Passos Coelho tem-se debatido vigorosamente contra as Novas Oportunidades, menina dos olhos do governo Sócrates. Um dos mais controversos pontos diz respeito ao processo de RVCC, Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências. Neste processo, diabolizado, odiado, epitetado pelo Primeiro-Ministro como ‘certificação de incompetências’, é esperado, grosso modo, que o candidato evidencie que já possui algumas competências adquiridas por vias não formais de educação. Este processo servia apenas certificação de nível Básico e Secundário mas hoje descobriu-se que, afinal, há neste país universidades que fazem exactamente o mesmo.
Ao que parece e pelo que aqui se diz Miguel Relvas inscreveu-se em 2006 na Universidade Lusófona e concluiu o curso de Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade em 2007, nos termos do Processo de Bolonha através de seis semestres. Diz-se ainda que o curso foi “encurtado por equivalências reconhecidas e homologadas pelo Conselho Científico” da Lusófona “em virtude da análise curricular a que precedeu previamente”. O que é isto se não um processo de reconhecimento, validação e certificação de competências ou de ‘incompetências’ se dermos ouvidos a Passos Coelho? Aguardar-se-á o encerramento da Universidade Lusófona até 31 de Agosto à semelhança do que está a acontecer aos Centros de Novas Oportunidades?
Também aqui.

Começo a achar que tudo neste país é um déjà vu.
Déjà vu et revu. Uma canseira.
E uma falta de imaginação… com tantos erros novinhos em folha para escolher, porque raio se fazem os mesmos?
Bem visto. Ao menos que nos distraíssem com um fresquinho 🙂
A Oeste nada de novo. Não valia a pena diabolizar os outros quando se tem telhados de vidro.
Pois….
É inacreditável como estas coisas continuam a acontecer.
Triste, muito triste.
Quem tem amigos tem tudo, Loca. Não é por acaso que estas coisas acontecem em universidades privadas.
Inicialmente as equivalências tinham sido dadas às disciplinas. Agora já foi feito um reconhecimento do “currículo profissional” o que levanta todo um outro conjunto de questões, tais como as que a Leonor refere.
E depois são os infelizes que até fazem 1º e 2º Ciclo no mesmo curso, embora na pública, que ficam com fama de andarem a tirar cursos para o boneco.
Pois…
Mas como é que se consegue concluir um curso de 2006 a 2007?
Concordo. As pessoas que andaram honestamente a fazer um esforço para concluir estudos, sabe deus às vezes com que sacrifício, foram ofendidas por Passos Coelho, agora é que se vê. Não que defenda cegamente as Novas Oportunidades, gente desonesta e chico-espertos há em todo o lado, mas não lhes valia a pena tanto fervor se Relvas concluiu a licenciatura de forma análoga.
Neste país não falta nada: há disciplinas tiradas ao domingo, há cursos universitários de um ano para outro, há toda a espécie de equivalências … e por fim até chegam a ministros !!!
Incrível! Lamento porque gosto muito do meu país e não gosto de desonestidades!
Temos de tudo um pouco mas temos muito de estórias mal contadas e trafulhices. Uma miséria.
Leonor, será bom que também se investigue e diga quem foram as sumidades que lhe deram as “equivalências” e julgaram da excelência do “currículo profissional” e percurso desse génio da Ciência Política e do Direito Constitucional.
Claro, Sérgio. Onde andarão esses desocultadores de competências (linguagem Novas Oportunidades)?
Quando morei na Pensilvânia tirei lá a carta de condução.
Quando voltei a Portugal pedi para trocar a carta de condução da Pensilvânia por uma portuguesa. Assim fizeram. Não paguei nada pela carta portuguesa, não tive que fazer exame de código nem de condução.
Resultado, tirei a carta de condução portuguesa sem saber o Código da Estrada português, sem ter gastado os balúrdios de tempo e dinheiro que em Portugal se gastam para tirar a carta, e sem saber conduzir um carro com mudanças manuais (apenas com automáticas).
E porquê? Porque a Direção-Geral de Viação reconheceu as minhas competências, adquiridas alhures.
Se tivesse aprendido a conduzir em Inglaterra estava explicado porque anda sempre em contra-mão.
E ao Relvas deram equivalências de que curso tirado onde, já agora?
Gostaria, agora, de ouvir e ler aqueles que durante meses ou anos andaram a pedir processos crime contra o outro. Eu tinha avisado que este governo iria ser a continuação do anterior, pelos piores motivos. Um ano chegou para provar isso e até os mais fanáticos já começam a ficar calados, na falta de argumentos.
Onde andarão esses agora? Caladinhos que nem um rato, nem por aqui aparecerem a dizer que andam a caluniar o Relvas. Mas olhe que às vezes aparecerem. Basta ver o meu post anterior. A quantidade de gente que defende que os enfermeiros devem ganhar 4 euros deixou-me nauseada.
