mas nunca pude apurar o que seja. Curiosamente, é, como eu, naturalmente tolerante em relação a pessoas que subscrevam ideias que contrariem as próprias, e escreveu este fim-de-semana, na sua coluna no Expresso, sobre o caso.
Ainda bem. Que assim comento um texto que li integralmente e não um de que conheça apenas partes e que tem contornos de legalês, que é um terreno eriçado de escolhos. Que diz então Luís Aguiar-Conraria? Muitas coisas para concluir que
“A escolaridade obrigatória faz parte do consenso da sociedade, e os pais não têm o direito de impedir que os filhos usufruam desse ensino.”
Começando pelo fim, o raciocínio é capcioso: há efectivamente um consenso social em torno da obrigatoriedade do ensino; mas não há, como este conflito e a polémica em torno dele demonstram, nenhum consenso em torno da ominosa disciplina de Cidadania e é ela, e só ela, que está em causa, e não a obrigatoriedade do ensino de cadeiras do currículo tradicional. A menos que se queira entender que o “consenso social” cobre as manias do pensamento progressista-socialista-modernista que são moeda corrente e provavelmente maioritárias nos assuntos de que trata a disciplina mas de modo nenhum pacíficas.
Esta conclusão é, ademais, tão intelectualmente enviesada como outros raciocínios que a suportam como, por exemplo, quando diz
“Que hoje a direita em peso assuma as dores dos pais de Famalicão, quando impediu a escola de atender a casos particulares, é irónico”.
A observação refere-se à desastrada iniciativa da ministra Maria de Lurdes que, in illo tempore, quis arranjar um expediente para fazer passar de ano os alunos que, por excederem o máximo de faltas, chumbassem automaticamente. O expediente consistia num exame de faz-de-conta e o propósito era diminuir administrativamente o número de “retenções”, vulgo chumbos. A direita, realmente, torceu o nariz. E bem, porque todo o espectro político subscreve a massificação do ensino, mas à parte esquerda, aparentemente, não importa se isso se faz com analfabetos albardados de diplomas. A relação deste incidente pretérito com o problema actual Luís vê-a porque eram “casos concretos” aos quais os professores deveriam ter “flexibilidade” para atender. Eu não vejo relação nenhuma.
A seguir vem um bom argumento: “A possibilidade de uma família muçulmana não querer que a filha adolescente tenha aulas de Educação Física é real. Um dia acontecerá (…) mas conto que com o Estado para impor o direito desta adolescente a ter as aulas todas”.
Também eu porque a Constituição defende a igualdade entre os sexos, que resultaria negada pela excepção. E não é apenas a Constituição, é também o estádio actual do tal consenso social, que no caso se estabeleceu numa sociedade de tradição judaico-cristã, e não numa muçulmana, que não só é alienígena como não se mostra geralmente compatível com um certo número de valores (o da igualdade de direitos entre os sexos é um deles) que consideramos como um adquirido civilizacional.
Sucede que os pais de Famalicão não pretendem ofender nenhum valor social legítimo, mas antes correntes de opinião de modo nenhum pacíficas, que no caso são as de uma parte do eleitorado, que desencantou o expediente de formatar as cabeças das criancinhas nas crenças em engenharias sociais que lhes norteiam as posições políticas, com a esperança de em adultos estarem mais receptivos a adoptarem os disparates e radicalismos, com frequência ridículos, que imaginam fazerem parte de um espécie de teleologia em direcção à sociedade perfeita.
A própria polémica suscitada ilustra isto: se a esquerda, em geral, subscreve o palavreado progressista que enforma parte da disciplina, e alguma direita não, é um abuso usar o poder do Estado para obrigar os filhos da parte que tem reservas a serem educados pelos critérios, em questões de moral e certas de organização social, da que não tem.
Por exemplo: igualdade de género? Esta formulação equívoca (fora da Gramática, onde tem um significado preciso) destina-se a inculcar a ideia de que o sexo é uma construção social e não uma marca distintiva biológica, o que abre a porta a uma quantidade de abusos e tolices que não vou detalhar porque o ponto não é o bem-fundado da teoria – é que quem a defende não tem o direito de a impor, com autoridade professoral, aos filhos de quem encara semelhantes delírios como fazendo parte de modernismos passageiros quando não são masturbações intelectuais de marxistas reciclados que arranjaram um modo de vida nas universidades do mundo anglo-saxónico, de onde vêm estas modas.
