De acordo com o Jornal de Notícias, a PSP de Ovar identificou duas mulheres, de 31 e 35 anos, que se faziam passar por videntes, por suspeita da prática do crime de burla. Na sequência de uma denúncia de uma alegada vítima, agentes policiais abordaram as duas mulheres e uma das suspeitas deixou cair no chão um carrinho de linhas, um artigo que, segundo a PSP, é utilizado pelos autores deste tipo de crime para ludibriarem as vítimas e fazê-las crer que são videntes. As mulheres foram conduzidas à esquadra policial e, após revista, foram-lhes apreendidos três anéis, cinco brincos, uma medalha de um signo, um frasco de perfume, dois carrinhos de linhas, 11 dentes de alho, seis pontas de alecrim seco, uma caixa de palitos e cerca de um metro de papel higiénico. Pois no que me toca, digo que a existência de todo este material que foi apreendido me inspira uma certa confiança no trabalho destas videntes. Há em tudo isto uma preocupação genuína de respeito pelos cânones da actividade, uma nota de profissionalimo, uma dimensão quase deontológica. Confesso que Marques Mendes pareceria mais credível se se apresentasse aos Sábados com um carrinho de linhas, uma ponta de alecrim seco na lapela e um molho de alhos ao pescoço. E que estaria muito mais desconfiado se, em vez de um metro de papel higiénico, as suspeitas fossem portadoras de papel comercial do BES.
Falta um carrinho de linhas a Marques Mendes
Rui Rocha,

Como é habitual o RR arranca-me sempre uma valente gargalhada com os seus textos trágico-cómicos pelo menos quando envereda por essa via para satirizar com os ilustres que lhe caiem na rede.
O problema com o ilustre em causa é que já não é a 1ª vez que na sua função de comentador revela ao atónito tuga que o vê ou houve quanta massa lhe vai sair do bolso nos próximos meses com o objectivo de satisfazer a ala de que faz parte e para atirar o barro á parede para ver se pega.
O ilustre em causa usa também a posição de comentador que tem para aumentar a sua auto-estima que fica naturalmente baixa quando comparado com o decano dos comentadores políticos que também tem o condão de prender milhares de tugas frente á caixinha que mudou o mundo para lhes lavar a cabecinha e lhes retirar a faculdade de pensar.
O ilustre em causa tem também o problema de trair a confiança e reserva que lhe são impostas enquanto conselheiro de estado, em que supõe-se está lá para dar o seu conselho e não transmitir cá para fora o que os outros nobilíssimos conselheiros de estado aconselham ao PR e mais estranho é o facto de nunca ninguém transmitir o que ele aconselhou, será que está lá só para o “furo” para ver se faz sombra ao outro conselheiro que também é comentador ao Domingo.
É obviamente uma situação que se não fosse tão grave seria para RIR mas que só revela o quão fundo o buraco já está e todos os dias há mais gente a cavar………..
Pois esses dois videntes ainda aparecem nas telas?
Perdi-os de vista já não sei quando,ou afastaram-se eles de mim.
Bom post e boa inspiração.