Leonor, eu sabia que só a Leonor poderia tocar nesse “assunto ” tão sensível no blogue…infelizmente comentei o post do Rui antes de ler o seu.
Tirou-me as palavras da boca.
Onde andam esses ” ratos ” ? tudo de férias?
E asim percebemos que não temos justiça mesmo, nem daqueles com quem mais contamos serem isentos.
É a vidinha!
O Delito é um blogue plural, como sabe, cr, e não há assuntos tabu, mas, sim, nunca deixaria passar esta em vão. É uma trafulhice das grandes, e não me venham com a legalidade. Ontem estive afastada de blogues e notícias mas cada vez que falam no assunto enterram-se mais. É abjecto que o Primeiro-ministro venha alegar a legalidade. As Novas Oportunidades também eram legais e não foi por isso que ele não achincalhou todos os que as fizeram. E o Relvas fez o quê?
Senhor Dr. Ricardo Sardo, venho só recordar-lhe uma coisa que escreveu no dia 16 de Novembro de 2009 em defesa do Primeiro Ministro José Sócrates: “Movidos pela pulhice e pelo ódio e sede de vingança (pelos ataques às regalias, muitas delas injustas e injustificadas, de algumas corporações), esta gente canalha e criminosa é capaz de tudo para levar avante os seus desejos e a sua vontade pessoal, em detrimento do bem colectivo e da Lei que vigora no nosso sistema jurídico. São capazes de abrir as portas a um regime anarquista e à subversão colectiva contra os órgãos de soberania, destruindo o que resta de Portugal. Esta gente já fez com que os portugueses não confiassem ou acreditassem na Justiça, agora querem também que não confiemos em ninguém, no PM ou no Presidente, no Parlamento ou nas polícias, nos políticos ou nos governantes”.
O post inteiro pode ser lido aqui: ro-atentado-ao-estado-de.html
legalices.blogspot.pt/2009/11/o-verdadei
Os meus cumprimentos.
Caro Quim, fez bem em deixar o link para, quem quiser, perceber o contexto deste excerto. Mais, se leu mesmo o texto todo certamente que percebeu que a meu comentário fala de de alguns antecedentes, todos eles no mesmo sentido.
Cumprimentos.
PS; não defendi Sócrates, mas a figura do PM. Tal como defendi quando o titular da pasta já era o actual, apesar de, como poderá confirmar, ser bastante crítico para com as suas decisões e incapacidade política de governar bem.
Isto, se for verdade, é feio e desqualifica o homem.
Para se ser um bom gestor ou um bom ministro não é necessário ser-se licenciado; mas um não licenciado, que se apresente como tal e como tal exija ser tratado, não deveria chegar a ministro. Não devia chegar, nem devia estar, entenda-se.
É claro que não é preciso ser-se licenciado mas se preciso for ou fosse que se obtivessem os graus académicos pelas vias ditas ‘normais’. Depois disto tudo continuará como antes, até já estamos habituados.
E viva a política do “chico-espertismo”. Se isto continua assim, ainda vão ter de absolver o homem que há uns anos se fazia passar por médico sem o ser, é que se saiba os “pacientes” até gostavam dele e ninguém morreu por causa dos tratamentos receitados… no final disto tudo espero que o mesmo se possa dizer das receitas passadas pelo senhor ministro Relvas e amigos a quem cá anda em baixo.
Tendo em conta o que se passou com Sócrates e agora com Relvas não sei por que o outro não há-de ser absolvido. Não deve ter amigos, coitadinho.
Mais uma razão para o Relvas sair do governo. Só espero é que não queira também ir estudar filosofia, senão a reputação da filosofia fica arruinada de vez.
Sair do governo? Mas quantos viu sair do governo por ‘negócios’ menos claros? Estão colados ao poder.
O problema está na cola.
É aquela que até cola cientistas ao tecto.
eh eh eh
Essa mesmo, cr :)))
Lembro-me sempre desse anúncio.
Podia ter estudado como os outros…poder podia, mas não era a mesma coisa.
A gamela é grande o suficiente para todos, independentemente da raça e mais não digo.
Podia e devia.
NOJO é o que sinto da canalha que nos (se) tem governado, saqueando sem piedade o nosso pobre povo. l/click) para deter esta clique (http://www.infopedia.pt/pesquisa-globa l/clique).
Temos sido pacientes, passivos, sonânbulos, mansos, o que quiserem.
Mas, assim como um fogo precisa de três condições para se iniciar (combustível, comburente e ignição), também em Portugal falta apenas um click (http://www.infopedia.pt/pesquisa-globa
Haja esperança…