O texto vai longo e por isso salto para o ponto em que o autor declara que “A primeira hipótese [chumbos] é demasiado penalizadora para os miúdos, que deveriam ter sido protegidos e não penalizados pelos pais irresponsáveis que lhes calharam”. Irresponsáveis?! Subscrevo integralmente o que dizia há dias Rui Ramos sobre a forma como estes pais devem ser encarados, e o que no dia seguinte disse Alberto Gonçalves, e lembro que
No tempo do Estado Novo os inimigos activos do regime eram uma minoria, e dentro desta sobressaíam os comunistas, que por o serem pagaram um pesado preço. Gente dos meus lados, mas não tão lúcida quanto eu, costuma lembrar a evidência de o tipo de sociedade que os comunistas reivindicavam ser imensamente mais deletério que a que pretendiam substituir. Pois sim: o facto é que, sem o activismo comunista, acharíamos hoje que o Estado Novo praticamente não teve repressão. Acaso acha o Luís que os filhos de comunistas devem censurar aos pais terem-nos prejudicado pela defesa das suas convicções? Pergunto eu, que sou anticomunista.
Amigas dilectas minhas chamam incansavelmente a atenção para o facto de a miudagem não ligar provavelmente grande coisa à disciplina, diga o que disser o professor que lhes calhar em sorte, e que no tempo delas a Religião e Moral não as pôs nem mais nem menos católicas, nem as condicionou nas suas mundividências, que foram tributárias muito mais do que aprendiam nos recreios e em leituras avulsas e conversas; assim como a disciplina de Organização Política, se queria formar servidores do regime, falhou clamorosamente.
Isto dizem elas, com mais verve. E diz Conraria que a disciplina não deveria existir. Também acho, a menos que fosse facultativa e sem notas.
Ou seja, mesmo quem defende a existência da aberração acha que ela não tem importância, razão pela qual deve permanecer; e quem acha que ela não devia existir entende que o melhor é que exista.
Porquê? Porque o Estado não pode emendar a mão, quem a deve emendar é quem seja vítima de atropelos.
Deve ser o que entendem por cidadania.

Eu cá continuo na minha, não consigo perceber como é que a rapaziada de esquerda (excepto os tais “liberais de esquerda” a que o texto alude) aceita o programa desta disciplina, que dissemina o valor do “empreendedorismo”, mito liberal capitalista individualista, de contornos e conteúdos direitistas e alienantes. Mas, enfim, de imbecis está o mundo cheio e os jornais também.
Admiração nenhuma!
A esquerda liberal – e a bem dizer é toda a esquerda, se não por palavras… – só quer garantir que o empreendedorismo tenha sucesso bastante para ser generosamente chulado!
Ora bem. E veja-se o ataque da esquerda aos trabalhadores livres.
No passado havia um disciplina de organização política, e nesse âmbito de factualidades qualquer disciplina é aceitável, seja o regime democrático ou fascista.
Outra questão, é se num regime democrático, e para crianças, se deve limitar aos factos ou promover a aceitação dos princípios que os geraram uma vez que tal deveria, suscitar todo o contraditório democraticamente envolvido ou possível de evolver.
O que me dizem é que tudo é dirigido à promoção dos fundamentos de quem produziu as leis, com ignorância de todo o contraditório – o que na prática dará propaganda da espécie pestilenta esquerdalho/ progressista.
Organização Política
Maravilha, estudei 3 dias e 3 noites: 19 valores, a maior nota da minha vida.
Uma semana depois, sabia zero daquilo.
Um colega chumbou na oral(dispensava-se com 16) : o rapaz não sabia o nome do papa e o professor, padre, não perdoou.
Liceu Nacional de Viseu
Outros tempos, os ditadores são os mesmos.
uma sociedade de tradição judaico-cristã, e não […] muçulmana, que não só é alienígena como não se mostra geralmente compatível com um certo número de valores (o da igualdade de direitos entre os sexos é um deles)
A tradição judaica também é tudo menos igualitária entre os sexos. O judaísmo é claramente inequalitário entre os sexos. Basta ir a uma sinagoga durante um serviço religioso para o observar.
