Rico: “que tem riquezas; opulento; abundante; fértil; magnífico; esplêndido; valioso…“. Quem se dá ao luxo de desperdiçar milhões numa altura de crise é seguramente rico. Um país de ricos. Pode não se notar muito, mas lá que somos ninguém duvida.
Factos
Sérgio de Almeida Correia,

Caro Sérgio,
Atendendo à tradição que foi sendo isntituída ao longo de várias décadas, havia de ser bonito que não houvesse tolerância de ponto na tarde de 5.ª-feira Santa, como alías, resulta, por regulamentação colectiva de trabalho, em muitos sectores, nomeadamente na Banca.
Ricos, de facto, passámos a ser quando fiscalmente se considera não ter direito a prestações sociais do Estado o casal que em conjunto aufere mais de 1000 euros por mês.
Uma riqueza!
Imagine lá o que um casal – ainda para mais se tiver filhos – pode fazer com mil euros por mês!
Os filhos deste casal, por serem ricos, deixaram de ter abono de família e apoio social escolar. Se já estiverem na faculdade, por serem ricos, não têm qualquer apoio do Estado, ainda que a universidade que frequentam seja numa cidade longe da cidade, vila ou aldeia em que o casal (os Pais) reside.
Claro que somos ricos – e invejosos – mas consideramos que uma pensão de reforma de 5000€ a um técnico superior especializado -é uma reforma milionária, como se não fosse com base nos descontos de uma vidade de ordenados similares que tivesse sido calculada tal pensão.
Dos vencimentos e das reformas dos banqueiros e outros gestores do Estado (500.000€ anuais) já ficamos muito caladinhos, embora apareçam umas notíciazinhas esparsas (não se pode criticar os “homens de sucesso”) sobre o ordenado de António Mexia, Zeinal Bava e pouco mais…Dos grandes não se deve falar.
Tanta riqueza moral a destes últimos para contrabalançar a riqueza do casal dos mil euros!
Totalmente chocante. Estendemos a mão à caridade internacional enquanto permanecemos deitados à sombra da bananeira. E somos poucos a indignarmo-nos com isso.