É curioso e, em minha opinião, disparatado falar em “tradição judaico-cristã” num país, como Portugal, que perseguiu acirradamente os judeus durante três séculos, e que ainda hoje tem um número despiciendo de judeus (os quais são quase todos de origem estrangeira mais ou menos recente). Portugal tem uma tradição cristã. Não tem uma tradição judaico-cristã.
Pelo contrário, dever-se-ia falar de tradição “judaico-muçulmana”, pois que os judeus conviveram em geral pacificamente com os muçulmanos em muitos lugares e durante muito tempo, sendo as tradições e costumes judaicos bastante mais parecidos com os muçulmanos do que com os cristãos.
“os judeus conviveram em geral pacificamente com os muçulmanos em muitos lugares”
E lá vêm as mentiras. Subjugados é a palavra que te falta.
Ao contrário da sociedade em geral – nacional e transnacional – escândalo é sentimento que me não norteia. cent-question-triggers-bizarre-trans-ran t-from-woke-professor.html
O facto a que alude parece-me bem enquadrado no texto, no que a semântica permite descortinar.
A inquisição foi um fenómeno usado por reis e funcionava também ela como um ofício público.
O que se pode saber sobre a disciplina “Cidadania”, no que respeita à sua componente de uma falsa e ficcionada engenharia social, permite concluir que se mantêm os padrões de proselitismo de estado coadjuvados por um santo ofício (MP) que pretende fazer crer que a mentira pode ser transformada em verdade e assim salvarem-se almas.
A ciência diz que são os cromossomas que determinam o sexo, ponto final. E o que o santo e público ofício pretende dizer é exactamente o contrário, isto é, na versão moderna podem pôr a funcionar as estruturas como eles mesmos, os prosélitos, desejam; e não existe espaço para base científica e pensamento autónomo em matéria de oposição a sua corrente religiosa.
Qualquer oposição que se faça é de imediato contrariada de forma absurda e plena de retórica para procurar fingir que se ganha onde na realidade os argumentos não abundam.
Vem esta afirmação a propósito da retórica de uma suposta professora e afro-americana, talvez ainda traumatizada e com sequelas do colonialismo e da escravidão, quando questionada por um senador americano:
https://rumble.com/v1c51zx-senators-inno
Como me apercebi que o JMG também é interessado por matérias de saúde, melhor, como esta funciona, lembrei-me que poderia ser interessante o que o Dr. Vernon Coleman escreve sobre o maravilhoso serviço britânico do “não ressuscitar” (deixo aqui o artigo como aviso à navegação, porque o pensamento anglo-saxónico acaba sempre por vencer em matéria de angariação de países prosélitos):
“The internet has, for months now been full of stories of patients being asked to sign ‘Do Not Resuscitate’ forms or having ‘Do Not Resuscitate’ forms signed on their behalf. They are known as ‘DNR’ forms or DNAR forms – for Do Not Attempt Resuscitation.
GPs all over the country have been contacting their elderly patients, and those with chronic health disorders, and asking them two questions.
Are you happy for us to put a DNR on your file? ernon-coleman-have-you-been-put-on-a-dea th-list/ st-and-most-powerful-lie-doctors-tell
And
Are you happy for us to put on your file a note that you won’t be admitted to hospital if you become unwell?
Note the clever wording, designed to elicit a positive response. It’s the sort of trickery used by crooked pollsters and insurance salesmen – knowing what answer they want and shading the question in such a way as to ensure that they get it.”
Aqui:
https://21stcenturywire.com/2022/07/11/v
Mas também importa divulgar isto aqui:
“Há cinco décadas luto contra o mito absurdo de que as companhias farmacêuticas e os médicos têm prolongado a expectativa de vida.
Isto, receio, é uma peça de propaganda que existe apenas para promover a indústria farmacêutica e a profissão médica.
O fato é que no final do século XIX, e no início do século XX, a mortalidade infantil era terrivelmente alta.
Bebés muitas vezes morriam antes de chegarem ao primeiro aniversário.
E isso deu a impressão de que a expectativa de vida dos adultos era menor do que era.
É simples de explicar.
Se um bebé morre logo após o nascimento, e outro bebé vive até os 80 anos, então a expectativa média de vida é de cerca de 40 anos.
Melhor água potável, melhores instalações de esgoto, melhor moradia e melhor comida significam que hoje é incomum que bebés morram. A taxa de mortalidade infantil melhorou drasticamente.”
O original, aqui:
https://vernoncoleman.org/articles/bigge
O propósito destes anexos serve para alertar que existem fazedores de pensamento que conduziram, e ainda conduzem, as massas a acreditar em lendas, mitos e fantasias.
‘expectativa’, e por que ‘fato’ em vez de facto?
Um aluno que ultrapasse o limite de faltas a uma disciplina, pode transitar de ano se o Conselho de Turma( professores) assim o entender e apresentar uma justificação válida. Já houve casos em que isso aconteceu com alunos que nem sequer tinham um aproveitamento excelente. Nestes casos o Conselho de Turma, que conhece bem o aluno, deveria ser soberano e normalmente é. A decisão só será apreciada por uma instância superior, caso haja um recurso. Ora, os pais só utilizam este instrumento, no caso de reprovação. Portanto como é que esta situação chegou ao Ministério da Educação, se o Conselho de Turma, usando as suas competências legais, decidiu aprovar estes alunos de Famalicão?
Ódio da esquerda a quem resiste às suas estruturas.
As reservas em realção a alguns temas da disciplina são perfeitamente compreensiveis.
Agora, o Alberto Gonçalves … meu Deus. não tem nada melhor! O ressabiado militante que não consegue recuperar dos desaires do Passos Coelho. Coitado!
Muito bom, como usual. Tema relacionado com este, e a considerar nestas análises, será o que mais influência terá na formação do carácter de um jóvem.
Se o mais importante “formatador” do carácter, personalidade, é o ambiente familiar/social, ou os currículos oficiais/idiossincrasias dos professores de semelhantes, literalmente falando, pseudo-“disciplinas”….
Depois há um pequeno detalhe de “somais” importância.
Porque será que no fim de tudo esse duplo “influênciar” os miúdos, todos eles, chegam ao fim de esse processo de “educação”, todos eles muito diferentes?.
Um facto parece óbvio. Apesar de tudo a “Escola”, por muito que os Ministérios da Educação em vigor queiram, não consegue ser um aviário de eleitores. Passei pelas obrigatórias “Religião e Moral ” e “Mocidade Portuguesa”, intrigado, pensativo mas incólume.
Outra coisa ainda mais interessante é a comparação entre os alunos que fazem esse percurso escolar dentro de um establecimento escolar e outros que, por variadas razões, o fazem em “casa”.
Estes últimos são, em geral, ainda mais diferentes e suprendentes….
A massificação do ensino tem os seus quês.
José Meireles Graça, prezado amigo,
Talvez saiba, sou famalicense. Decerto não saberá sou muito amigo dos pais Mesquita Guimarães.
Daí poder falar com conhecimento de causa.
A tal disciplina “Cidadania ” do ponto de vista deles (e do meu) , a existir devia abarcar todos os assuntos relacionados. Vg, não deitar papeis de rebuçados para o chão, limpar o cocó do cão na rua, dar lugar aos velhinhos no autocarro , votar que é um dever (ainda qje em branco, que é outro dever) e respeitar as pessoas, sejam homossexuais, de outra cor ou semelhantes à maioria.
Acontece que a prof. aproveitou a deixa para pura campanha LGTB…. + (que isto agora é o império da imaginação).
Os pais não gostaram. Porque a aula não era de psiquiatria, psicologia, sociologia, sexologia… e, repito, estava centrada nesse tema.
O óbvio intuito – fazer a cabeça dos miúdos para uma realidade que querem normal mas nunca será (ainda que digna de respeito).
Vai daí…
Pessoalmente, explicaria às crianças, em casa, as coisas de outro modo. Mas, justamente, a obrigação da escola é abrir o mapa, mostrar os locais e ponto final.
Assim não acontecendo, foi embora a confiança. Engenharias berloquianas eles não querem.
Cumprimentos
Sei perfeitamente que é famalicense – alguns textos seus, ao longo dos anos, deixaram entrever esse facto. Suspeitava que as principais reservas andassem em torno da bandeira colorida da “causa” LBGTurbo, tanto melhor que se confirma. Ainda bem que há quem não esteja arregimentado no Maria-vai-com-as-outras. Cordialíssimos cumprimentos.